Trânsito normal em São Paulo: perfeitamente possível, desde que se cuide do assunto com seriedade
Ontem, numa bela manhã de quinta-feira, fui devolver o BMW. Era por volta de 10h30. Fiz o trajeto habitual - para os paulistanos visualizarem, alameda dos Maracatins, avenida dos Bandeirantes, marginal do Pinheiros, retorno na ponte Cidade Jardim, marginal novamente sentido inverso, passar sob a ponte do Morumbi e acessar o conjunto de prédios de escritórios onde fica a BMW do Brasil.
Trânsito absoutamente normal, nenhum tipo de congestionamento, livre solto. Não era feriado e tampouco havia motivo para as pessoas ficarem em casa. Qual a explicação? Só pode ser uma: não havia acidentes e nem carros enguiçados - quebrados, como se diz em São Paulo.
Por aí se vê que tudo o que se diz a respeito do automóvel, que não dá mais, que as ruas não suportam mais tanto carro, é balela pura, coisa de ecochato e daqueles que acham que a bicicleta é a solução mágica para a mobilidade urbana (não sou contra bicicleta, um veículo simples e prático, mas ela, como tudo, tem seu lugar). E foi por isso que fiz, pela terceiro ano, o meu protesto contra o Dia Mundial Sem Carro usando esse espaço.
O que falta em São Paulo e outras cidades grandes e médias é conhecimento de quem administra trânsito e consciência de que o assunto é sério e por isso mesmo requer cabeças pensantes para cuidar dele. Isso vai desde sinalização a traçado das ruas.
Vou dar um exemplo. Numa das vias bem movimentadas no bairro onde moro, a alameda dos Nhambiquaras, em Moema, a Sabep está realizando uma série de óbras na rede de esgoto, e em várias esquinas há tapumes de obras ocupando uma faixa de rolamento. Pois bem, surpreso vi pintura no solo indicando estreitamento de pista, com o conhecido zebrado. Resultado: não há nenhum tipo de problema ali.
Outro exemplo. Na recente viagem a Miami para a apresentação do Fiat Cinquecento produzido no México, notei nos cruzamentos sinalização de faixa de rolamento nas curvas, de uma avenida para outra. Em conseqüência disso, os carros dobram à direita ou à esquerda de maneira ordenada e, principalmente, rápida, sem a lesmeira que observamos aqui.
Sào dois exemplos de como a organização é capaz de mitigar grande parte dos problemas de lentidão com que nos deparamos no nosso dia-a-dia.
A outra parte da questão são os acidentes e os carros enguiçados. Outro dia me contaram por que carretas costumam enguiçar nas subidas das avenidas e nas pontes ou viadutos: pouco combustível no tanque. Com a rampa, o pescador não alcança o nível no tanque e logicamente o motor pára de funcionar. Fim da picada!
Quanto aos acidentes, é uma questão séria que precisar ser encarada. Passa pela formação de motoristas e chega ao estado dos veículos, em que uma inspeção veícular além de meramente ambiental se faz necessária, mas que se arrasta no Congresso Nacional há pelo menos 10 anos. E, mais uma vez, os motoristas brasileiros estão dirigindo às cegas com a epidemia de vidros escurecidos.
A experiência de ontem não me deixou dúvidas. Não há carros demais, nem ruas de menos. O que está faltando é massa cinzenta e vontade de resolver os problemas.
Bob Sharp
http://autoentusiastas.blogspot.com/201 ... uicar.html
Não pode bater, não pode enguiçar
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- Rodolfo
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Concordo com ele...
Ta cheio de tranqueira que estraga no meio da rua, e os fidaputa nao se dao ao trabalho de empurrar o carro mais pro canto, pros outros poderem passar.
Isso quando os imbecis nao andam sem o triangulo no porta malas, e nao sinalizam a pista devidamente.
Acidentes de transito também, grande parte das vezes sao causadas por cabacice dos motoristas, ou por falta de sinalizacao devida nas vias.
Ta cheio de tranqueira que estraga no meio da rua, e os fidaputa nao se dao ao trabalho de empurrar o carro mais pro canto, pros outros poderem passar.
Isso quando os imbecis nao andam sem o triangulo no porta malas, e nao sinalizam a pista devidamente.
Acidentes de transito também, grande parte das vezes sao causadas por cabacice dos motoristas, ou por falta de sinalizacao devida nas vias.
