SEGREDOS VOLKSWAGEN: O QUE VEM POR AÍ
Versão reestilizada do Fox está entre as principais novidades no Brasil
VW Fox
Revelamos as principais mudanças no desenho do Volkswagen bom de venda, que também ganhará motor 1.6 de 120 cv. Ele chega no ano que vem
VW Fox

Por Lucas Litvay, Diogo Dias e Ícaro Bedani - Projeções: João Kleber Amaral
O Brasil tem mais de 1.200 modelos disponíveis para o consumidor. E as opções não param de crescer. Mas na lista dos dez mais, dificilmente há mudanças. O Fox, desde seu lançamento em 2003, está ali. Em praças importantes como São Paulo, ele é líder de vendas. O preço ajuda na preferência – o 1.0 sai por menos de R$ 30 mil – mas o Fox vai além. Traz, como poucos, design bacana, bom espaço interno e versatilidade para acomodar as bagagens. É uma fórmula certeira para quem quer um carro econômico e prático na cidade e, ao mesmo tempo, eficiente para pegar a estrada.
Só que a concorrência está se mexendo. O HB20, por exemplo, é o primeiro a furar a barreira das quatro grandes (Fiat, VW, GM e Ford). O Hyundai já é um dos dez favoritos pelos brasileiros. É tempo de reação. E ela virá a jato. Diferentemente do que já se foi especulado, o Fox modelo 2015, que chega no primeiro semestre do ano que vem, não mudará de plataforma. Ou seja, não se trata de uma nova geração, mas sim de uma mudança profunda do modelo atual. E C/D teve acesso a essas alterações.

16 cv extras
Ao contrário do que aconteceu em 2009, quando o compacto passou por uma cirurgia estética que modificou bem a parte dianteira, desta vez é a traseira que recebe mais atenção dos projetistas do estúdio de design da marca em São Bernardo do Campo (SP). Repare na imagem ao lado e veja que a lanterna passa, pela primeira vez, a invadir a tampa do bagageiro. “Ela será horizontal e a luz que ficará na tampa será funcional”, relata uma fonte ligada à fábrica. Que vai além: “O cilindro para colocação da chave na tampa traseira some. O acionamento da tampa será elétrico e a interface para abri-la será o próprio logo da VW”. A estratégia da Volks é de refinar o Fox para que ele ocupe a faixa de preço do atual Polo, que deixa de existir. Assim, a linha de compactos da marca se dará – começando pelo mais barato – por Up, Gol e Fox.
Os lados do Fox – também pela primeira vez – terão novidade. “Haverá uma mudança em todo a lateral do lado do carro para viabilizar um novo design no para-choque traseiro, em conformidade com a filosofia do Polo europeu”, diz a fonte que já viu o carro pronto. Ou seja, o novo Fox receberá um vinco que irá cruzar a lateral toda. A tampa do porta-malas também receberá novos vincos. “Como um todo, o carro ficará menos redondinho. Terá ângulos mais retos, em dia com os novos VW.” Não espere por grandes mudanças na cabine, diferentemente da linha de motores. O EA111, de apenas 104 cv será trocado pelo EA 211 1.6 com 16V e 120 cv.
Cirurgia
A parte traseira é que passará pelas maiores transformações na linha 2015 do Fox. E o destaque é a lanterna, que abandona o formato com bordas redondas. Em seu lugar vem uma peça horizontal. Já a abertura da tampa do porta-malas passará a ser feita de forma elétrica, pelo logotipo. Algo com que o Fiat Palio já conta.
Para acompanhar as formas mais quadradas do Fox, a lateral ganhará forte linha na altura das maçanetas. Ela é necessária para que “a borda inferior da lanterna harmonize com as linhas do para-choque e para-lama”, diz a fonte. O novo Volkswagen Polo europeu é a inspiração para as mudanças no Fox. Vá para a página dois e veja como ficará o novo Tiguan
VW Tiguan
Renovação completa a caminho
VW Tiguan

