10 tecnologias mais inúteis nos carros
fev. 17 Artigos Técnicos 1 comment
1) Borboletas no volante
A idéia de borboletas montadas no volante, num primeiro momento, parece muito boa. Afinal, ficar trocando marcha no anda-e-pára das cidades grandes é um pé no saco, e de vez em quando seria muito bom trocar as marchas manualmente, quando o trânsito fica mais livre. No entanto, na maioria dos carros, essa é uma ótima idéia péssimamente executada. Os softwares dos câmbios parecem extremamente relutantes em seguir suas ordens. É como se você desse um comando e o computador pensasse duas, três, quatro, cinco, seis vezes antes de te atender. Em alguns casos você pode ficar tentando até sete vezes antes de ser atendido. Em alguns casos, como nas caixas DSG da VW/Audi, até funcionam bem, mas via de regra você acaba mais lutando contra o computador do que realmente no controle da situação.
2) Cintos e ignição interligados
Nesse caso isso foi um problema nos EUA, pois em 1973 foi promulgada uma lei que obrigada a ignição do carro só funcionaria se o cinto estivesse afivelado, obrigando portanto o motorista a andar de cinto. No entanto, o pessoal de Minnesota não aderiu muito bem a nova lei, já que ligar carros carburados a -35 graus Celsius no inverno era complicado, então porque afivelar o cinto se você nem sabe se o carro vai funcionar? O Congresso percebeu isso rapidamente e a lei não durou muito.
3) Limpadores de pára-brisa automático
Este é mais um caso em que você briga mais com o computador do que realmente fica no controle da situação. Limpadores de pára-brisa automáticos nunca funcionam como você realmente quer, já que até Meteorologistas, que estudaram bastante o assunto, dizem que é impossível prever o que a Mãe Natureza vai fazer. Esses sistemas apareceram pela primeira vez devido a reclamações dos consumidores sobre a posição das hastes de acionamento dos limpadores, então não seria melhor colocar as hastes no lugar correto?
4) Faróis direcionáveis
O que faz mais sentido? Ter faróis que iluminam tudo o que você precisa ou um que ilumina um pedaço e vira pra iluminar outro? Geralmente disponíveis em automóveis de luxo somente, é algo mais pra mostrar pros outros do que algo com valor agregado realmente. Não confundir essa tecnologia com a outra recentimente introduzida por Audi e BMW, os sistemas auto-adaptativos, que variam o facho dos faróis para não ofuscar outros motoristas e pedestres.
5) Luzes de leitura de mapas
Em tempos de aparelhos GPS se proliferando como coelhos, chegando as massas graças a preços acessíveis (chegando até a 170 reais no Mercado Livre), as luzes exclusivas para leitura de mapas se tornaram meio inúteis, mas continuam por aí mais vivas que nunca.
6) Espelhos retrovisores internos elétricos
O espelho retrovisor interno elétrico apareceu pela primeira vez no Mercedes SL500 em 1994, onde tinha por objetivo funcionar em conjunto com a memória do banco, espelho retrovisor externo e direção, assim tudo se ajustava sozinho quando você entrava com sua posição. Mas isso não parece muito trabalho pra um simples ajuste de espelho interno?
7) Cinto de segurança motorizado
Nos anos 80, antes do advento do airbag, nos EUA os fabricantes costumavam colocar cintos de segurança motorizados para atender aos requisitos mínimos de segurança impostos pelo governo. Não era nenhum pouco prático, principalmente pelo fato do cinto abdominal era separado. Totalmente fail…
8) Sistemas de alerta de proximidade de obstáculos
Nesses sistemas, algum aviso sonoro e/ou visual tentam te alertar de algum obstáculo enquanto você está manobrando o carro. Parece uma idéia boa, mas mais uma vez esbarra numa execução ruim. Não existe nenhum padrão para os beeps ou alertas luminosos, cada um faz do seu jeito, confundindo ainda mais o motorista. Sem contar que os beeps são bem irritantes…
9) Freio de mão elétrico
Fazer cavalo de pau, parar o carro em radares sem que a polícia veja as luzes de freio acendendo, fazer curvas em formato de grampo na neve ou fazer drift. Nada disso é possível com os freios de mão elétricos, infelizmente. Freios como esse geralmente são encontrados em carros de luxo, como Jaguars, Mercedes, BMWs, Audis, e Bentleys , que não te dão esse tipo de controle.
10) Telas sensíveis ao toque capacitivas
As telas sensíveis aos toques resistivas, que funcionam por pressão, como as introduzidas no Buick Regal em 1986, eram mais fáceis de operar do que as atuais capacitivas, que funcionam com trocas de elétrons entre os dedos e a tela, como as encontradas no Chevy Volt. As telas capacitivas viraram moda por causa do iPhone, e somente elas registram os famigerados toques múltiplos. E assim como no iPhone, essas telas não funcionam quando se utiliza luvas, o que pode ser um problema no inverno.
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