Bravo Essence Dualogic 1.8 2013/13

- fernando_tw
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Na minha opinião, nem uma coisa completamente, nem outra: Concordo sim que um sistema existente melhor gerenciado e vias livres de brações e cabaços de volante ajudam demais. Mas o gargalo apenas vai ser empurrado mais para frente. Uma hora, o sistema vaio ter de sofrer ampliações, não tem jeito. São cada vez mais carros nas ruas, os números mostram isso. E em metrópoles com espaços cada vez mais escassos, ou a solução fica tecnicamente inviabilizada ou vai sair bem caro de se fazer. A outra coisa da qual não concordo em completo, é quando as pessoas falam da bike como "solução para mobilidade urbana": Ora, cada caso é um caso! Não dá pra pegar exemplos europeus como de Conpenhague, Amsterdã ou Paris e simplesmente comparar com São Paulo ou Rio. São cidades diferentes, de aspectos físicos diferentes, clima, cultura, etc. E mesmo assim, nessas cidades, a bike funciona por que é integrada a meios de transporte coletivos e de massa, coisa que no Brasil em geral, sabemos a porcaria que costuma ser. Eu sou ciclista e gosto de usar a magrela quando é possivel e só acho que quando se fala em "Dia Sem Carro" no Brasil, se trabalha a ideia de forma errada para a realidade do nosso país. Não se trata simplesmente de deixar o carro na garagem e ir para as ruas se aventurar sobre duas rodas e pedais por questões ecológicas. É preciso ver na verdade o que eu já citei acima sobre transporte: se tiver qualidade um custo acessível ou ao menos justo, muita gente vai passar a usar. Resumindo. Na teoria é perfeito, mas na prática, é uma utopia.
- p_h
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Fernando, ainda que não resolva o problema de vez, o trânsito nas capitais brasileiras melhoraria MUITO se houvesse um planejamento viário mais adequado, coisa que não existe por descaso do poder público.
Não estamos falando de resolução de problemas (não ter congestionamentos), mas de minimização do mesmo. Isso é perfeitamente possível com um gerenciamento viário de qualidade.
É fato que muitos e muitos congestionamentos acontecem por despreparo e desorganização e não pelo excesso de carros.
Planejar resolveria boa parte dos problemas enfrentados no presente e os governos ganhariam tempo para elaborar planos futuros para resolver a questão dos congestionamentos, mas ninguém tem interesse.
É muito mais fácil deixar como está, afinal, se você deixa o povo culpar o carro, elimina a obrigação do governo de investir em infra-estrutura.
Não estamos falando de resolução de problemas (não ter congestionamentos), mas de minimização do mesmo. Isso é perfeitamente possível com um gerenciamento viário de qualidade.
É fato que muitos e muitos congestionamentos acontecem por despreparo e desorganização e não pelo excesso de carros.
Planejar resolveria boa parte dos problemas enfrentados no presente e os governos ganhariam tempo para elaborar planos futuros para resolver a questão dos congestionamentos, mas ninguém tem interesse.
É muito mais fácil deixar como está, afinal, se você deixa o povo culpar o carro, elimina a obrigação do governo de investir em infra-estrutura.
- HateSeeker
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Transporte público daria certo se comportasse primeiro quem não tem carro, rpa depois começar a aceitar quem tem.
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Brasil tem menos de 1 carro pra cada 5 habitantes sei lá, mas vive engarrafado porque?
por conta da falta de planejamento.
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- fernando_tw
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p_h escreveu:Fernando, ainda que não resolva o problema de vez, o trânsito nas capitais brasileiras melhoraria MUITO se houvesse um planejamento viário mais adequado, coisa que não existe por descaso do poder público.
Não estamos falando de resolução de problemas (não ter congestionamentos), mas de minimização do mesmo. Isso é perfeitamente possível com um gerenciamento viário de qualidade.
É fato que muitos e muitos congestionamentos acontecem por despreparo e desorganização e não pelo excesso de carros.
Planejar resolveria boa parte dos problemas enfrentados no presente e os governos ganhariam tempo para elaborar planos futuros para resolver a questão dos congestionamentos, mas ninguém tem interesse.
É muito mais fácil deixar como está, afinal, se você deixa o povo culpar o carro, elimina a obrigação do governo de investir em infra-estrutura.
