
foto de divulgação
Equipamento protege contra choques e evita que
passageiro saia pela janela Enquanto o Brasil engatinha na adoção de airbags dianteiros obrigatórios em todos os veículos, nos Estados Unidos os airbags tipo cortina, que protegem os passageiros em caso de capotagem, estão prestes a virar equipamento de série.
A implantação de airbags de cortina se dará gradualmente, iniciando por 25 por cento dos carros vendidos nos EUA a partir de 2013 e atingindo todos os carros novos em 2017.
O objetivo principal do equipamento, além de proteger os passageiros do choque contra os vidros e laterais do carro no momento do impacto, é evitar que eles sejam arremessados para fora do veículo pelas janelas laterais ou que parte do corpo dos ocupantes fiquem expostas fora do automóvel durante o capotamento.
Segundo a [font=Times New Roman]National Highway and Traffic Safety Agency (NHTSA)[/font], o sistema deverá impedir que um adulto, mesmo sem usar cinto de segurança, saia mais de quatro polegadas (aproximadamente 11 cm) para fora da janela lateral aberta em caso de acidente.
Segundo a NHTSA, entre 2001 e 2007, ocorreram mais de dez mil mortes decorrentes de capotagens. Quarenta e sete por cento das vítimas fatais registradas entre 2000 e 2009 foram projetadas para fora dos carros envolvidos.
Maior cobertura - Paralelamente, a agência governamental está aconselhando os fabricantes a utilizarem vidros mais grossos nas janelas laterais, o que reduziria ainda mais a possibilidade de ejeção dos passageiros.
Muitos veículos atualmente vendidos nos EUA já contam com airbags de cortina, mas a maioria dos sistemas adotados visa proteger os passageiros do impacto contra as janelas e não garante a segurança de quem viaja sem cinto de segurança. A norma da NHTSA prevê que, em caso de abertura, os airbags cubram totalmente as janelas das duas ou três fileiras de bancos e parte das janelas laterais traseiras, no caso de utilitários ou peruas.
Segundo especialistas, para alojar o novo equipamento no teto dos carros, sobre as portas, poderá haver uma pequena redução no espaço interno, pois os airbags com cobertura integral terão que ser maiores que os atualmente oferecidos.
Ao mesmo tempo, por preverem aumentar a segurança de quem se recusa ou esquece de usar o cinto de segurança, há quem se preocupe com a possibilidade dos airbags de cortina obrigatórios reduza a utilização do cinto – até agora o mais eficaz equipamento de segurança passivo existente.
Jorge Meditsch
Fonte: autoestrada.com.br






