
Uma das atrações desta terceira geração do Fit foi trazer de volta o câmbio tipo CVT para as versões automáticas. Uma transmissão de relações variáveis, isenta de trancos, na medida para combinar com o perfil mais familiar do modelo. Como já vimos neste Garagem, o resultado foi ótimo em termos de conforto e consumo, mas deixou o Fit um tanto monótono para dirigir. Como seria, então, a versão manual?
Antes de assumir o comando do Fit M/T, um recado: a versão CVT ainda vai aparecer aqui num comparativo contra seus principais rivais. Antes disso, no entanto, achamos por bem variar o assunto trocando (literalmente) de marcha. A versão manual enviada pela Honda é a LX, igualzinha à CVT que estávamos. A única diferença fica por conta da cor branca, em vez da vermelha de antes. Para dirigir, porém, quanta diferença!

O conjunto parece de esportivo: a embreagem tem pouco curso e o câmbio traz aquela alavanca curtinha, com engates precisos e até um pouco durinhos, que lembra o antigo Civic Si. Some isso ao motor girador motor 1.5 16V i-VTEC e temos a receita para se divertir a bordo de um Fit.
Sim, o Fit manual empolga. Além das trocas justinhas, o motor de 116 cv e 15,3 kgfm entra na brincadeira com um roquinho esportivo a partir de rotações médias, instigando a acelerar. E pode pisar fundo que o restante do conjunto aceita muito bem: a direção elétrica é rápida e a suspensão, firme (apesar de mais macia do que antes). Ainda não foi possível realizar as medições de desempenho, mas podemos antever bons números – certamente melhores do que os da versão CVT.

Outra boa surpresa, esta até inesperada, veio do baixo consumo na cidade. Enquanto o CVT estava fazendo média de 8,2 km/l, o manual chegou cravando 8,6 km/l no circuito urbano, com etanol. Na redação, foram só elogios à dirigibilidade do Hondinha. Na estrada, no entanto, a galera reclamou que o Fit grita. É verdade: a relação de transmissão que garante agilidade na cidade se mostra curta demais para viagens. Daí que a 120 km/h o carro implora por uma sexta marcha com o motor a 3.800 rpm – mais que no novo Ka 1.0! -, chegando a incomodar em períodos mais longos.

Como reclamamos no Fit CVT, esta versão LX (tabelada a R$ 54.200) é um tanto pobre em termos de desenho interno e equipamentos. O quadro de instrumentos com grafismo laranja destoa da modernidade do carro, assim como o CD player de iluminação amarela. E o pior é que não há Fit de versão superior com câmbio manual, já que a Honda diz que a grande maioria das vendas do carro está concentrada na transmissão CVT.
Texto e fotos: Daniel Messeder







Fonte: http://carplace.virgula.uol.com.br/gara ... honda-fit/