Ajuda sim, no caso da estrutura existente e até futuras ampliações que poderiam ser melhor pensadas, dimensionadas, etc. Concordo com isso, como eu disse. Mas é aquele negócio: poderia se fazer isso e se planejar um sistema de transporte publico decente (como bem lembrou o Hate, não comporta nem quem só tem ele como opção, ainda mais absorver quem anda de carro!). E meios alternativos seriam adaptados onde fossem viáveis. Gastaria-se melhor com construção de novas vias públicas quando for necessário fazer.
- HateSeeker
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O certo seria investir mais e melhor na ferrovia e na hidrovia...
o resto é reorganização. porque já tem rua demais.
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- Kicksilver
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Concordo.
Todo dia tem engarrafamento na ponte por causa de carro enguiçado...
Normalmente é só carroça velha, Santana, 147, Pointer...
Todo dia tem engarrafamento na ponte por causa de carro enguiçado...
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- HateSeeker
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Que que o Jetta tem a ver com isso???Kicksilver escreveu:Concordo.
Todo dia tem engarrafamento na ponte por causa de carro enguiçado...
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- tomsa2
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Eu achei a análise dele da razao de não ter transito pq não tem carro quebrado bem um baita chute pra gerar uma materia dessas...


- Rodolfo
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:whattt:tomsa2 escreveu:Eu achei a análise dele da razao de não ter transito pq não tem carro quebrado bem um baita chute pra gerar uma materia dessas...
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Bravo Essence Dualogic 1.8 2013/13

- Ramiel
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Se olhas nas marginais aki em SP, q são vias expressas, como q tem congestionamento? São vias expressas, não tem semaforo nem cruzamento. Ou é algum acidente (motoqueiro espatifado, vovó q encheu a traseira de alguém, carreta q tombou) ou algum veículo enchiçado (carro, caminhão, busão...)
Td isso poderia ser largamente evitado. Era só ter uma fiscalização melhor dos veículos, apreender os veículos sem condições de rodar e melhorar a educação de transito. Nada disso é fácil, teriamos q ter mais policiais nas ruas, o q é bem dificil já q o governo só sabe multar com radar, e melhorar a educação, coisa mais difícil ainda.
Em suma, tamos fudidos
:fuckthat:
Td isso poderia ser largamente evitado. Era só ter uma fiscalização melhor dos veículos, apreender os veículos sem condições de rodar e melhorar a educação de transito. Nada disso é fácil, teriamos q ter mais policiais nas ruas, o q é bem dificil já q o governo só sabe multar com radar, e melhorar a educação, coisa mais difícil ainda.
Em suma, tamos fudidos
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- Kicksilver
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E também tem o fluxo colossal de carros.Ramiel escreveu:Se olhas nas marginais aki em SP, q são vias expressas, como q tem congestionamento? São vias expressas, não tem semaforo nem cruzamento. Ou é algum acidente (motoqueiro espatifado, vovó q encheu a traseira de alguém, carreta q tombou) ou algum veículo enchiçado (carro, caminhão, busão...)
Td isso poderia ser largamente evitado. Era só ter uma fiscalização melhor dos veículos, apreender os veículos sem condições de rodar e melhorar a educação de transito. Nada disso é fácil, teriamos q ter mais policiais nas ruas, o q é bem dificil já q o governo só sabe multar com radar, e melhorar a educação, coisa mais difícil ainda.
Em suma, tamos fudidos
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Para que isso seja mudado, sugiro que você deixe seu carro na garagem e realize seu movimento pendular de transporte publico.
A saúde de todos agradeçe.

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Trânsito, velho trânsito. Sempre o governo a nega sua culpa e a empurrá-la para os contribuintes.
- Ramiel
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O Maluf já sugeriu canalizar o tiete e o pinheiros e fazer mais pistas no meio dos rios, "eu roubo, mas faço!" :fuckthat:Kicksilver escreveu:E também tem o fluxo colossal de carros.Ramiel escreveu:Se olhas nas marginais aki em SP, q são vias expressas, como q tem congestionamento? São vias expressas, não tem semaforo nem cruzamento. Ou é algum acidente (motoqueiro espatifado, vovó q encheu a traseira de alguém, carreta q tombou) ou algum veículo enchiçado (carro, caminhão, busão...)
