02/07/2014 18:00 - Fotos: Divulgação
G63 AMG é o toque de grife para utilitário “trintão” da Mercedes-Benz
por Raphael Panaro
Auto Press
De veículo militar, passando por papamóvel e, de uns tempos para cá, “febre” entre rappers e socialites norte-americanos e “queridinho” das estrelas de Hollywood. Essa é a história bem resumida do Mercedes-Benz Classe G ou Geländewagen – veículo de tração integral, em alemão. O jipe comercializado pela fabricante germânica nasceu em 1979 como uma versão civil de um veículo militar leve que a Mercedes-Benz produzia no ínício dos anos 1970. Atualmente, é visto como símbolo de luxo e riqueza e “figurinha” fácil com os jogadores de basquete, futebol americano e a alta classe dos Estados Unidos. No Brasil, a situação é bem diferente. É difícil “topar” com um deles nas ruas ou mesmo vê-lo exposto em uma concessionária. A explicação é que Mercedes-Benz só vende o Classe G sob encomenda, com preço em dólar. Para piorar, a única versão disponível no Brasil é a G63 AMG, que custa US$ 316.500 – quase R$ 700 mil.
Na estética, o Classe G está para a Mercedes-Benz assim como o Defender está para a Land Rover. Ou seja, um veículo extremamente robusto com linhas e ângulos retos, visual quadradão e fora do padrão de linhas fluidas dos carros atuais. Em 30 anos, passou até por uma ou outra atualização, mas mantém praticamente as mesmas características desde que foi criado. Mudanças mais recentes apenas adicionaram recursos mais modernos, como painel de instrumentos mais completo, luzes diurnas de led e retrovisores mais aerodinâmicos. As versões da divisão esportiva AMG adotam uma “postura” mais agressiva, com grade modificada e generosas tomadas de ar no para-choque, além de rodas de 20 polegadas com pinças de freio vermelhas e saída de escape lateral.
Outra característica que faz do G63 um autêntico AMG está sob o capô. Parar mover suas mais de 2,5 toneladas, o braço esportivo da marca alemã equipou o Classe G com um V8 5.5 litros biturbinado. Este propulsor “expele” 544 cv de potência a 5.550 rpm e brutos 77,5 kgfm de torque entre 2 mil e 4.500 giros, gerenciados por uma transmissão automática de sete marchas. Com isso, o SUV cumpre o zero a 100 km/h em bons 5,4 segundos – a máxima, por questão de bom senso, é limitada a 210 km/h. Em outros mercados, o Classe G é encontrado em outras versões, como a G500, que usa o mesmo propulsor, mas calibrado para 386 cv e 54 kgfm. A mais forte de todas é a G65 AMG, que traz um enorme V12 6.0 litros com dois turbos de espantosos 612 cv. O jipão ainda tem a opção de vir com distância entre-eixos longa ou curta.
Apesar de seus 30 anos, o G63 AMG traz equipamentos modernos. Vem com sistema start/stop, ar-condicionado digital, park-assist, alerta de ponto cego, bancos elétricos com 10 ajustes e sistema multimídia com GPS e câmara de ré. A Mercedes-Benz também manteve as características off-road com três diferenciais blocantes e tração integral. Mas um carro de R$ 700 mil dificilmente será atirado na lama.
Impressões ao dirigir
Carro-forte
por Héctor Mañón
do Autocosmos.com/México
exclusivo no Brasil para Auto Press
Cidade do México/México – Ao girar a chave, o motor V8 emite um ruído estrondoso – o que já faz do Classe G um carro interessante. A alavanca da transmissão automática de sete velocidades é de fácil manuseio. Selecionar tanto o “D” quando o “R” é bem simples, já que são os extremos do movimento. O “P” que tradicionalmente fica entre os comandos da marcha, vira um pequeno botão no G63 AMG. Com o modelo em movimento, nos primeiros quilômetros foi possível notar a pouca sensibilidade da direção. Isso é um dos aspectos que denunciam a idade do Classe G. A falta de tecnologias como chave presencial e botão de partida para um carro dessa quantia é outro fator que depõem contra o SUV.
Fora estes pequenos detalhes, o G63 tem todas as prerrogativas que fazem dele um produto genuinamente da AMG. A resposta do acelerador imediata, o barulho do propulsor biturbinado, que soa incrivelmente bem, e a suspensão firme permitem uma “pegada” mais esportiva ao utilitário e não chega a comprometer o conforto de quem vai dentro. Apesar da direção não inspirar confiança, o G63 AMG se “agarra” ao asfalto nas curvas. Só resta a quem está ao volante ter um pouco de coragem e mergulhar nas esquivas, deixando o trabalho por conta da suspensão e a distribuição de potência por meio do sistema de tração integral.
Com boa parte do robusto torque de 77,5 kgfm disponível já a 2 mil rotações, a aceleração do utilitário é monstruosa. Alcançar os 200 km/h não é uma tarefa muito dificíl. Dá para notar que o G63 AMG ultrapassaria pifiamente os 210 km/h se não tivesse um limitador eletrônico. Mas chegar a essa velocidade com um carro de mais de 2,5 toneladas e uma direção pouco precisa não parece ser uma boa ideia. Ainda que os potentes freios estejam lá para garantir que nenhum grito de susto seja “disparado”.
Ficha Técnica
Mercedes-Benz G63 AMG
Motor: Gasolina, dianteiro, longitudinal, 5.461 cm³, dois turbos, oito cilindros em “V”, quatro válvulas por cilindro e comando duplo no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial. Acelerador eletrônico.
Potência máxima: 544 cv a 5.500 rpm.
Torque máximo: 77,5 kgfm entre 2 mil e 5 mil rpm.
Diâmetro e curso: 98,0 mm X 90,5 mm. Taxa de compressão: 10,0:1.
Transmissão: Câmbio automático com sete marchas a frente e uma a ré. Tração integral permanente. Oferece controle eletrônico de tração e estabilidade.
Aceleração 0-100km/h: 5,4 segundos.
Velocidade máxima: 210 km/h (limitada eletronicamente).
Suspensão: Dianteira e traseira independente com braço longitudinal, barra Panhard, molas helicoidas e amortecedores pressurizados a gás
Pneus: 275/50 R20.
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS de série.
Carroceria: Utilitário esportivo em longarinas com quatro portas e cinco lugares. Com 4,79 metros de comprimento, 2,05 m de largura, 1,94 m de altura e 2,85 de entre-eixos.
Peso: 2.550 kg.
Capacidade do porta-malas: de 480 litros até 2.250 litros.
Tanque de combustível: 96 litros.
Produção: Graz, Áustria.
Preço no Brasil: US$ 316.500 – o equivalente a R$ 700 mil.
Fonte: http://motordream.uol.com.br/noticias/v ... o-conteudo



















