
Não sei qual o substantivo adequado para descrever a situação dessa foto, se incompetência, burrice ou má-fé. Ou os três juntos. Num trânsito complicado por natureza com o da cidade em que resido, a operadora chamada Companhia (?) de Engenharia (?) de Tráfego promove uma insanidade dessas por causa da demarcação de faixa exclusiva de ônibus. Só poderia dar no que deu, mais lentidão. O local mostrado na foto é a av. Washington Luís, no viaduto sobre av. Jornalista Roberto Marinho.
Observe a largura da faixa: ele comporta dois carros, meio apertado mas comporta e, entretanto, não há a linha demarcatória. Chega a ser surreal. Eu já havia comentado isso, as novas faixas extra-largas, em outro post, mas essa situação que presenciei quando fui devolver o 408 Griffe à Peugeot nesta segunda-feira me pareceu mais apropriada para expor e comentar com o leitor essa loucura oficial.
Veja como na "faixona" há dois carros se mantendo e nela trafegando como podem, sem contar com a sempre bem-vinda e recomendada linha demarcatória de faixas.
Mas a loucura não pára aí. Uma faixa exclusiva de ônibus destina-se a facilitar o deslocamento dos veículos de transporte coletivo, certo? Errado. Um pouco adiante desse ponto fotografado deparamo-nos com uma placa acima das nossas cabeças:
(Clique para ampliar a foto e ler melhor a placa)
Puff, acabou a faixa de ônibus! Como assim, acabou? Essas faixas não são para ajudar quem depende de transporte coletivo? Pelo jeito, é evidente que não, mas preparemo-nos para no ano que vem estatísticas mirabolantes espoucarem nas telas de tevê mostrando que o prefeito, que é do partido "saúva" e sem ideário, "ajudou os pobres" da capital, angariando votos para esse "partido".

Precisa dizer quem é?
Aliás, o mesmo cara da foto acima não sossegaria sem aprontar outra para os paulistanos (parece ser a missão da vida dele...): aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano, o famoso IPTU. Aumento médio de 17%, diz a Secretaria de Finanças do município, mas que na verdade será de 20% a 30%. Ou seja, ataque monumental, descarado ao bolso da já combalida classe média, enquanto "os pobres" ficarão isentos.
Parece só um detalhe, mas com o IPTU mais caro tudo que dele depende terá de elevar preços: do salão do barbeiro aos consultórios médicos, passando por oficinas mecânicas, concessionárias de fabricantes de veículos, estacionamentos, rateio das despesas de condomínio, padarias, tarifas bancárias, revistas e jornais, ou seja: tudo. Dessa nem "os pobres" escaparão.
O que será que fizemos para merecer isso? Será ira dos deuses?
http://autoentusiastas.blogspot.com/201 ... encia.html