Td isso poderia ser largamente evitado. Era só ter uma fiscalização melhor dos veículos, apreender os veículos sem condições de rodar e melhorar a educação de transito. Nada disso é fácil, teriamos q ter mais policiais nas ruas, o q é bem dificil já q o governo só sabe multar com radar, e melhorar a educação, coisa mais difícil ainda.
Em suma, tamos fudidos
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Para que isso seja mudado, sugiro que você deixe seu carro na garagem e realize seu movimento pendular de transporte publico.
A saúde de todos agradeçe.
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- Ramiel
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Brasil | 21:20
JÁ DEU
SÃO PAULO (antes que seja tarde) – Semanas atrás a Audi me convidou para andar com alguns carros na pista da Fazenda Capuava, em Indaiatuba. Dirigi um TTS, um RS5 e um R8. São supercarros, velocíssimos, muito potentes, têm um torque inacreditável, freiam absurdamente. São carros de corrida vendidos para “civis”. Só dá para entender tudo que eles fazem numa pista. Só.
Já tinha guiado carros rápidos, principalmente na Europa. Uma vez o Zé Mariante, colega que cobria F-1, ganhou num sorteio um Porsche para ficar durante um fim de semana de corrida em Hockenheim. Numa autobahn qualquer, em trecho com velocidade liberada, chegamos a 240 km/h. Com segurança, mas com o cu na mão. Poucos segundos, só para bater recorde pessoal, e depois velocidade normal.
Por quê? Por que somos bundões? Não. Porque não somos treinados para guiar a 240 km/h. As noções de espaço e tempo são diferentes de qualquer coisa que tenhamos experimentado com rodas e volante em nossas vidas pregressas. Distâncias de frenagem, reações nas curvas, mudança de faixa, tudo fica diferente. Eu fiz autoescola de Fusca. Meu primeiro carro foi um Gol a ar 1.6. Como posso me achar preparado para acelerar um Porsche a mais de 200 km/h?
Tenho muitas multas. A imensa maioria de estacionamento sem cartão da Zona Azul, rodízio (uma estupidez, porque tenho carros com vários finais de placa) e celular. Por excesso de velocidade, a última foi por passar a 64 km/h numa ponte onde o limite era de 60 km/h. Sou um bom motorista, minha chance de fazer merda é muito pequena, mas meio burro.
Não aprendemos a dirigir nas velocidades que esses novos supercarros atingem, entre outras coisas porque elas não são permitidas no Brasil. A 100 km/h as pessoas já se embananam todas. O que se faz de cagada no trânsito brasileiro é algo monumental. Todos se acham grandes motoristas. Quando enfiam 150 ou 180 km/h numa estrada reta, se acham pilotos, também. São uns babacas.
A imensa maioria dos motoristas brasileiros não tem a menor noção de nada, porque não se ensina a dirigir no Brasil. Se ensina a tirar carta de motorista, o que é bem diferente. São muito comuns as legiões de idiotas que pegam suas motos importadas e saem a quase 300 km/h pelas estradas paulistas e sei lá mais onde. Adoro quando um desses toma um tombo e vira carne moída.
O Brasil vive um momento econômico de prosperidade e fartura. Com ele começaram a ser importadas supermáquinas como os Audi citados, e mais Lamborghinis, Ferraris, Camaros, Mustangs, Porsches, Corvettes, Vipers e a puta que o pariu. Tudo com 300, 400, 500 cavalos. Começo a ter saudades das carroças lerdas do Collor. Eram inofensivas. Esses novos símbolos de riqueza e virilidade estão caindo nas mãos de outra legião de idiotas, a dos filhinhos-de-papai de pinto pequeno que acham que vão comer meninas de unhas vermelhas com seus carrões.
Eles saem nas baladas, bebem, enchem a cara de energético com uísque, tomam todo tipo de bola e saem pela madrugada, ou pela manhã, porque é cada vez mais normal balada acabar em horário comercial, armados para destruir as vidas de outras pessoas que não têm supermáquinas, que trabalham e pegam ônibus ao amanhecer, ou estão na rua de madrugada para fazer entregas, ou estão voltando para casa.
