
Curto e grosso: é o lançamento mais importante do ano. Finalmente o Golf de sétima geração chega ao Brasil e começa a ser vendido no fim deste mês, acabando com aquele hiato gigante em relação à matriz. Aqui no Jalopnik, você já viu a lista de equipamentos da nova geração, leu a história completa do GTI, viu o furioso Golf R e até descobriu que existe um Golf V8 (!). Agora, é hora de vê-lo em ação: pude acelerar o GTI sem dó no autódromo da Capuava, circuito famoso pelos track days. Aperte os cintos, aumente o volume e divirta-se!
Antes de pegar carona no vídeo (foi uma volta quente bacana – confira o uso de trail braking à rodo!), confira os dados principais do novo Golf GTI: 0 a 100 km/h declarado em 6,5 s, máxima de 244 km/h, massa em ordem de marcha de 1.351 kg. Seu motor é o 2.0 turbo EA888 de 3ª geração, com 220 cv entre 4.500 e 6.200 rpm, 35,7 mkgf de torque entre 1.500 e 4.400 rpm e câmbio DSG de seis marchas – o grupo Volkswagen ainda não possui transmissão de sete marchas de embreagem banhada a óleo, necessária para torques acima de 25,4 mkgf, de acordo com a marca. No Brasil, teremos apenas o GTI com câmbio automatizado e quatro portas. Se serve de consolo, teremos a opção dos clássicos bancos xadrez!
A princípio, todos os Golf serão importados da Alemanha, mas a fabricação nacional dele – em conjunto com o A3, com o qual ele compartilha a plataforma MQB – já é dada como certa. Contudo, ainda não houve anúncio oficial. Entre estes dois pontos, poderemos ter algumas unidades importadas do México, pois a fábrica de Puebla começará a produzi-lo no começo do ano que vem.

Preço? A Volkswagen ainda não liberou o preço oficial, mas especula-se que a brincadeira fique na casa dos R$ 105 mil – uma baita grana, mas que precisa ser relativizada com os R$ 94.970 do primo Audi A3 1.4 (140 cv) ou com o Mini Cooper S 1.6 (184 cv), de R$ 99.950. Em termos de equipamentos, recursos e qualidade de acabamento (falaremos mais disso depois), o GTI não deve nada a estes carros, nem mesmo ao BMW 118i, de R$ 106.950 ou ao Classe A, de R$ 109.900 – mas deixa todos eles no chinelo na pista. De acordo com a revista alemã AutoBild, seu desempenho está no mesmo nível do BMW 125i, Mercedes-Benz A45 AMG e Focus ST. Pense no tamanho da encrenca… melhor do que isso, assista ao vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=K2nVeWjtfak
Sim. Este hatch é um dos carros de rua mais bem acertados que já pilotei, não só pelo balanço dinâmico – é um carro leve, imediato sem ser cortante e que apresenta mínimo sub-esterço -, mas principalmente pelo ajuste de diferencial (ele usa bloqueio eletrônico controlado pelos freios, como o Passat e o McLaren MP4-12C) e de suspensão. Os alemães conseguiram chegar em um acerto no qual a rolagem de carroceria é verdadeiramente controlada (reveja o trecho dos “esses” na Capuava e note o controle dos amortecedores nas transferências de peso) sem afetar praticamente em nada o conforto de rodagem – e olha que atropelei muitas zebras com vontade quase irracional. Contudo, não posso falar sobre o curso de suspensão e batidas secas – algo que é impossível de se avaliar andando num autódromo.
Um dos poucos carros em que senti essa qualidade de equilíbrio foram os BMW 118i e 125i e, claro, o próprio Audi A3. A caixa de direção com relação variável (apenas 2,1 voltas de batente a batente!) é a cereja do bolo, deixando a pilotagem mais precisa e com menos movimentação de braços e ombros. Em resumo, é um driver car, mas sem as típicas inconveniências de um.

A suspensão do GTI foi retrabalhada: o carro fica 15 mm mais baixo que a versão comum e tem componentes exclusivos, como barras estabilizadoras mais grossas (24 mm na frente e 21,7 mm atrás) com buchas vulcanizadas nos próprios componentes para redução de ruído, bandejas inferiores redesenhadas e geometria de suspensão mais esportiva.
O carro tem três programações dinâmicas (Eco, Sport, Normal e Individual – opcional do pacote Exclusive), que alteram a rigidez da direção, o mapeamento do acelerador e do câmbio DSG, o funcionamento do compressor de ar-condicionado e… o emulador eletroacústico que reforça o ronco do motor. Pois é. Bem que eles poderiam usar uma câmara de ressonância no coletor de admissão, como faz a Lexus. Ao menos não dá pra dizer que o ronco é artificial – mas o simples fato de saber disso nos causa sentimentos mistos.
Equipamentos, recursos, cores e acabamentos
De série, o Golf GTI Standard traz: sistema Start-Stop, sete airbags, diferencial com bloqueio eletrônico por acionamento independente dos freios dianteiros, controle de tração e de estabilidade, rodas exclusivas aro 17, bancos esportivos, direção e alavanca de câmbio com revestimento em couro, ar-condicionado digital dual zone, controle de cruzeiro, direção eletromecânica de relação variável, freio de estacionamento eletrônico dotado de função Auto Hold, sistema multimídia básico, faróis de neblina em LED, indicador de pressão baixa nos pneus, sensor de estacionamento traseiro e dianteiro e volante multifuncional com shift paddles.

Há mais duas versões. A Exclusive incorpora o parágrafo acima mais o sistema multimídia com tela de 5,8″ com sistema de navegação e comando de voz, modo de seleção de perfil de direção, sistema keyless com partida por botão, bancos de couro com aquecimento elétrico e faróis bixenônio. Acima dela, há a Premium: ela adiciona detector de fadiga, sistema Park Assist II para manobras de estacionamento, sistema multimídia com tela de 8″ e áudio da Dynaudio, sistema Proactive (em situações de risco de acidente, os cintos pré-tensionam e os vidros e teto solar fecham) e os bancos ganham ajustes elétricos de altura, longitudinal e lombar. O único opcional das versões Exclusive e Premium é o teto solar.

O Golf virá com duas opções de forrações internas – o clássico tecido xadrez Clark ou couro preto – e nove opções de cores: três são sólidas (Branco Puro, Vermelho Tornado e Preto Ninja), uma perolizada (preto Mystic) e três metálicas (Prata Sargas, Prata Tungstênio, Azul Night, Cinza Limestone e Cinza Carbono).
Não deixe de nos visitar neste sábado: apresentaremos em detalhes as mudanças técnicas da nova plataforma MQB do Golf e falaremos da vida a bordo, do acabamento e da ergonomia. E tem mais: neste fim de semana, apresentaremos as nossas impressões da versão 1.4 Highline de câmbio manual – com direito a vídeo onboard na Capuava, claro! Já te adianto que o bicho foi surpreendente…
Clique aqui para acessar a lista de reportagens de nossa seção Especial Novo Golf!

http://www.jalopnik.com.br/novo-golf-gt ... a-capuava/








, bem que a VW poderia trazer o R Line AWD pra complementar :mgstaperv:




:ohgodk:
