Com mais de 500 mil unidades vendidas no Brasil desde a chegada como importado, em 1992 (a produção em Sumaré, SP, começou cinco anos depois), o Civic é apresentado agora em apenas duas versões: LXS, com motor de 1,8 litro, ao preço sugerido de R$ 65.890 com câmbio manual de seis marchas e R$ 68.890 com o automático de cinco, e LXR, de 2,0 litros, que custa R$ 74.900 com o automático, único oferecido (pintura metálica ou perolizada adiciona R$ 1.100). A opção de topo EXR está em preparo “com novos atrativos” para o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, anuncia a Honda.
O LXS continua igual na parte externa, mas recebe painel com a parte superior em preto e acabamento metalizado em algumas seções. O sistema de partida a frio Flex One, que usa preaquecimento de álcool e dispensa o tanque auxiliar de gasolina, passa a equipar também seu motor 1,8, que desenvolve potência de 139 cv com gasolina e 140 cv com álcool.
O LXR, que corresponde a 60% das vendas, recebe nova grade dianteira com barra cromada inferior em vez da superior do LXS, filete também cromado na entrada de ar abaixo e novos faróis de neblina. O visual lembra, mas não reproduz, o do modelo lançado em 2012 nos Estados Unidos. Rodas de 17 pol com pneus 205/50 substituem as de 16 pol com pneus 205/55, medida certamente pedida pelo departamento de marketing, pois quase toda a concorrência hoje usa 17 pol em algumas ou todas as versões — do ponto de vista da engenharia, como sabemos, a mudança traz inconvenientes como maior vulnerabilidade dos pneus a danos em buracos. O interior ganha, além das mudanças do LXS, aro cromado nos botões do volante.
Na avaliação promovida pela Honda em estradas vicinais na região de Indaiatuba, no interior de São Paulo, foi possível constatar que o Civic LXR continua bom de dirigir, com motor bem disposto, câmbio automático que atua muito bem e direção rápida e bem acertada. Como havia oportunidade de rodar com os modelos 2014 e 2015, pudemos sentir a diferença entre um e outro. As novas rodas e pneus trouxeram mais firmeza ao bom conjunto de suspensão, independente nas quatro rodas: ele passa mais confiança ao entrar e sair de curvas com vigor. O conforto de marcha foi mantido, apesar do perfil mais baixo dos pneus, o que revela bom trabalho de ajuste.
Foram poucas intervenções, mas a Honda mostra confiança na atualidade do projeto e em sua grande aceitação no mercado para manter o êxito diante da renovada competição. Resta saber o que está em preparo para a versão EXR, que funciona como estandarte de tecnologia da linha ao oferecer recursos adicionais à LXR.




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em relação ao Civic. Um carro que outrora me encantava, hoje é apenas um sedan médio meio sem sal (pelo menos para mim).





