Teste: Peugeot 2008 Griffe 1.6 manual

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Robô Troll
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24 Jun 2015, 18:30

Teste: Peugeot 2008 Griffe 1.6 manual
Do Auto Esporte


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Peugeot 2008 (Foto: Divulgação)


 


O Peugeot 2008 gostaria de ser a terceira via do segmento. Diante do sucesso dos rivais recém-lançados, o crossover produzido em Porto Real (RJ) ainda não decolou como poderia. Em maio, vendeu apenas 636 unidades, contra cerca de 2.500 do Jeep Renegade e 5 mil do Honda HR-V. Ele até tem credenciais para vender mais do que isso, especialmente na equilibrada versão Griffe de R$ 71.290. Foi justamente a configuração testada, desta vez com câmbio manual de cinco marchas.



Por R$ 4.100 a mais que a série de entrada Allure, o modelo acrescenta alguns itens de série importantes, entre eles os airbags do tipo cortina, sensores de estacionamento dianteiros e o teto solar panorâmico. São equipamentos que se somam ao bom pacote básico do 2008, que sempre vem com ar-condicionado de duas zonas, central multimídia sensível ao toque de sete polegadas com GPS, sensor de ré, airbags frontais e laterais dianteiros, entre outros.



O problema é a ausência dos controles eletrônicos de estabilidade e de tração, sempre indispensáveis pela máxima de que “é melhor evitar um acidente do que diminuir o impacto dele”. As salvaguardas vêm de série apenas na versão top de linha Griffe THP de R$ 79.590, acompanhadas do Grip Control, sistema que permite configurar a melhor tração para cada tipo de terreno. Lembrando que tanto o Renegade quanto o HR-V não dispensam os controles eletrônicos e freio de estacionamento elétrico como itens de série.



Impressões ao volante



Enquanto o 2008 automático não emociona com sua caixa de apenas quatro velocidades, o mesmo modelo equipado com o manual de cinco marchas extrai melhor o potencial do motor 1.6 16V flex de 122 cv e 16,4 kgfm de torque a 4 mil rpm. O propulsor responde melhor após os 2 mil giros, então quanto mais marchas, melhor. O câmbio tem engates certeiros, embora um tanto longos. É uma característica que conversa bem com o volante achatado e pequeno e com a posição baixa de direção, pontos trazidos do 208 que, aliás, empresta quase que toda a cabine ao crossover.

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Peugeot 2008 (Foto: Divulgação)


 


É essa herança que deixa o 2008 mais para perua elevada do que jipinho propriamente dito. Ele se assume como crossover, algo derivado de carro de passeio, enquanto o Jeep Renegade, por exemplo, finge que esse parentesco não é com ele. Há até o teto elevado a partir da coluna B, uma praticidade que lembra os antigos Matra Rancho. Mais francês, impossível.



Sem fazer gênero, o 2008 concentra sua atenção no asfalto, não há sequer opção de tração 4X4 em nenhuma versão. O rodar é bem isolado acusticamente. A 120 km/h, o motor gira aceitáveis 3 mil rpm. A suspensão macia cumpre a mesma missão de suavidade, auxiliada pelos pneus Goodyear EfficientGrip 205/60 aro 16.



A impressão se reverte na hora de abordar as curvas. A direção elétrica peso-pluma na cidade ganha lastro logo acima dos 60 km/h. Com isso, a inserção é afiada, mas o 2008 inclina um pouco mais do que é esperado para um Peugeot. Nessa hora bateu a saudade do ajuste dinâmico do antigo Peugeot 207 Escapade, de longe o membro da linha 207 que melhor se dividia entre controle dinâmico e conforto.


De qualquer forma, não é nada que destoe do perfil familiar do crossover compacto. O desempenho também está dentro da média esperada, até os 100 km/h são 11 segundos cravados, 1,8 s mais rápido que o automático. O Griffe 1.6 até parece por fora com o 2008 1.6 THP de 173 cv e 24,5 kgfm, mas somente o segundo faz essa prova em 7,8 s – e cobra R$ 8.300 a mais por isso.



A retomada de 40 a 80 km/h em terceira marcha foi cumprida em 9,4 s. São números medianos diante da concorrência. A frenagem que poderia melhor. Foram 28,1 metros de 80 a 0 km/h. Em consumo, o 2008 Griffe marcou 7,4 km/l de etanol na cidade e 10,3 km/l na estrada. Novamente, um resultado apenas dentro da média.