Por João Anacleto - Projeções: João Kleber Amaral
Vida nova para o Tiguan! O SUV de maior sucesso na história da VW ganhará a plataforma MQB e se transformará em três novas versões sob o seu nome a partir de 2015. A primeira é a sua própria segunda geração, que será menor que a de hoje e não carregará mais a alcunha de “SUV de Golf”. Com vida própria, não deve passar dos 4,35 m de comprimento (o modelo atual tem 4,42 m) e terá novos faróis, lanternas e design sob a égide do novo processo de produção, com um conjunto de componentes mais modernos que reforçará sua rigidez torcional e, ao mesmo tempo, tornará o Tiguan mais leve.
Maior e mais forte
Sob o capô sai o 2.0 TFSI de 200 cv e entra um 1.4 TFSI de 140 cv, na versão de entrada, que fará dupla com o novo 2.0 revigorado, com 220 cv – que vem para cá. A transmissão, em ambos os casos, ganhará a dupla embreagem, em vez do Tiptronic de 6 marchas atual. Mas quando se trata da plataforma MQB, as variações transcendem os limites. O SUV deixará de ser apenas médio e ganhará uma variação maior, chamada nos corredores da fábrica de Tiguan XL. Esta versão terá 30 cm a mais de entre-eixos, para países como Rússia e China, e outra versão do XL com o entre-eixos alongado em 15 cm fará as vezes da versão top de linha do modelo em mercados como o brasileiro e o americano.
E não é só isso! A VW prepara uma espécie que vai acertar em cheio aquele que acha o Range Rover Evoque a descrição mais próxima da perfeição. Com o Cross Coupé, a marca passa a explorar um novo filão e dá mostras de como serão os seus futuros exercícios de design. Ele deve ser também o carro-chefe para a empreitada híbrida da VW em países como o Brasil, que ainda não tem tanta demanda por este tipo de veículo, em virtude da grande diferença de preços entre os modelos normais e os que misturam outras formas de propulsão. A diferença financeira entre eles, sob a carroceria achatada do Cross Coupé, será a menor possível.
VW Golf
Ele estreia em outubro. E com motor 1.4 turbo
Por Lucas Litvay e João Anacleto
Não compre um hatch médio hoje! A frase pode até parecer um clichê desgastado, mas reflete com clareza o que nós da C/D faríamos se fôssemos você. Tudo porque a 7ª geração do Golf chegará ao Brasil antes do esperado. Contrariando as expectativas iniciais que davam conta de que o carro só pisaria por aqui em 2014, descobrimos que a estreia do novo Golf está agendada para outubro. Nesta primeira safra ele virá importado da Alemanha e, por ora, não será fabricado em São José dos Pinhais (PR). A instalação da linha de montagem da novíssima plataforma MQB deve acontecer apenas no 2º semestre de 2014, de onde devem sair o Golf VII e o novo Audi A3.
Torque a 1.500 rpm
O Golf VII alemão vem com motor 1.4 TSI de 140 cv e câmbio DSG, com dupla embreagem, e sete marchas. O baixo consumo de combustível e o bom nível de desempenho comprovam a eficiência deste conjunto mecânico turbo e com injeção direta . O torque do motor é de excelentes 25,5 mkgf entre 1.500 e 3.500 rpm, e segundo a VW alemã, o consumo médio chega aos 20 km/l com gasolina europeia. Por lá há, também, uma versão manual de seis marchas que não deverá ser importada para cá.
Até o início da produção nacional seu posicionamento de mercado deve ficar entre o Hyundai i30 e o Mercedes-Benz Classe A, ou seja, não espere pagar menos de R$ 85 mil pelo novo Golf. Dependendo do pacote de equipamentos, ele pode chegar próximo dos R$ 109.900 do Mercedes-Benz topo de linha equipado com itens como o pacote de auxílio ao condutor, o Park Assist e a assistência de mudança de faixa. Mas a nova história do Golf não para por aí: o GTI também vem para cá! O mais endiabrado dos Golf chega equipado com o motor 2.0 TSI de 220 cv, evoluído do Jetta. Seu câmbio é o mesmo do Fusca, com seis marchas DSG.
Jetta Variant
Já o Jetta Variant, que na Europa recebe o nome de Golf Variant, seguirá importado do México, com o mesmo motor 2.5 aspirado de 170 cv. E a culpa é do baixo volume de vendas – foram apenas 110 unidades nos quatro primeiros meses de 2013 – que inviabiliza até uma futura produção nacional. Siga para a página três e saiba tudo sobre pequeno Up, além de detalhes do SUV compacto Taigun e da nova geração do Santana.
VW Up!
Maior que o europeu
VW Up!

Por João Anacleto - Foto: Diogo Dias
Aqui está o compacto de entrada que vai fazer você se beliscar. O Up chega no fim do ano para romper com os conceitos pé de boi, popular e baratinho que você se acostumou a formar na sua cabeça ao tratar de Mille, Celta, Gol G4... Mais do que isso, ele servirá como um escudo contra os mísseis que serão lançados pela Fiat, com seu subcompacto que chega no ano que vem para substituir o legionário Mille, e que certamente formulou na Europa os componentes básicos para mais um provável sucesso.
Três centímetros
Para quem gostou e já vislumbrou como seria a vida a bordo do Up alemão, a notícia de que o nosso trará adaptações pontuais à plataforma NSF, será mais robusto e terá um porta-malas com capacidade acima dos 251 litros do europeu soa como a marcha nupcial para a mãe da noiva. Fotos do carro em fase de testes mostram a tampa do porta-malas feita de metal – no Up gringo ela é de vidro – e com um formato arredondado, o que denuncia o ganho em volume.
O espaço interno, outro ponto crítico do subcompacto alemão, também cresceu graças ao aumento na distância entre-eixos em 3 cm, de 2,42 m para 2,45 m, e na largura das bitolas, fatores primordiais para homologá-lo com capacidade para cinco ocupantes, em vez dos quatro da versão original e, aos nossos olhos, pecadora. Seu acabamento interno seguirá por aqui o mesmo tom minimalista. Não espere muitos luxos nem mimos tecnológicos em um automóvel que vai custar entre R$ 25 e R$ 30 mil.
Sob o capô pulsará o novo tricilíndrico, que responde pelo nome de EA211, e que será produzido pela marca na fábrica de motores de São Carlos (SP). O motor desenvolve em torno de 80 cv com etanol e seu torque deve chegar aos 10,2 mkgf com o mesmo derivado da cana de açúcar. Com tais números à mão e sabendo que o peso do Up deve ficar em torno dos 930 kg é de se esperar que ele não decepcione em desempenho, e fique entre os campeões em consumo.
VW Taigun
Enfim, o EcoSport da VW