Os casos recentes são numerosos. Teve o cara do Porsche que matou a menina numa Tucson no Itaim, o doido do ABC de cuecas com um Camaro preto, o deputadinho assassino do Paraná, a bonitinha da Land Rover na Vila Madalena, o carniceiro das bicicletas em Porto Alegre, e agora esse fedelho de 19 anos num Camaro vermelho que bateu em não sei quantos carros, feriu seis pessoas, um deles com 90% do corpo queimado dentro de uma Chana, ou Towner, uma dessas, que estava indo ao trabalho na Zona Norte. Aconteceu pela manhã. O moleque de 19 anos tinha saído de uma balada às 6 da matina. A foto abaixo é de Mário Ângelo, da Agência Estado.

Ninguém se fode verdadeiramente quando causa esses acidentes. É uma distorção das leis brasileiras, que deveriam enjaular essa gente e cobrar de suas famílias indenizações milionárias para as vítimas. Se o papi desse moleque tivesse de vender sua casa no Jardim Acapulco, ou o apartamento de vinte zilhões na Vila Nova Conceição, para pagar as vítimas, no dia seguinte todos os papis milionários trocariam os supercarros de seus molequinhos por Celtas e Corsas.
(Os papis merecem um parágrafo à parte. Como é que alguém dá de presente para um menino de 18 ou 19 anos um Camaro de sei lá quantas centenas de mil reais? Porra, ninguém sabe o que é ter alguma dificuldade na porra da vida? Começar por baixo? Andar de ônibus de vez em quando? Ter um primeiro carrinho pequeno, modesto, baratinho? Cuidar dele, lavar aos sábados, passar uma cerinha? Será que um idiota de 40 e poucos anos, os da minha geração que hoje são pais, não percebe que um menino de 20 não tem a menor capacidade mental para dirigir um carro desses? Será que um idiota da minha geração não percebe que dar um Camaro para um moleque de 20 anos é estragar sua vida, criar um monstro? Será que um idiota da minha geração não percebe que se seu filho sai de casa à noite e volta ao amanhecer está fazendo merda em algum canto? E que a chance de fazer uma merda enorme com um carro de 500 cavalos é ainda maior? Minha geração é uma bosta.)
Mas enquanto isso não acontecer, enquanto não esfolarem as finanças dos papais de filhinhos que saem matando por aí, as autoridades de trânsito do Brasil poderiam fazer alguma coisa imediata. Como, por exemplo, exigir uma carteira de motorista especial para dirigir carros com mais de 100 (eram 200 no texto original, acabei de baixar) cavalos de potência. Exigir dos compradores desses automóveis que só servem para exibição de masculinidade exames psicotécnicos, atestados de bom-comportamento, histórico escolar, idade mínima. Além de cursos de direção, se possível caríssimos, e prestação de serviços voluntários em hospitais que atendem vítimas de acidentes por seis meses antes de sentar a bunda num negócio desses e colocá-lo nas ruas.
Moro ao lado de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, num trecho sem radares. Da minha janela, de madrugada, vejo verdadeiros animais motorizados compensando as diminutas dimensões de seus falos enfiando o pé no acelerador desses carros, ou torcendo o pulso na manopla direita de motocicletas suicidas.
Torço para que todos morram fritos e esquartejados, o que acontece às vezes com os motoqueiros, mas menos com os outros protegidos por airbags e bons advogados. Esses não morrem, matam.
JÁ DEU
SÃO PAULO (antes que seja tarde) – Semanas atrás a Audi me convidou para andar com alguns carros na pista da Fazenda Capuava, em Indaiatuba. Dirigi um TTS, um RS5 e um R8. São supercarros, velocíssimos, muito potentes, têm um torque inacreditável, freiam absurdamente. São carros de corrida vendidos para “civis”. Só dá para entender tudo que eles fazem numa pista. Só.
Já tinha guiado carros rápidos, principalmente na Europa. Uma vez o Zé Mariante, colega que cobria F-1, ganhou num sorteio um Porsche para ficar durante um fim de semana de corrida em Hockenheim. Numa autobahn qualquer, em trecho com velocidade liberada, chegamos a 240 km/h. Com segurança, mas com o cu na mão. Poucos segundos, só para bater recorde pessoal, e depois velocidade normal.
Por quê? Por que somos bundões? Não. Porque não somos treinados para guiar a 240 km/h. As noções de espaço e tempo são diferentes de qualquer coisa que tenhamos experimentado com rodas e volante em nossas vidas pregressas. Distâncias de frenagem, reações nas curvas, mudança de faixa, tudo fica diferente. Eu fiz autoescola de Fusca. Meu primeiro carro foi um Gol a ar 1.6. Como posso me achar preparado para acelerar um Porsche a mais de 200 km/h?
