Um artigo publicado no dia 8 de Fevereiro no NYT, feito por John Broder, está dando o q falar. Ele pegou um Model S da própria Tesla em Washington, seguiu para Delaware, onde recarregou. Depois foi para New Jersey, passou por Manhattan e seguiu para Mildford, onde os problemas com a carga da bateria começaram a aparecer. Ele diminui o climatizador de ar para low, o q era um problema, já que estava bem frio (por volta de 30º F, ou -1º C), e ele começou a passar frio dentro do carro. Alé disso, ligou o controle de cruzeiro em 54 mph (sendo q o limite da rodovia era 65). Chegou em Mildford quase no embalo, mas conseguiu recarregar na estação supercharger proprioetária da Tesla em Mildford. O plano era dar uma volta e depois voltar para Manhattan, sendo que o mesmo foi dormir com 90 milhas de bateria ainda, mais q o dobro da distancia q precisa para voltar para Mildford (46 milhas).
Na manhã seguinte ele tinha 25 milhas de bateria somente. Ele ligou para a Tesla, q falou q ele precisava esquentar a bateria para recuperar um pouco da milhagem, q o fez ficando trinta minutos com o aquecedor do carro ligado (já existe um app para fazer isso remotamente). No final desse processo ele tinha 19 milhas de bateria (bem inteligente, tinha 25, esquentou para melhorar a autonomia e ficou com 18, dã!). O consultor da Tesla disse q tinha uma estação de recarga normal em Thames River, q ficava a 11 milhas dali. Só q no sentido contrário a Mildford. Ele ficou recarregando por uma hora, ou seja, não recarregou tudo, e partiu pra Mildford. Resultado, o carro indicou q não ia chegar a Mildford, e um consultor da Tesla disse que existia uma estação de recarga a 5 milhas da onde ele estava e o carro devia chegar lá. Resultado, não chegou.
A Tesla mandou um caminhão para rebocar o carro, só que o freio de mão elétrico não soltava sem carga nas baterias do carro, então para arrastar o carro de mais de 2 toneladas até o topo do caminhão demorou 45 minutos. Chegando em Mildford, depois de 25 minutos recarregando o carro desengatou o freio de mão e pode descer do caminhão. Depois de 80 minutos o Model S estava totalmente recarregado e a viagem até Manhattan para devolver o carro foi tranquila.
Obviamente, depois de publicado, o artigo gerou muita discussão e imagem negativa para a Tesla. Um Elon Musk furioso xingou muito no Twitter, dizendo q o artigo era falso, q eles tinham os logs do carro e o mesmo tinha feito uma rota mais longa do q o previsto e q ele não tinha recarregado a bateria totalmente e estava reclamando indevidamente. Questionado sobre os logs do carro, Musk afirmou q os donos dos Model S só tem o log ligado se os donos concordarem explicitamente q o mesmo seja ligado, mas q no caso dos carros entregados para a imprensa, eles sempre ligam os logs depois dos problemas enfrentados com o Top Gear. Broder publicou outro artigo afirmando q tudo tinha ocorrido conforme ele relatou no primeiro artigo e q a única vez q ele desviu da rota foi para ir num lugar que ele queria ir que desviava da rota em 2 milhas, e q isso não deveria impactar tremendamente na autonomia geral do carro e o resultado final seria o mesmo. Elon Musk disse q a Tesla iria se pronunciar oficialmente, mas até agora nada...
Enquanto isso, o pessoal do The Verge (sim, carro agora sendo avaliado por site de gadgets) testou o Model S, publicando um artigo no dia 11 de Fevereiro, logo depois do NYT. Só que eles testaram o Model S na costa oeste, onde existem mais estações supercharger. Chris Ziegler tentou ir de Los Angeles até São Francisco só usando essas estações superchargers tb. Com temperaturas bem mais amenas, eles tiveram um pouco de range anxiety, mas não chegaram a ficar a pé como o pessoal do NYT. Chris gostou da aceleração brutal do motor elétrico, mas não gostou da tela gigantesca no centro do console, e pelas montanhas eles também ficaram sem sinal de celular, o q fez o sistema de navegação do Google Maps q vem no carro não funcionar. Estranho o sistema do carro não fazer um cache dos mapas, seria muito útil nesse caso.
Chris foi de LA para Santa Barbara (100 milhas). Depois foram para Morro Bay (mais 108 milhas), onde ainda tinham 130 milhas de autonomia antes de partir. Só q, subindo as montanhas de Santa Ynez, obviamente a autonomia foi diminuindo mais rápido q o normal, mas graças aos freios regenerativos, na descida começou a compensar. A situação ficou feia, com o carro chegando a indicar somente 1 milha restante de autonomia, mas finalmente conseguiram achar uma estação de recarga pardão, que não era as superchargers da Tesla. Depois de uma noite inteira recarregando (11h e meia) seguiram para Gilroy (154 milhas). Por só ter descida até Gilroy, chegaram até lá sem problemas, e recarregaram numa estação supercharger. Recarregaram por meia hora, que não foi o suficiente para recarregar completamente, mas deveria ser suficiente para chegar até São Francisco (83 milhas). E foi suficiente. Chris chegou a conclusão óbvia q a infraestrutura de recarregadores precisa melhorar, e q o carro em si é muito bom.
Primeiro artigo do NYT
http://www.nytimes.com/2013/02/10/autom ... .html?_r=0
Segundo artigo do NYT
http://wheels.blogs.nytimes.com/2013/02 ... g-network/
Artigo do The Verge
http://www.theverge.com/2013/2/12/39692 ... real-world
[BBvideo 640,385]http://www.youtube.com/watch?v=-QSUUecYxmE[/BBvideo]
















