Kicksilver escreveu::pprguy2:
Tu que tomou toco aqui amigo..
Ele só falou o que vocês queriam ouvir ou dizer. Em absoluto, ele imprimiu um forte ranço ideológico defendendo o que acha certo, nada mais nada menos. como vocês são ou se julgam classe produtiva, compram a idéia dele ou visão etc. Eu como desocupado, de fora vejo as coisas muito diferentes, coisas que vocês dentro da câmara escura da produção de bens e serviços não percebem ou não querem perceber.
Quando ele falou que o cara que gera capital pra outro e pra outro ele não falou nada demais, e perguntando se eu não ia gerar nada. Claro que não.
Não é a função que possuo ou exerço. Parece, na visão de alguns algo parasitário, mas não, é apenas necessário. Uma gestação dura 9 meses pra ser completa e sadia dentro das possibilidades, e é parasitário? Parece, mas não é.
Entendo vocês, não culpo vocês, apenas discordo. Veementemente.
Então tomei toco? Not Today.
Creio eu que a solidificação de modelos pré fabricados, reproduzidos e concretados como "esse é o certo, você tem que fazer senão acontece isso isso e isso. senão você vira isso isso e isso." Pra algumas pessoas isso é necessário. Assim como o papai ou a mamãe falou pra dormir senão a cuca vem pegar, só que em um grau diferente. Isso nunca funcionou muito bem pra mim, mas como eu disse minha vida não vale de porra nenhuma, eu sou uma minoria no fórum. sou o baixinho-careca-pobre-dono de gol-comedor de gordinha-duro, mas vocês são um grupo social muito diverso, mas querendo se unir pela égide da palavra "trabalhador", recurso esse tão bem pensado e incutido na sociedade, que a primeira coisa que o bandido quando é levado pro baculejo, já evoca o léxico "sou trabalhador sinhoris". Eu não gosto disso, não gostaria de ficar classificado pela generalização do conceito. Porém, como eu disse no Whatsapp, Não defendo de forma alguma a Generación Ni-Ni [Ni trabaja ni estuda, em português Não trabalha nem estuda] Que é uma "classe" social Espanhola, mas que se repete em várias outras nações, em que o cara deliberadamente ou por total falta de oportunidades tal é o quadro sócio econômico, que o cara simplesmente não faz nada. E como eles são necessários pra economia movimentar, o governo e família sustentam. Minha vontade na sociedade é o cara ter liberdade de fazer o que ele quer, mas fazer. Quer ser médico, seja, se forme, exerça. Quer ser engenheiro, estude, se forme, exerça. Quer ser artista, estude e exerça. Quer ser esportista, treine e compita. Quero que se tenha condições pra isso sem interferências. E também quero que se evitem categorizações, ou sobreposições de categorias em que um se ache melhor ou mais importante que outro. Isso é a base de todo o mal, uma coisa é uma hierarquia natural de funções e aptidões, mas não o abuso moral velado que existe em cada esquina. E não digo das organizações estatais, digo das micro relações existentes no dia a dia. Um exemplo básico, eu fui trabalhar com meu pai, uma viagem de 1 dia e meio, eu, meu pai e mais um ajudante. O cara admirava muito meu pai, quase uma bajulação, e reclamava dos funcionários da administração da firma. Hoje foi "promovido" a conferente de pátio, cargo de auxilio ao controle da empresa, simplesmente começou a se achar o dono do pátio. Já disse até que ia fazer lista pra demissões, e etc. É um caso isolado que acontece demais, um despreparado, por forças das necessidades organizacionais, elevado a um cargo importante sim, mas simples, acabou sendo engolido pela sensação de poder. E é isso que vai continuar acontecendo até as pessoas pararem de olhar a porra do próprio umbigo e achar sua vida a coisa mais importante do mundo, sem balancear as relações que existem em todos os lugares e momentos.
Obrigado.