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Mini Cooper quatro portas (Foto: Divulgação)
No final do ano passado, Julian Mallea Negri aceitou um desafio nada fácil - liderar a marca Mini no Brasil. O executivo deixou a BMW Group Argentina para se tornar diretor da marca premium no país vizinho e enfrentar desafios como o aumento do IPI para importados, a alta do dólar e um cenário econômico preocupante.
Apesar dos obstáculos pelo caminho, a marca programou três lançamentos para 2015. O Mini Cooper 5 portas, lançado semana passada por R$ 105.950, o John Cooper Works, o Mini mais potente da história com 234 cv e o novo Countryman, que será produzido no Brasil. Leia a nossa entrevista com o diretor da Mini no país e descubra a expectativa da marca para este e para os próximos anos.

O Mini Cooper 5 portas está 7,2 cm maior. Esta é a segunda geração em que o modelo cresce. Por quê? É uma necessidade de mercado?
Para lançar esse carro, o grupo fez pesquisas com antigos proprietários para saber as necessidades dos nossos consumidores. O conceito do Mini cinco portas foi uma demanda percebida anos atrás. Os clientes queriam um carro que tivesse o mesmo design de um Mini hatch, mas com mais acessibilidade. E essa é a nossa resposta. Além disso, nós percebemos que havia uma oportunidade enorme no segmento de compactos e também fora desse segmento. Agora, mais clientes terão a oportunidade de ter um Mini.
Quando a Mini decidiu crescer o carro, houve preocupação com perda de origem ou tradição, já que o carro é conhecido por ser pequeno?
Honestamente, acredito que não houve muita preocupação, porque na essência o carro continua sendo pequeno. Claro que ele não é como o primeiro modelo de 1959, mas o Mini ganhou outras boas qualidades, como conforto, tecnologia, motor e acabamento. Esse é um carro, comparado com o anterior, revolucionário.
Quais são os concorrentes do Mini 5 portas?
Descobrir os concorrentes do Mini não é algo tão simples. É preciso entender o cliente que irá comprar pelo “lado emocional” ou pelo “lado racional”. Levando em consideração as duas coisas, nós podemos dizer que os concorrentes serão o Classe A da Mercedes, o Volkswagen Golf GTI, o Audi A1 e o Audi A3.
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Quantas unidades vocês pretendem vender no Brasil?
Nós queremos vender de 250 a 300 unidades neste ano. O número é baixo porque esse será um momento inicial, será só a primeira fase. Mas também porque teremos limitação de produção a nível mundial. O produto está sendo muito demandado lá fora. Nós só vamos entender a realidade do mercado em 2016.
Vocês cresceram 26,5% no ano passado, quanto pretendem crescer este ano?
Não pretendemos crescer este ano. Nós pretendemos conquistar o mesmo número de 2014.
Quais são as expectativas da marca para 2015?
Serão três anúncios. O Mini Cooper cinco portas, lançado agora, o John Cooper Works, que será lançado em agosto e, no final do ano, o novo SUV Countryman, que terá unidades do modelo mundial e também do produzido no Brasil.
O Brasil é um mercado forte para SUVs? O que vocês esperam com a produção do Countryman? O preço vai ficar mais baixo com a fabricação nacional?
Acreditamos que sim e é por isso que a marca está apostando no país – há muito potencial ainda para explorar. Acredito que os países da América Latina são os maiores potenciais para o futuro. Agora, relacionado ao preço, a redução será mínima – principalmente agora com a alta do dólar. O carro não será muito mais barato que o modelo importado, que parte de R$ 126 mil.
O John Cooper Works (a versão mais agressiva do Mini Cooper) chegará ao mercado brasileiro no primeiro semestre? Por qual valor? Quantas unidades vocês pretendem vender?
O JCW deve chegar entre julho e agosto. Não temos o preço oficial do carro ainda porque isso depende do momento em que o carro entrará em produção. Só assim nós poderemos calcular o preço para o Brasil – isso ainda não aconteceu. Mas ele deve vir por R$ 159 mil. No primeiro ano, nós pretendemos vender 45 unidades, já que o carro virá só em agosto. Para 2016, esperamos incrementar esse número.
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... rtado.html