Tenho muitas multas. A imensa maioria de estacionamento sem cartão da Zona Azul, rodízio (uma estupidez, porque tenho carros com vários finais de placa) e celular. Por excesso de velocidade, a última foi por passar a 64 km/h numa ponte onde o limite era de 60 km/h. Sou um bom motorista, minha chance de fazer merda é muito pequena, mas meio burro.
Não aprendemos a dirigir nas velocidades que esses novos supercarros atingem, entre outras coisas porque elas não são permitidas no Brasil. A 100 km/h as pessoas já se embananam todas. O que se faz de cagada no trânsito brasileiro é algo monumental. Todos se acham grandes motoristas. Quando enfiam 150 ou 180 km/h numa estrada reta, se acham pilotos, também. São uns babacas.
A imensa maioria dos motoristas brasileiros não tem a menor noção de nada, porque não se ensina a dirigir no Brasil. Se ensina a tirar carta de motorista, o que é bem diferente. São muito comuns as legiões de idiotas que pegam suas motos importadas e saem a quase 300 km/h pelas estradas paulistas e sei lá mais onde. Adoro quando um desses toma um tombo e vira carne moída.
O Brasil vive um momento econômico de prosperidade e fartura. Com ele começaram a ser importadas supermáquinas como os Audi citados, e mais Lamborghinis, Ferraris, Camaros, Mustangs, Porsches, Corvettes, Vipers e a puta que o pariu. Tudo com 300, 400, 500 cavalos. Começo a ter saudades das carroças lerdas do Collor. Eram inofensivas. Esses novos símbolos de riqueza e virilidade estão caindo nas mãos de outra legião de idiotas, a dos filhinhos-de-papai de pinto pequeno que acham que vão comer meninas de unhas vermelhas com seus carrões.
Eles saem nas baladas, bebem, enchem a cara de energético com uísque, tomam todo tipo de bola e saem pela madrugada, ou pela manhã, porque é cada vez mais normal balada acabar em horário comercial, armados para destruir as vidas de outras pessoas que não têm supermáquinas, que trabalham e pegam ônibus ao amanhecer, ou estão na rua de madrugada para fazer entregas, ou estão voltando para casa.
Os casos recentes são numerosos. Teve o cara do Porsche que matou a menina numa Tucson no Itaim, o doido do ABC de cuecas com um Camaro preto, o deputadinho assassino do Paraná, a bonitinha da Land Rover na Vila Madalena, o carniceiro das bicicletas em Porto Alegre, e agora esse fedelho de 19 anos num Camaro vermelho que bateu em não sei quantos carros, feriu seis pessoas, um deles com 90% do corpo queimado dentro de uma Chana, ou Towner, uma dessas, que estava indo ao trabalho na Zona Norte. Aconteceu pela manhã. O moleque de 19 anos tinha saído de uma balada às 6 da matina. A foto abaixo é de Mário Ângelo, da Agência Estado.

Ninguém se fode verdadeiramente quando causa esses acidentes. É uma distorção das leis brasileiras, que deveriam enjaular essa gente e cobrar de suas famílias indenizações milionárias para as vítimas. Se o papi desse moleque tivesse de vender sua casa no Jardim Acapulco, ou o apartamento de vinte zilhões na Vila Nova Conceição, para pagar as vítimas, no dia seguinte todos os papis milionários trocariam os supercarros de seus molequinhos por Celtas e Corsas.
(Os papis merecem um parágrafo à parte. Como é que alguém dá de presente para um menino de 18 ou 19 anos um Camaro de sei lá quantas centenas de mil reais? Porra, ninguém sabe o que é ter alguma dificuldade na porra da vida? Começar por baixo? Andar de ônibus de vez em quando? Ter um primeiro carrinho pequeno, modesto, baratinho? Cuidar dele, lavar aos sábados, passar uma cerinha? Será que um idiota de 40 e poucos anos, os da minha geração que hoje são pais, não percebe que um menino de 20 não tem a menor capacidade mental para dirigir um carro desses? Será que um idiota da minha geração não percebe que dar um Camaro para um moleque de 20 anos é estragar sua vida, criar um monstro? Será que um idiota da minha geração não percebe que se seu filho sai de casa à noite e volta ao amanhecer está fazendo merda em algum canto? E que a chance de fazer uma merda enorme com um carro de 500 cavalos é ainda maior? Minha geração é uma bosta.)
