A Ford ofereceu num primeiro test-drive do New Fiesta apenas a versão Titanium Powershift, topo de gama. Neste final de semana, apresenta as demais configurações do modelo em Foz do Iguaçu (PR).
Por dentro, o modelo não disfarça que é um compacto, e vão surgindo pistas de como a marca conseguiu obter preços razoáveis para ele.
Com 3,97 metros de comprimento e 2,49 metros de entre-eixos, não dá para fazer milagre em termos de espaço, e por isso o ideal é colocar até quatro pessoas a bordo. Os passageiros de trás precisam erguer os apoios de cabeça, que ficam acoplados ao encosto do banco e machucam as costas. Tudo bem, mas o motorista não deve esquecer de pedir que, ao deixar o carro, seus amigos recoloquem a peça na posição original -- caso contrário, vão atrapalhar a visão pelo retrovisor.
Interior tem itens de gosto duvidoso, mas a pisada na bola é o plástico duro como pedra
O painel frontal projeta-se em direção aos ocupantes (há um espaço enorme sob o parabrisa) e é desenhado para envolver o motorista como num cockpit. Verdade, mas a iluminação no tom "ice blue" (nome de chiclete ou de rapper, você escolhe) é antiquada. Por que não usar branco?
Em geral, a cabine está repleta de plástico duro como pedra e um tanto áspero. Na versão de entrada isso seria passável; na topo de gama, o correto seria oferecer ao cliente superfície emborrachada ou de plástico mais suave. Mas corte de custos é assim mesmo.
Quando em movimento, o New Fiesta compensa a relativa mediocridade do interior. É um carro muito gostoso de guiar, com acerto de suspensão primoroso (vale dizer, equilibrado entre estabilidade/segurança e conforto) e disposição nas saídas e ultrapassagens.
O câmbio Powershift vez ou outra parece vacilar, mas no geral as trocas são feitas nas mesmas rotações que um motorista experiente escolheria, sem trancos. Claro: quanto mais suave for seu estilo de dirigir, mais suave será o trabalho da transmissão.
Um ponto que chamou atenção da equipe de UOL Carros foi o excesso de ruído do motor a partir de 4.000 rpm. Pareceu um problema de isolamento acústico; a Ford ainda tem tempo para melhorar isso antes do faturamento às revendas.
Numa situação específica, pudemos forçar o New Fiesta até o limite da estabilidade, trafegando numa via circular com aclive e declive, em velocidade relativamente elevada. Os sistemas eletrônicos de segurança funcionaram, com os freios se alternando automaticamente nas rodas que precisavam ser contidas para evitar o escorregamento. Sem ESC e TSC, o nosso New Fiesta teria ido passear no mato.
http://carros.uol.com.br/noticias/redac ... -45490.htm
Também repararam que o parachoque traseiro tava meio derretido perto da saída de escape.
Não é um carro perfeito, e tem algumas coisas que a Ford pode melhorar até estar realmente a venda.
Mas os preços são bem interessantes, AE conseguiu fazer o 0-100 em 10,1s no PS e a Ford fez bem em manter os equipamentos de segurança.
Só não sei se no mercado não vão preferir central multimídia e teto do 208 ao invés de ESP e TC.