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REVISTA BIKERS
Honda Hornet x Kawasaki Z800 – comparativo em duas rodas!
POR - POR RAFAEL PASCHOALIN / REVISTA BIKERS - 13 MAI, 2013 - 13:40
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Duelo de massas no Jalopnik! Não há dúvidas de que a Hornet é uma das motos favoritas do País: amada por pilotos, entusiastas, policiais e bandidos, esta Honda possui uma das receitas mais equilibradas do mercado. Será que a nova Kawasaki Z800 tem os predicados necessários para deixar a CB 600F para trás? Confira!
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Comparativo: Honda CB 600F Hornet x Kawasaki Z800
Apresentação de produto é sempre igual: os fabricantes enaltecem coisas comuns e supervalorizam características normais de qualquer boa motocicleta. Durante a apresentação da Kawasaki Z800, no Centro Técnico da marca, em São Paulo, nada disso aconteceu. Será que essa motocicleta é apenas uma Z750 que tomou anabolizantes e virou uma “transformer”?

Passaram-se alguns dias para que ela aparecesse aqui na redação. Lucas Paschoalin, responsável por conduzir a moto até o QG da Bikers, sibilou um “tesão” quando me entregou a chave. Sou cético, para não dizer chato e pessimista: nunca gostei da Z750 e sempre indicava aos amigos a pequena ER-6N, essa sim, uma motocicleta justa.
Bem. Parti num corre-corre danado para conseguir a Honda CB 600F Hornet – isso mesmo, se a Z800 é boa, que enfrente a líder de mercado. Sem tempo para uma moto de frota, confiscamos a do vizinho mesmo, uma versão 2012 cor verde-oliva que tem menos de 2.000 km. Sim, nós sabemos, a Hornet 2013 é branca ou preta, mas isso não vai interferir no nosso teste, certo?

Alguns quilômetros depois na Kawasaki e o primeiro pensamento que invadiu a minha cabeça foi: “espero que o Lucas tenha aproveitado essa moto, pois ele não vai mais colocar as mãos nela!”. Mesmo teimoso, mudei de opinião rápido e percebi que a nova balança e amortecedor traseiro resolveram o maior problema da velha Z750: torcia tanto que, em uma curva, você conversava com o garupa ao seu lado. Os reforços na parte dianteira do chassi também melhoraram a rigidez da parte frontal e o motor empurra pacas! Como pode uma transformação tão grande? A marca está se profissionalizando nisso. Fez o mesmo com a Z 1000, ZX-10R e a ZX-6R.


O teste seguiu e quem olhava não percebia que se tratava da nova Z800: as semelhanças com a Z1000 são enormes. Quanto ao visual, melhor não entrar no mérito do design, eu gosto, porém, acho que alguns detalhes são “over”, mas isso é muito pessoal. Observe os detalhes e veja a diferença de acabamento: os parafusos que prendem a parte frontal do tanque da Honda saltam aos olhos, na Z tudo está escondido. O painel de instrumentos também é covardia: mais visível e melhor diagramado, o equipamento da Z só se mostrou um pouco incerto quanto ao “range” de autonomia, provavelmente um problema dessa unidade avaliada.

Nessa altura do campeonato, nem mesmo a Hornet branca, da moda, me chamaria a atenção, mas ela continuava ali, à espreita, esperando a hora certa para mostrar seus dotes. Percurso urbano cumprido, ambas estavam empatadas no que diz respeito aos freios. Neste teste, a Kawasaki tinha ABS e a Honda não. De qualquer forma, já estamos calejados de andar na Hornet com freio anti travamento e, por isso, o empate nesse quesito é cabível.
A desvantagem da Kawasaki apareceu nos engarrafamentos: com ângulo de esterço do guidão menor que o da Honda, a moto é mais díficil de conduzir entre os carros parados. A Honda perde nas respostas em baixa rotação: com menos cilindrada, precisa de mais giro para acompanhar a rival. Quando terminei de escrever esse parágrafo, notei ruídos do lado de fora da minha casa. Pareciam alguns “Hornet maníacos” me esperando com tochas e tridentes. Escutei murmurinhos, diziam que não era justo, afinal a Z tem 800 cc. Plausível, eu pensei, mas consideramos concorrentes motos que interferem na venda uma da outra, e nesse caso, Hornet e Z disputam exatamente o mesmo mercado, apesar da diferença de preço e de deslocamento. Os manifestantes se foram, e o silêncio voltou a reinar.
Hora de falar sobre curvas. A tendência de baixar a massa e concentrar tudo perto do motor não faz parte do cardápio da Z800, caso contrário, não teria esse tanque de combustível tão alto. O peso também a não favorece. O que salva a ciclística da Z são as ótimas suspensões bem acertadas, que fazem com que mude de direção com maestria.

Mas basta uma volta na Hornet para lembrar de como a geometria e a centralização de massas são importantes. O motor da Hornet já não cativa, assim como as suspensões, com poucos recursos de regulagem, mas a Honda é equilibrada em geometria e peso, o assento é baixo e, nela as curvas são contornadas de forma mais veloz. De quebra, a CB é mais confortável para piloto e garupa.

Ligamos em duas concessionárias de cada marca, todas em São Paulo, e cotamos os modelos já com a taxa de frete. A média de preço da Honda, sem e com ABS, respectivamente, ficou em R$ 33.000,00 e R$ 36.000,00. Já a Kawasaki, com o frenesi de lançamento, tem na mesma ordem de critérios os seguintes valores: R$ 37.430,00 e R$ 40.430,00. Claro que há negociação, principalmente o frete, que mudam constantemente.
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Segunda opinião
Lucas Paschoalin
Podemos dizer que a Kawasaki Z800 nasceu das mãos de verdadeiros artistas. Artistas que fizeram tudo nela ser vistoso. A Kawasaki é uma máquina que impressiona desde o primeiro momento, começando pelas suas dimensões e partindo para o seu lado dinâmico, que em funcionamento é tão surpreendente quanto sua aparência. Arisca, não é o tipo de moto que eu indicaria para um iniciante, diferente da Honda CB 600F Hornet, que apesar de ser bem mais tímida, é uma moto que encara qualquer missão (cidade, estrada e pista). Se você fizer um test-drive na Kawasaki, verá que os dois maiores problemas aparecem quando você descer dela. O primeiro será se conter para não subir e sair andando de novo. E o segundo, será pagar R$ 40.430,00 pela versão com freios ABS.
Fonte, mais fotos e gráficos



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