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Renault Fluence (Foto: Fabio Aro)
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R$ 66.890 na versão Dynamique manual, podem garantir o objetivo de lutar pela quarta posição. O segmento dos médios liderado pelo Honda Civic e Toyota Corolla é tão concorrido que chega a ser um bom resultado ficar no G4. É como no futebol, o lugar garante uma Libertadores no Brasileirão e, para os automóveis, mais de 1.200 vendidos por mês. Nem por isso é fácil. O Nissan Sentra tem feito pressão para ficar com o posto e o Volkswagen Jetta que também acabou de ser renovado.
Basta bater o olho para ver que a reestilização fez bem ao Fluence. O projeto sul-coreano de origem Samsung (a antiga subsidiária da Renault) não se encaixava bem na linguagem de estilo do fabricante francês. Com o tapa, o médio perdeu a estampa de modelo oriental. A frente volumosa casou bem com a nova grade e logotipo em destaque, e os para-choques trazem os (agora) indispensáveis leds para a iluminação diurna. O jogo de luzes continua atrás, onde as lanternas tem faixa branca protuberante.

Renault Fluence (Foto: Fabio Aro)
Custo-benefício
O básico Dynamique manual de seis marchas tem preço sedutor e pode até levar alguns às concessionárias, mas não venderá mais de 10%. O Dynamique será bem vendido mesmo é na versão com CVT, tabelada a R$ 71.890 e que responderá por 65%. De série, todos os modelos da linha trazem ar-condicionado digital dual zone, direção elétrica, trio elétrico (vidros um-toque para todos), volante ajustável em altura e profundidade, controle de cruzeiro e sistema de som CD/MP3 com comandos satélite. Agora se você quer mais que uma carinha renovada, terá que investir no Fluence Dynmique Plus de R$ 74.890 ou no Privilège testado de R$ 82.990.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)
Eles trazem de série a nova central multimídia R-Link com tela sensível ao toque de 7 polegadas, que traz um aplicativo para registrar a economia de combustível. O antigo aparelho usava um control remoto pouco amigável. Embora em termos seja como pular de um antigo celular tijolão para um smartphone, o sistema ainda fica encasulado no alto do painel, longe das mãos. Responsável por 25% das vendas, o top Privilège também traz novo revestimento em couro com efeito matelassê (padronagem em losangos) e itens como airbags tipo cortina, controles de estabilidade e de tração e confortos como câmera de ré e teto solar elétrico. A garantia é de três anos.
Impressões gerais
Sem mudanças mecânicas, o Fluence continua discreto também ao rodar. O câmbio CVT é capaz de simular seis marchas, mas em nenhum momento você esquece que se trata de uma simulação. O conta-giros não sobe da mesma maneira em que um automático sequencial ou manual. É melhor desencanar e deixar a trasmissão continuamente variável fazer seu suave trabalho sozinha. Da mesma forma, a suspensão é suave e a direção elétrica ganha peso apenas acima dos 60 km/h. O Fluence fala e roda macio. Aos que desejam mais pimenta, melhor esperar, pois o Fluence GT 2.0 turbo de 180 cv ainda virá no primeiro trimestre de 2015.
Ainda que não seja emotivo, o Privilège responde bem. O 2.0 16V de origem Nissan gera 140/143 cv de potência e 19,9/20,3 kgfm de torque a 3.750 rpm. A força a médios regimes ajuda o CVT a reter menos o giro lá em cima quando você chama o carro no acelerador. Na pista, o Fluence Privilège foi aos 100 km/h em 10,6 segundos, tempo pouco pior que os registrados registrados pela dupla Civic e Corolla 2.0. Falando neles, pode-se dizer que o Fluence fica no meio termo entre a esportividade que ainda resiste no Honda e a vida mansa proporcionada pelo Toyota. O consumo não encanta, foram 7,8 km/l de etanol na cidade e 11 km/l na estrada.

Renault Fluence (Foto: Fabio Aro)
Por dentro, o mesmo padrão de acabamento do Mégane atual. Os novos revestimentos deram uma enriquecida. Da mesma forma, o quadro de instrumentos tem velocímetro digital para todos, como o oferecido nas versões mais caras. Ficaram defeitos, contudo. A queda do teto continua a reduzir o espaço disponível para as cabeças dos passageiros traseiros. Quem tem mais de 1,80 metro se sentirá apertado. O porta-malas, por sua vez, é gigantesco e leva 530 litros. No final, a impressão é que foram pequenos retoques para uma ambição realista.
Ficha Técnica
Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 V, comando duplo, flex
Cilindrada: 1.997 cm³
Potência: 140/143 cv a 6.000 rpm
Torque: 19,9/20,3 kgfm a 3.750 rpm
Transmissão: Automático do tipo CVT, tração dianteira
Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás
Pneus: 205/55 R17
Dimensões: Comprimento 4,620 m; Largura 1,810 m; Altura 1,470 m e entre-eixos 2,700 m
Capacidades: Tanque 60 l; Porta-malas 530 l (aferidos por Autoesporte)
Peso: 1.372 kg
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... -2015.html


