Mas enquanto isso não acontecer, enquanto não esfolarem as finanças dos papais de filhinhos que saem matando por aí, as autoridades de trânsito do Brasil poderiam fazer alguma coisa imediata. Como, por exemplo, exigir uma carteira de motorista especial para dirigir carros com mais de 100 (eram 200 no texto original, acabei de baixar) cavalos de potência. Exigir dos compradores desses automóveis que só servem para exibição de masculinidade exames psicotécnicos, atestados de bom-comportamento, histórico escolar, idade mínima. Além de cursos de direção, se possível caríssimos, e prestação de serviços voluntários em hospitais que atendem vítimas de acidentes por seis meses antes de sentar a bunda num negócio desses e colocá-lo nas ruas.
Moro ao lado de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, num trecho sem radares. Da minha janela, de madrugada, vejo verdadeiros animais motorizados compensando as diminutas dimensões de seus falos enfiando o pé no acelerador desses carros, ou torcendo o pulso na manopla direita de motocicletas suicidas.
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Se a geração dele é uma bosta, a minha geração é o que ? E a que vem então...
Puta que o pariu, essa merda nunca vai melhorar.
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Metas até 2020:
Fazer faculdade (feito)
- Fazer intercâmbio : Andertrip Feito, mas acessem o site.
- Ter um bom emprego na área (feito)
- Ter uma casa (feito)
- Comprar um bom carro
- Conhecer 30 países. (23/30).
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Impunidade teu nome é Brasil. 

- Ramiel
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Achei q o FG foi meio radical. O problema realmente são as pessoas, não os carros. Do jeito q ele fala parece q os carros são os demonios.
No entanto, concordo com o "posse de arma" de carros, afinal, não deixam de ser armas, mas não só pros acima de 100 cavalos, mas todos eles. Afinal, o q tem de Celta, Palio, Gol fazendo atrocidades por aí tb não tá escrito...
No entanto, concordo com o "posse de arma" de carros, afinal, não deixam de ser armas, mas não só pros acima de 100 cavalos, mas todos eles. Afinal, o q tem de Celta, Palio, Gol fazendo atrocidades por aí tb não tá escrito...
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Família tenta vender imóvel para pagar fiança de motorista do Camaro
Quatro pessoas ficaram feridas no acidente que aconteceu na sexta-feira.
Um homem seguia internado em estado grave no Hospital das Clínicas.
A família do motorista do Camaro que se envolveu em um grave acidente na sexta-feira (30) tenta vender um imóvel para pagar a fiança que foi estabelecida em R$ 245,2 mil pela Justiça. João César Cáceres, advogado de Felipe de Lorena Infante Arenzon, de 19 anos, acredita que a venda seja concluída nesta segunda-feira (3). Caso contrário, ele deve pedir à Justiça que reconsidere esse valor.
“Vou aguardar que a família venda o imóvel. Se não conseguir o dinheiro até o fim da tarde, nós vamos pedir para que a Justiça reconsidere o valor da fiança”, afirmou Cáceres. Arenzon está detido no 72º DP, na Vila Penteado, na Zona Norte, desde sexta-feira.
De acordo com o advogado, a família está muito abalada com o acidente. “A mãe está à base de remédios”, disse. Ainda segundo Cáceres, a família não sabia que o jovem possuía esse veículo e foi surpreendida com a notícia do acidente.
No acidente, o motorista do Camaro e outras quatro pessoas ficaram feridas, sendo uma gravemente. Um motorista que teve o veículo atingido pelo Camaro teve 90% do corpo queimado e seguia internado em estado grave no Hospital das Clínicas nesta manhã. Ele respirava com ajuda de aparelhos, segundo o hospital.
O acidente aconteceu na altura do número 2.500 da Avenida Inajar de Souza, no sentido Freguesia do Ó. De acordo com o soldado Luís Carlos Barboza, da Polícia Militar, Arenzon foi encontrado em uma casa próxima ao local do acidente. Ainda segundo o soldado, o condutor disse que voltava de uma festa em uma casa noturna na Zona Oeste da cidade quando o correu o acidente.
