Ramiel escreveu:jpaulo escreveu:
Não compare métodos de teste diferentes. Tanto é que existem veículos que se saem bem no EuroNCap e vão mal no NHTSA e vice-versa.
Vc tá dizendo q esses testes não servem pra nada então?

Disse o que está grifado e não que são teste inúteis.
Em termos de testes são bem diferentes, cada um com seu foco e seus métodos. Porque uma X5 que recebe uma alta nota no EuroNCap recebeu apenas 3 estrelas no impacto frontal no NHTSA? A começar que a velocidade dos testes é diferente, 56km/h (NHTSA) vs 64km/h (Euro), impacto frontal 100% (NHTSA) e parcial (Euro), outro ponto e a maior valorização da estrutura do carro pelo Euro e da possibilidade de ferimentos do americano (NHTSA). De cara isso já gera algumas distorções e pontos a se considerar como:
Existem carros que por atingirem com 100% da frente e deformarem bastante (até a coluna A) conseguem reduzir a carga exercida sobre os ocupantess, no final a cabine não é invadida a ponto de ser perigosa e o carro desacelera mais suavemente que um outro modelo europeu (caso de carros com estruturas ruins tendo notas melhores no impacto frontal que uma X5 nova no NHTSA), este modelo europeu por sua vez é mais rígido, já que a norma de lá convém que o impacto é usando parte da frente e em uma velocidade mais alta, logo necessita muito mais rigidez para proteger os ocupantes (daí o excesso de rigidez para uma colisão 100% e em menor velocidade).
O balanço existe quando se considera que um carro que tenha tido performance boa no NHTSA,(mesmo tendo a coluna A deformada numa colisão 100% a 56km/h, em uma outra situação, como a de uma colisão parcial (mais comum em acidentes), neste caso o mesmo carro que foi mais suave na desaceleração vai deformar ao ponto que a cabine será invadida e os ocupantes provavelmente mortos, mas como o NHTSA considerou somente o bem estar dos ocupantes a 56km/h, 100% ele foi apontado como um carro seguro e numa situação mais realista ele acabaria por matar seus ocupantes.
Então existe esse balanço, carros do Euro N Cap são mais seguros em condições de maior carga, são projetados para isso, no padrão NHTSA são mais seguros para baixas velocidades. Assim como o Euro N Cap replica condições mais fatais de acidentes ele pode começar a elevar a rigidez das carrocerias um ponto que colisões menos graves estarão descobertas de proteção, então como eu disse, existe um balanço e por isso é bem interessante pegar os resultados dos dois métodos e compará-los, tendo assim uma boa visão da proteção do carro (eu prefiro a metodologia do Euro N Cap pois se concentra em situações de maior risco e realistas (poucos casos a colisão é head on 100%) assim como velocidades mais perigosas (fatais) já que um carro que vai bem a 56km/h pode ir extremamente mal a 64km/h ou impacto parcial e um que vai bem a 64km/h dificilmente representa um perigo significativo de vida em velocidades mais baixas ou 100%)).
Neste vídeo fica clara a questão da rigidez x absorção de energia:
http://www.youtube.com/watch?v=qlAUvm8A9Cw
Citroen C3 testado pela Cesvi argentina da mesma maneira so que a 24km/h:
http://www.pruebautos.com.ar/images/index_crash02.htm.
O que gerou menor desaceleração sobre os ocupantes foi o que teve o conserto ruim, uma vez que a área deformada foi muito maior, absorvendo mais energia, no entanto se a velocidade fosse um pouco mais alta o habitáculo estaria comprometido muito mais facilmente do que com um pouco mais de rigidez.
Também recomendo a leitura do seguinte artigo para compreender mais a respeito dos testes, suas peculiaridades e deficiências/benefícios:
http://autoentusiastas.blogspot.com.br/ ... sco-e.html