Sem fábricas no Brasil, montadoras orientais se instalam no Uruguai

Discussões a cerca do mundo automotivo, venha dar sua trol... Opinião.

Moderador:Moderadores

Responder
Avatar do usuário
Robô Troll
Trolls Premiuns
Mensagens:21958
Registrado em:25 Ago 2014, 14:48

14 Jun 2015, 10:30

Sem fábricas no Brasil, montadoras orientais se instalam no Uruguai
Do Auto Esporte



No fim de 2014, o grupo Jaguar Land Rover começou a construir sua primeira fábrica no Brasil, que será inaugurada em 2016 na cidade fluminense de Itatiaia após um investimento de R$ 750 milhões. Os indianos, donos da marca inglesa, foram os últimos a seguir caminhos trilhados por outras empresas gringas nos últimos anos. Nacionalizar seus modelos mais vendidos, como a BMW fez com o Série 3, ou suas apostas para o futuro, a exemplo do Jeep Renegade. Mas o que fazem as montadoras sem margem de capital? A solução mora ao lado: montar seus veículos no Uruguai.


De acordo com Ricardo Pazzianotto, sócio da consultoria PwC e especialista no setor automotivo, a alta do câmbio e o Inovar-Auto são os principais fatores para esse movimento. “Como o Brasil desenvolveu um regime automotivo que exige mais em termos de investimento das montadoras, novas marcas que desejam experimentar o país como mercado acabam encontrando no Uruguai uma forma de começar”, diz. Nos anos 1990, o país ficou conhecido por ter sido o berço do Renault Twingo. Embora alguns caminhões da marca francesa ainda sejam produzidos lá, agora quem encabeça o mercado de veículos para exportação são as orientais: a sul-coreana Kia e as chinesas Chery, Lifan e Geely.


Diferente do México ou da Argentina, por exemplo, que detêm alguma tradição no setor automotivo, o Uruguai atrai seus fabricantes pelo bolso. “As montadoras têm 10% do valor exportado em créditos para pagar outros impostos ou vender para outras empresas. Para isso, elas devem ter pelo menos 20% das peças vindas do Mercosul, o que facilita bastante a montagem de qualquer veículo por lá”, afirma  Pazzianotto. A intenção, segundo o consultor, é estimular a produção no país, que hoje tem um volume de vendas diminuto, na casa das 50 mil unidades anuais. Apesar disso, um acordo bilateral limita a importação de veículos naturalizados Uruguai os a 20 mil unidades a cada ano.


Em geral, as empresas optam por um modo de produção chamado CKD (Complete Knock Down), em que a fábrica matriz envia peças para unidades de montagem menores. A maior parte do processo é feita por mão de obra operária, e não por robôs. É assim na linha em que o hatch Geely GC2 é montado, por exemplo, em Montevidéu, visitada por Autoesporte em 2014. Lá, a produção fica a cargo da empresa Nordex, que alterna a produção do sedã EC7 e do hatch, devido à baixa capacidade das instalações. Outra razão para adotar o CKD é a falta de fabricantes de autopeças, como motores e transmissões, no país. A saída é importar peças chinesas para criar um carro uruguaio.


Latin NCAP

A neutralidade do Uruguai em relação à indústria automotiva foi um dos motivos para o órgão que testa a segurança de carros latino-americanos escolher o país como sede. Segundo a entidade, como não há laboratórios certificados  na América Latina,  testes ainda são feitos na Alemanha, perto de  Munique.


Chery Brasil

Apesar de ainda importar alguns veículos do Uruguai, a Chery inaugurou em 2014 sua fábrica em Jacareí (São Paulo),  com capacidade produtiva inicial de 50 mil carros por ano, após investimento de US$ 500 milhões. De lá, sairão Celer hatch e sedã e, ainda no primeiro trimestre de 2015, o QQ reestilizado.


Equivalência

Em 2013, foram vendidos 57.333 carros e veículos comerciais leves no Uruguai, segundo a Ascoma, associação local de marcas e concessionários. Isso equivale, por exemplo ao total de Palios que a Fiat emplaca em cerca de dois meses e meio aqui.  Por lá, a Chevrolet foi a marca que mais vendeu naquele ano.


Aliança mercosul

Em 2013, 49,3 % dos veículos produzidos pelas montadoras abaixo no Uruguai foram exportados para o Brasil; confira como foi cada marca.

Imagem



Em 2013, foram vendidos 57.333 veículos no Uruguai, ante mais de 3 milhões no Brasil, o equivalente a 1,6% do mercado nacional


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... uguai.html

Avatar do usuário
HateSeeker
Administrador
Mensagens:18358
Registrado em:02 Jul 2011, 01:00

15 Jun 2015, 03:12

Política fiscal brasileira e condições de crédito e o próprio crescimento da economia levaram a isso. Triste, mas o capital precisa de segurança, Brasil não tem.
Fiat Marea Weekend Sx 1.8 16v 132cv 2001 Preto Batmóvel ou Bichão
Volkswagen Gol 1.0 16v 70cv Hi-tork 98-99 Preto Bichinho
Fiat Palio Weekend Stile 1.6 16v 106cv 1998 Cinza Stile 50 tons de cinza
Fiat Palio ED 1.0 8v 61cv 97-98 Branco - Ovo Cozido
Fiat Palio Weekend Adventure Tryon 1.8 8v 114cv Amarela - Sabrina
Chevrolet Omega GLS 2.0 8v 116cv 1994 Cinza - Cruzador
Chevrolet Opala Comodoro SL/E 2.5 8v 95cv 1991/1992 Vinho - Trovão
Fiat Palio Fire 1.0 8v 65cv 2004/05 Preto - Sem nome

Avatar do usuário
Buzz
Trolls Premiuns
Mensagens:12431
Registrado em:15 Jul 2011, 01:00

15 Jun 2015, 14:03

A maior parte do processo é feita por mão de obra operária, e não por robôs.

Imagina a variância do controle de qualidade. :trollbanguela:

Avatar do usuário
Kicksilver
Moderador
Mensagens:79925
Registrado em:02 Jul 2011, 01:00
Localização:Rio de Janeiro

15 Jun 2015, 23:45

Carro artesanal. :haters:

Rolls royce gusta

Responder