Novo modelo será importado do México para concorrer com Fit e companhia

Mesmo antes de acelerar o Nissan Note você sabe muito bem de onde veio a inspiração. Tem dúvida? Então repare na foto da traseira. Tal como o novo Sentra tomou por base o Toyota Corolla, o Note seguiu os passos do Honda Fit. Algo como a TV Record faz com seus programas. Pega-se a ideia da plim-plim, acrescenta-se uma ou duas sacadas inéditas, recria-se a roupagem e nome. Uma cópia bacana, você pode pensar, mas uma cópia. Contudo, como já dizia sua avó, nunca se deve tirar conclusões de forma precipitada, meu garoto. Acelere o Note e você vai ver que, às vezes, a fotocópia pode sair mais nítida que a produção original.

111 CV
O que a fotocopiadora não mostra está debaixo do capô. E é isso que faz do Note um sério concorrente do Honda Fit. Ele traz o (eficiente) motor 1.6 já presente nos irmãos de plataforma March e Versa. São 111 cv e 14,8 mkgf de torque para empurrar (apenas) 1.125 kg. O Fit 1.5 é mais potente, eu sei, mas o Note vem na faixa de preço da versão de entrada do Honda, que traz motor 1.4, 10 cv mais fraco. O câmbio, um manual de seis marchas, é justinho e de fácil engate. Combina bem com o conjunto. Haverá ainda opção CVT. O volante tem peso correto e nas curvas a carroceria não rola tanto como no Livina, modelo que deixa de existir com a chegada da novidade.

A posição de dirigir é boa, mas a Nissan poupou uns trocados e não colocou ajuste de regulagem de profundidade do volante. Economia tola, aliás. Os mais altos, para manter a distância correta, precisam ficar com os joelhos muito próximos à base do painel. E os mais baixos, com as pernas bem flexionadas. Atrás, dá até para cruzar as pernas, mas para isso os projetistas renunciaram espaço no porta-malas – de somente 272 litros de volume, 112 litros a menos que o rival da Honda. O painel tem instrumentos com bom tamanho e fácil leitura. Já os botões de controle do rádio e do ar-condicionado – os mesmos de March e Versa vendidos no México – têm boa ergonomia.

Outra boa sacada: as portas traseiras abrem em quase 90º, o que facilita e muito o acesso. Os bancos traseiros correm sobre trilhos, mas ao contrário do Fit, o Note não traz encostos de bancos que se dobram para a frente e base de assentos traseiros que se dobra para cima, além de piso plano. Curve os encostos dos bancos traseiros e o piso só ficará totalmente plano quando uma espécie de bandeja (que cobre um compartimento inferior) for colocada numa posição específica, já que o bagageiro é mais baixo.

DO MÉXICO
Mas o Note se sobressai nos itens de série. Ele conta com câmera de ré e sensor de estacionamento. Além disso, traz botão de partida, sistema de som com conexão Bluetooth para o celular ou reprodutor de áudio, entrada auxiliar e USB, bancos traseiros que se dobram 60/40 e rodas de alumínio aro 15.
Ao contrário do que se especulava, a Nissan diz não ter planos de produzir o Note na fábrica que constrói em Resende (RJ) e de onde sairão os novos March e Versa já a partir de janeiro. O Note virá do México no começo de 2015, data que a marca acredita que não precisará mais importar de lá nenhuma unidade dos seus modelos de entrada. Preço? “Seremos mais baratos que o Fit”, uma fonte dá a dica. Aposte em algo como R$ 45 mil.
http://caranddriverbrasil.uol.com.br/ca ... -2015/6403
















