Não faz um mês ouvi do próprio presidente da GM para o Brasil e a América do Sul, Jaime Ardilla, durante o Salão de Buenos Aires, que as contas não fechavam. Toda a cota de importação estaria comprometida para Captiva e Sonic. E mais: a produção nacional estaria fora de cogitação por não haver, hoje, uma fábrica com capacidade de produção capaz de atender a possível demanda pelo SUV. Vale lembrar que quando deixou de ser importado da Coreia do Sul o Sonic não teve abatimento no preço correspondente aos 30% de imposto de importação, então isso poderia valer de algo.
Bem, fala-se por aí que a Chevrolet realizará um grande evento justamente no próximo domingo (14). Não fomos convidados, mas mesmo quem foi não sabe do que se trata. É uma surpresa, mas a pista está dada.
Os investimentos realizados na fábrica da Chevrolet em Gravataí (RS) não foram apenas para a produção do Onix e do Prisma. A unidade já está preparada para futuramente produzir automóveis maiores, mas hoje segue operando em seu limite. Em contrapartida o complexo de São José dos Campos tem plantas com capacidade ociosa e o sindicato local aceitou os termos e ela esta apta a receber investimentos.
Se quer concorrer com versões mais completas de Renault Duster e Ford EcoSport, o Tracker não poderá permanecer dependente das importações do México. Quem sabe importando componentes da Coreia do Sul, como já fizeram com o Cruze, ou mesmo do México, a produção do SUV no Brasil não se torna viável?
Na Argentina o carro chega em três versões, LT, LTZ e LTZ+, todas com motor 1.8 16v Ecotec de 140 cv, movido a gasolina, que poderá ser associado a uma transmissão automática de seis velocidades (GF6) ou manual de cinco. A versão mais completa conta com rodas aro 18”, teto-solar, bancos em couro, seis airbags, freios ABS com EBD, controle de estabilidade e computador de bordo. E ainda tem o sistema MyLink, que estreou por aqui a bordo do Onix e está se proliferando pela a linha. Os hermanos receberão o carro fabricado em San Luis Potosí, no México.
Conhecido em outros mercados como Trax, o Tracker se vale do mesmo projeto de Buick Encore e Opel Mokka, com a mesma plataforma do Sonic, também usada por Cobalt, Spin e Onix.
Vale lembrar que a Chevrolet já fabricou outro Tracker na Argentina, gêmeo do antigo Suzuki Gran Vitara. No Brasil teve apenas 1.812 unidades vendidas entre 2001 e 2004, quando contava apenas com motor 2.0 turbodiesel. Retornou em 2007 com motor a gasolina, fazendo mais sucesso. Mas teve sua produção encerrada em 2009 por causa do fim do relacionamento entre a GM e a Suzuki.
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