
A Nissan está analisando a viabilidade de vender o Juke no Brasil. A despeito do estilo controverso (para dizer o mínimo), o modelo tem sido sucesso comercial mundo afora. O Juke é um crossover de linhas atrevidas, modelo urbano com porte elevado e estilo agressivo. Combina faróis esticados na parte superior e redondos na parte inferior.
À primeira vista, nada tem muita harmonia, até porque as lanternas elevadas têm formato totalmente fora do convencional. Mas, no que depender dele, ao menos dessa vez a equipe liderada pelo designer Shiro Nakamura não pode ser acusada de falta de ousadia. Ao contrário de modelos como o novo Sentra, March, Versa, Livina e companhia, o Juke tem forte personalidade. A marca diz que a inspiração veio de motocicletas e de carros de rali. Deu... nisso aí.
Se a retirada do passaporte brasileira for aprovada, o mais provável é que o modelo chegue no ano que vem. A Nissan deve apresentar por estes dias a versão levemente reestilizada do carro, que foi lançado em 2010. Há até quem especule que ele poderia ser o terceiro modelo a sair da fábrica que a Nissan está erguendo em Resende (RJ), após March e Versa (atualmente importados do México), mas quanto a isso não há nada de concreto.
Atualmente, o Juke é produzido no Reino Unido, Japão e Indonésia. Nos Estados Unidos, custa a partir de US$ 19 mil (cerca de R$ 45.500).
O primeiro desafio da Nissan vai ser conseguir seduzir o público. Para gostar do Juke, é preciso se livrar de conceitos antigos sobre estilo, porque o hatch quebra todos os paradigmas. Mesmo de carroceria: a distância, o Juke pode até ser confundido com SUV. A montadora o classifica como carro com elementos de utilitário, ou seja, um crossover.
Apesar das proporções que o aproximam de Ford EcoSport e Renault Duster (4,13 m de comprimento, 1,76 m de largura e 1,57 m de altura), no Brasil provavelmente ele repetiria a disputa com Honda CR-V e Toyota RAV-4. Isso significa preço a partir dos R$ 90 mil. Os modelos da Honda e Toyota são maiores (na casa dos 4,5 metros de comprimento), e bem mais espaçosos na traseira.
Porém, mais convencionais. O Juke rompe barreiras e atrai um público que também almeja algo além do esperado. No exterior, pelo menos, a estratégia tem funcionado.
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