Por João Anacleto
Depois do Santana, será a vez do Taigun emigrar da China para cá. Nos últimos dias, a possibilidade ganhou mais força com a divulgação, supostamente vazada, das patentes de design e motorização do jipinho na internet. De acordo com as imagens, ele mudará pouco com relação ao protótipo apresentado durante o Salão de São Paulo, no ano passado. Contudo, a versão brasileira não precisará seguir à risca o design proposto e aprovado para o pujante mercado oriental.
Isso porque, a exemplo do que acontecerá com o Up, o mini-SUV deverá ganhar em tamanho para ter a versatilidade que o brasileiro exige, também em virtude de compartilhar a plataforma NSF (New Small Family) adaptada para cá. Ao que tudo indica, o Taigun brasileiro terá mais do que os 3,86 m de comprimento do carro apresentado no Anhembi. Na revelação da patente do carro chinês, já eliminou-se a ideia de ter apenas quatro lugares, agora serão cinco. No Brasil seu porta-malas também deve ganhar mais espaço, já que no protótipo similar ao Taigun chinês havia apenas 280 litros de capacidade.
Três cilindros
Deverá contar com a opção de motor 1.0, de três cilindros que estreia no Up e o novo 1.6 16V de 120 cv, que aparece primeiro no novo Fox. Por dentro, a exemplo do protótipo, o Taigun manterá a mimetização do up!, com traços simples e (tomara!) sem os descuidos habituais que os carros compactos montados aqui teimam em apresentar. Sua faixa de preço deve ser próxima dos R$ 40 mil para as versões de entrada e em torno de R$ 50 mil na topo de linha.
VW Santana
O sedã médio com preço de compacto
Por João Anacleto
Obviamente, o sucesso do Chevrolet Cobalt e a boa aceitação pública aos contornos anabolizados do Fiat Grand Siena colocaram proteína nas intenções de fazer o novo Santana nascer o quanto antes, mas reeditá-lo na história da VW do Brasil não é uma tarefa para meninos, e sim para homens. O novo sedã, que a C/D antecipou em primeira mão na edição 56, será fabricado no Brasil em 2014 para ser o ponto médio da linha nacional. Ficará exatamente no meio do caminho entre os compactos da marca, leia-se Gol, Voyage e Fox, e os novos e requintados Jetta, Jetta Variant, Golf e Tiguan, sem interseccionar suas qualidades com nenhum dos dois grupos.
Mesmo transpirando as sensações familiares de design dos VW, ele terá identidade forte e poderá ser reconhecido à distância pelos imensos faróis, quase retangulares, e sua grade com frisos robustos como barras de cela. O para-choque frontal lhe dá um aspecto sisudo e se contrapõe ao que ele realmente representa. Com 2,60 m de entre-eixos e aproximadamente 4,40 m de comprimento ele aposenta o Polo Sedan e coloca no portfólio da marca um produto essencialmente novo, já que a família Polo é, na prática, a versão de Gol/Voyage com mais requinte.
O Santana chegará com o novo motor 1.6 16V de 120 cv da família EA211 que, em dois anos, irá substituir toda a gama que ainda usa o veterano EA111 1.6 com comando simples e apenas 104 cv de potência. Outra característica marcante do futuro sedã é o bom espaço interno e a posição de dirigir mais decente do que de seus concorrentes atuais, que insistem em ancorar seus bancos dianteiros como se as nossas pernas fossem mais curtas do que os braços. Ele trará de série air bag duplo, freios ABS, ar e direção. Isso tudo por cerca de R$ 50 mil. Com os opcionais vai se aproximar dos carros mais caros, com teto solar elétrico e bancos revestidos de couro, sem passar de R$ 60 mil.
http://caranddriverbrasil.uol.com.br/se ... or-ai/5484
O Fox é um carro legal, VW. Mas já tem 10 anos, não aguenta mais 1 facelift não.
Projeção do Tiguan. :wndrfl: :wndrfl: :wndrfl: :wndrfl: