Do Auto Esporte

Jeep Renegade Longitude (Foto: Marcos Camargo/Jeep)
saiba mais
- JEEP RENEGADE CHEGA COM PREÇO INICIAL DE R$ 69.900
- TESTAMOS O JEEP RENEGADE 2.0 TURBODIESEL 4X4
- AUTOCAST AO VOLANTE #14: JEEP RENEGADE
As maiores pretensões da Jeep estão depositadas no menor utilitário-esportivo já feito pela marca. Com 4,43 m de comprimento e 1,79 m de largura, o Renegade, o primeiro modelo a sair do novo complexo industrial do Grupo Fiat Chrysler, em Goiana (PE), tem a missão de se tornar o SUV compacto mais vendido do mercado brasileiro ainda em 2015. Isso quer dizer que ele terá nove meses para roubar a liderança do precursor do segmento, Ford Ecosport, e ainda se manter à frente de outros concorrentes que almejam a mesma posição, como é caso do Honda HR-V.
Em um ano de crise, a meta da Jeep é bastante ambiciosa, mas a fabricante acredita ter conseguido uma fórmula poderosa: um produto com aura premium com uma gama diversificada de versões, motores e câmbio, todas bem equipadas e com preços pareados ao da concorrência. É claro que a maior parte das vendas não ficará a cargo das versões com motor 2.0 turbodisel, câmbio automático de nove marchas e tração 4x4, cujos preços variam de R$ 99.900 a R$ 116.800. Apesar de todas as qualidades e recursos desse conjunto, os valores os deixam fora do radar de muita gente que deseja incressar no segmento.
Serão as opções equipadas com motor 1.8 flex, câmbio automático de seis marchas e tração 4x2 que puxarão as vendas do Jeep pernambucano. A grande aposta da marca é na versão intermediária Longitude, sugerida por R$ 80.900. Tivemos contato com o modelo durante o lançamento para a imprensa, no Rio de Janerio. Saiba agora como ele se saiu.
Impressões ao volante
Esqueça tudo o que você sabe, leu ou viu sobre o Renegade com motor 2.0 turbodisel. O modelo com motor 1.8 flex é um utilitário com posicionamento de mercado e propósitos bastante diferentes. Quer dizer, a sensação de estar ao volante de um carro robusto e capaz, apesar da dimensões enxutas do Jeep, é a mesma, mas é um utilitário essencialmente urbano e o que você sente ao pisar no acelerador é bem distinto.

Jeep Renegade Longitude (Foto: Marcos Camargo/Jeep)
Apesar de todos os ajustes feitos para melhorar o motor 1.8 16V E.torQ Evo da Fiat, que ganhou comando variável de válvulas e uma nova calibração para entregar 19,1 kgfm de torque em rotações menores, a 3.750 rpm, os 132 cv não garantem ao Renegade um desempenho empolgante. Com 1.439 kg, o carro demora um pouco para ganhar velocidade. É preciso pisar com vigor no acelerador nas saídas do faróis, por exemplo, embora depois ele embale bem. O câmbio automático de seis marchas é bem escalonado, mas costuma segurar as trocas as marchas após os 3.000 giros, para equilibrar o gasto de combustível, mas você pode lançar mão das borboletas atrás do volante para comandar as trocas. Ainda não tivemos tempo de medir adequadamente o consumo do carro, mas durante os 40 minutos que rodamos com ele, em ciclo urbano e com velocidade média de 70 km/h, o computador de bordo marcou uma média de 8,4 km/l, com etanol. Nada mal para um carro do porte do Jeep.

Fotos: todos os detalhes do novo Jeep Renegade, futuro utilitário nacional
Já que a intenção das versões 1.8 flex e tração 4x2 do Renegade é oferecer, acima de tudo, conforto para rodar na cidade, podemos afirmar que o modelo passou no teste. Mérito do conjunto de suspensões dianteira e traseira independentes. Além de garantir estabilidade a um carro com 1,70 de altura, o conjunto é bastante competente sobre pavimentos irregulares e vias esburacadas, além de oferecer um rodar macio ao carro. A direção elétrica também é bem calibrada, não é leve demais nem de menos, e acentua a sensação de estarmos ao volante de um carro firme. Falando nisso, a experiência sensorial a bordo do Jeep é muito interessante. O acabamento é muito bem cuidado, mesmo nas versões mais básicas. A cabine é cheia de cores, formas e texturas, e tudo remete à história e a essência da marca, lembrando que estamos a bordo de um autêntico Jeep.

Jeep Renegade Longitude (Foto: Marcos Camargo/Jeep)
Já o espaço interno é um dos pontos críticos do modelo. O formato quadrado garante boa área para pernas e cabeças de pessoas altas, mas os 2,57 metros de entre-eixos são suficientes para acomodar com real conforto apenas quatro adultos. O porta-malas também fica devendo: segundo nossas medições, tem capacidade para apenas 283 litros.
Custo-benefício
Além do acabamento refinado e cheio de personalidade, a lista de equipamentos do Renegade é um de seus predicados. Desde a versão de entrada Sport (R$ 69.900) ele traz airbag duplo, freios ABS, controle elétrônico de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, direção elétrica, ar-condicionado, sistema de som integrado com Bluetooth e entrada USB, controle de velocidade, computador de bordo, volante multifuncional e freio de estacionamento elétrico.

A versão intermediária Longitude ainda oferece ar-condicionado digital com duas zonas, sistema multimídia com tela sensível ao toque de cinco polegadas com GPS integrado, câmera de ré, rodas de liga leve de 17 polegadas, volante multifuncional revestido em couro com borboletas para trocas de marca.
A lista de itens é maior que a oferecido por Ford Ecosport FreeStyle 2.0 Powershift, de R$ 82.900, que ao menos tem a vantagem de oferecer seis airbags, e que a do Honda HR-V 1.8 EX, de R$ 80.400, sem entrar no mérito do desempenho da dupla, pois ambos possuem motores mais potentes.
Vale a compra?
Sim. Com acabamento de carro premium, um bom pacote de equipamentos e conjunto mecâncio bem acertado, o Jeep Renegade é sim um bom candidato à liderança do segmento. O desempenho das versões com motor 1.8 flex não é empolgante quando a dos modelos equipados com motor 2.0 turbodiesel, mas está de bom tamanho para aquilo que se propõe: ser um SUV compacto confortável, versátil e robusto, voltado ao usado urbano.

Jeep Renegade Longitude (Foto: Marcos Camargo/Jeep)
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... -flex.html