Dentro do carro foi encontrada uma lata de cerveja. Testemunhas disseram que ele havia batido em outro veículo antes de causar o maior acidente. Segundo a polícia, ele bateu em outro carro na região da Pompeia e atropelou duas mulheres na Ponte da Freguesia do Ó. Segundo a PM, elas foram socorridas por pessoas que passavam pelo local.
O motorista do Vectra atingido pelo Camaro, o webdesigner Hermes Crespo, de 33 anos, dava uma carona para sua tia por volta das 7h desta sexta quando viu um carro se aproximar em alta velocidade. “Eu só vi um vulto. Ele foi batendo nos carros. Depois foi embora.” Segundo o webdesigner, o Camaro atingiu pelo menos cinco carros.
Crespo e a tia não se feriram, mas ele disse que o motorista do Camaro deve "ir para a cadeia". "A gente está precisando de leis mais severas no trânsito. Ele deve ter dinheiro. Vamos ver no que vai dar. Eu vou procurar os meus direitos.”
Quatro pessoas ficaram feridas no acidente que aconteceu na sexta-feira.
Um homem seguia internado em estado grave no Hospital das Clínicas.
A família do motorista do Camaro que se envolveu em um grave acidente na sexta-feira (30) tenta vender um imóvel para pagar a fiança que foi estabelecida em R$ 245,2 mil pela Justiça. João César Cáceres, advogado de Felipe de Lorena Infante Arenzon, de 19 anos, acredita que a venda seja concluída nesta segunda-feira (3). Caso contrário, ele deve pedir à Justiça que reconsidere esse valor.
“Vou aguardar que a família venda o imóvel. Se não conseguir o dinheiro até o fim da tarde, nós vamos pedir para que a Justiça reconsidere o valor da fiança”, afirmou Cáceres. Arenzon está detido no 72º DP, na Vila Penteado, na Zona Norte, desde sexta-feira.
De acordo com o advogado, a família está muito abalada com o acidente. “A mãe está à base de remédios”, disse. Ainda segundo Cáceres, a família não sabia que o jovem possuía esse veículo e foi surpreendida com a notícia do acidente.
No acidente, o motorista do Camaro e outras quatro pessoas ficaram feridas, sendo uma gravemente. Um motorista que teve o veículo atingido pelo Camaro teve 90% do corpo queimado e seguia internado em estado grave no Hospital das Clínicas nesta manhã. Ele respirava com ajuda de aparelhos, segundo o hospital.
O acidente aconteceu na altura do número 2.500 da Avenida Inajar de Souza, no sentido Freguesia do Ó. De acordo com o soldado Luís Carlos Barboza, da Polícia Militar, Arenzon foi encontrado em uma casa próxima ao local do acidente. Ainda segundo o soldado, o condutor disse que voltava de uma festa em uma casa noturna na Zona Oeste da cidade quando o correu o acidente.
Dentro do carro foi encontrada uma lata de cerveja. Testemunhas disseram que ele havia batido em outro veículo antes de causar o maior acidente. Segundo a polícia, ele bateu em outro carro na região da Pompeia e atropelou duas mulheres na Ponte da Freguesia do Ó. Segundo a PM, elas foram socorridas por pessoas que passavam pelo local.
O motorista do Vectra atingido pelo Camaro, o webdesigner Hermes Crespo, de 33 anos, dava uma carona para sua tia por volta das 7h desta sexta quando viu um carro se aproximar em alta velocidade. “Eu só vi um vulto. Ele foi batendo nos carros. Depois foi embora.” Segundo o webdesigner, o Camaro atingiu pelo menos cinco carros.
Crespo e a tia não se feriram, mas ele disse que o motorista do Camaro deve "ir para a cadeia". "A gente está precisando de leis mais severas no trânsito. Ele deve ter dinheiro. Vamos ver no que vai dar. Eu vou procurar os meus direitos.”
- Ramiel
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Mexendo no bolso o pessoal vai começar a criar "consciencia"
- Kicksilver
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Fiança?
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Mas algo curioso, a família alega que não sabia da existência desse veículo, ou o carro não é dele ou ele não morava com a família ou ainda estão mentido.
E tanta hipótese que deixa a mente confusa.
E tanta hipótese que deixa a mente confusa.




