Do Auto Esporte

Honda Fit EXL (Foto: Fabio Aro/Autoesporte)
A Honda tem motivos suficientes para sorrir em 2015. Em maio, a terceira e atual geração doFitcompletou um ano de vendas no mercado nacional no topo do ranking da categoria. Em 2013, o Chevrolet Spin havia ultrapassado o monovolume da marca japonesa na lista dos lideres de emplacamentos acumulados. A liderança foi reconquistada em 2014 com a chegada da nova geração.
De novembro de 2013 até março de 2015, a diferença entre o modelo da Honda e o da Chevrolet só aumentou. A terceira geração do Fit se tornou o Honda mais vendido de 2014 e bateu recorde histórico de vendas do modelo, lançado em 2003 por aqui. Os resultados ajudam a fazer da Honda umas das poucas montadoras que estão conseguindo crescer na crise do setor automobilístico - 15% no primeiro quadrimestre.

Fotos: Honda Fit 2016
Mas um contratempo, digamos, agradável entraria no caminho do monovolume. Um mês após a chegada do Honda HR-V, as vendas do Fit caíram 27,8%. Até março de 2015, o Fit vendia mais do que o dobro de unidades do Chevrolet Spin. De acordo com a montadora, o motivo para o recuo das vendas foi a alta procura pelo irmão SUV, que fez com que a marca priorizasse a produção do modelo recém-lançado. Além disso, a estreia da linha 2016 fez com que as vendas tivessem uma “redução natural”. “Em maio, produzimos 2.400 unidades do Fit. Em junho, serão 3.800. Estamos voltando a abastecer a rede. Vamos conseguir aumentar de novo esse número em breve”, afirma Marcos Martins, gerente geral de Vendas da Honda. Outro fator que também deverá impulsionar a produção do Fit é a nova fábrica de Itirapina (SP), que começa a operar no final de 2015.
A chegada
De primeira, a nova geração do Fit impressionou pela agressividade. Com linhas mais invocadas, ele chegou no dia 5 de maio de 2014 às lojas brasileiras. O modelo, produzido na fábrica de Sumaré (SP), também estava maior, com acréscimo de três centímetros na distancia entre-eixos, e com lanternas e faróis novos. “Um dos pontos fortes do Fit é o espaço interno. Ele segue um dos conceitos da marca: carro pequeno, mas com muito conforto e espaço”, afirma Martins.
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No quesito motorização, a principal mudança foi o fim da opção 1.4 flex. Todas as versões passaram a ter o propulsor 1.5 16V flex de até 116 cv e 15,3 kgfm de torque, com etanol. O tanquinho de partida a frio também deu adeus ao Fit. Outra mudança importante aconteceu no câmbio: o manual de cinco velocidades ganhou novas relações de marcha, já o automático foi substituído pelo CVT – melhor em termos de desempenho e economia. As novidades se estenderam para o chassi, suspensões, sistema de freios, painel e bancos redesenhados.
A meta de vendas da montadora também era tida como agressiva na época: 50 mil unidades em seu primeiro ano de vida. De maio de 2014 a maio de 2015, foram vendidas 74.184 unidades da nova geração - 45% a mais do que era esperado.
Mas, todo astro recebe críticas. A grande condenação do mercado para o modelo eram os novos preços, que foram divulgados ainda em abril para não assustar tanto na estreia no carro.
Confira a evolução dos preços do Fit

Segredo do sucesso
Além do design, da motorização e do cambio CVT modernos, outras qualidades fazem do Fit um sucesso de vendas no Brasil. “O Fit mescla qualidades de minivan e de hatch. O carro é multifuncional, isso agradou muito o público brasileiro. A posição de dirigir mais alta do que o comum, a versatilidade dos bancos, a quantidade de porta objetos também agradou”, afirma Paulo Roberto Garbossa, consultor automotivo.

Honda Fit EX (Foto: Fabio Aro/Autoesporte)
Recalls
O Honda Fit 2015 passou por dois recalls. No primeiro, 604 unidades foram chamadas, em fevereiro de 2015, por uma falha na solda próxima ao bocal do tanque, que aumentava a probabilidade de vazamento de combustível. Em maio, outro defeito foi detectado em 149.736 mil monovolumes da marca, para substituir o sensor responsável pela medição do nível de combustível no tanque, que podia indicar um volume maior do que o armazenado no tanque. O problema poderia deixar o condutor suscetível à uma pane seca.
Euro NCAP e Latin NCAP
Na maioria dos casos, Autoesporte utiliza dados de duas entidades responsáveis por testes de segurança de veículos, Latin NCAP ou o Euro NCAP. Porém, o modelo não passou por nenhuma dessas instituições. Durante o teste da Asean NCAP (a versão asiática do Latin NCAP), o Fit recebeu cinco estrelas na proteção para adultos e quatro para crianças. De 16 pontos, o modelo fez 15,58 pontos.
Opinião do dono
Conversamos com a empresária Cátia Cilene Briques para saber sua opinião sobre seu Fit EXL CVT, versão topo de linha que comprou com isenção de impostos de consequência de um problema na coluna.
Ao escolher o seu carro, você considerou outros modelos?
Considerei, mas optei pelo Fit por ter o melhor custo-benefício.
Quando você comprou? Quanto tempo demorou para receber?
O processo de isenção é muito demorado, mesmo com a ajuda de um despachante, o meu tempo de espera foi de umano. A primeira coisa que eu fiz foi trocar a minha carteira de habilitação. Énecessário procurar o Detran, passar por exames médicos com peritos, aulas e prova de direção. Assim que a primeira carta de isenção fica pronta já podemos fazer a encomenda do veículo na concessionária. Meu pedido foi feito em agosto e o veículo chegou em novembro de 2014.
Quanto pagou?
Por volta de R$ 56 mil. Apesar da burocracia e tempo de espera no processo, o desconto acaba valendo a pena. Normalmente as concessionárias têm parceira com despachantes e te isentam dos custos da documentação.
Quantos km já rodou?
15.000 quilômetros.
Abastece com etanol ou gasolina? Qual a média de consumo?
Normalmente com etanol, fazendo cerca de 9 km/l.
O carro já apresentou algum tipo de problema?
Até o momento não tive problemas.
Quais são os pontos positivos da nova geração do Fit na sua opinião?
Versatilidade no aproveitamento do espaço interno, e conforto.
Quais são os pontos negativos?
Poucos opcionais.
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... rasil.html