Custo-benefício



Em espaço, o 2008 comporta bem quatro adultos de até 1,82 metro. Quem for mais alto do que esse patamar vai, provavelmente, encostar a cabeça no teto ao viajar no banco traseiro. Os 2,54 metros de distância entre-eixos não são dos maiores. A largura e formato do assento bem definido para dois ocupantes também não favorecem um eventual quinto passageiro. Ao menos há cinto de três pontos e encostos de cabeça para todos. A capacidade do porta-malas basta para levar até 394 litros de bagagem (aferidos), volume que pode ser expandido com o uso do banco traseiro bipartido.

 

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Peugeot 2008 (Foto: Divulgação)


 


Há boa visão para todos passageiros, a cabine do 2008 o deixa bem à  frente de rivais consolidados, tais como o Ford EcoSport e o Renault Duster. A central LCD tem tela de bom tamanho (sete polegadas) e aposta na intuitividade, além de contar com boa reprodução sonora graças aos seis alto-falantes. A garantia de três anos está na mesma faixa dos rivais.



É no uso cotidiano que o 2008 começa a lhe convencer. Está certo, os controles eletrônicos poderiam trazer também mais praticidade no dia a dia, com recursos como o assistente de partida em rampa. Mas a convivência é marcada por outras gentilezas. A visibilidade é boa para todos os lados, mesmo com as colunas traseiras muito largas. O teto solar panorâmico tem tela elétrica, nada daquele forro rígido dividido em duas partes do 208, uma fonte de ruído em alguns carros testados. O painel elevado e o volante estilo “simulador de vídeo-game” são do 208, dois pontos de muita personalidade e praticidade para motoristas de alturas variadas graças aos amplos ajustes de altura e distância da coluna de direção e do banco do motorista. 



Como se trata de um compacto, não espere pelo milagre da multiplicação de materiais macios ao toque ou couro. A Peugeot, contudo, aplicou requinte em doses pontuais. Os bancos que misturam tecido e couro são envolventes e belos de se ver. O painel pode ser rígido, mas a faixa acetinada que o percorre dá uma outra sensação. Da mesma forma, as portas apostas em maciez apenas nos enxertos dos puxadores.



No geral, o 2008 aposta em uma imagem mais requintada que a dos rivais na mesma faixa de preço. Luzes de rodagem diurna e lanternas em leds são toques estilosos independente do horário do dia. As rodas de liga leve melhor trabalhadas que as do 2008 de entrada também colaboram para a boa impressão.



Vale a compra?



Sim. Embora olhar para a terceira via com carinho seja algo natural em um momento em que um HR-V pode ser entregue quase em 2016 se comprado agora, o 2008 Griffe manual é uma opção que deve ser levada em consideração. Seu ajuste é confortável e o motor 1.6 flex parece ter o rendimento esticado com o câmbio manual, o que não ocorre no automático. Há uma série de conveniências incomuns para os concorrentes do mesmo valor. Ar-condicionado de duas zonas, bancos de couro e teto solar panorâmico são alguns exemplos. Os seis airbags de série ajudam a mitigar um pouco a ausência dos controles dinâmicos. Agora, se você quer um 2008 manual que realmente fale alto no custo-benefício, pode começar a relativizar aquela diferença para o Griffe 1.6 turbo flex.


Ficha técnica


Motor: Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 16V, comando duplo, injeção eletrônica, flex

Cilindrada: 1.598 cm³

Potência: 122/115 cv a 6.000 rpm

Torque: 16,4/15,5 kgfm e 4.000 rpm

Transmissão: Manual de cinco marchas

Direção: Elétrica

Suspensão: Independente, McPherson na dianteira eixo de torção na traseira

Freios: Discos ventilados na frente e rígidos atrás

Pneus: 205/60 R16

Dimensões: Comprimento 4,15 m, largura 1,73 m, altura 1,58 m, entre-eixos 2,54 m

Capacidades: Tanque 55 litros, porta-malas (aferido Autoesporte) 394 litros, peso 1.205 kg



Números de teste

Aceleração 0-100 km/h: 11 segundos

Aceleração 0-400 m: 17,5 s

Aceleração 0-1.000 m: 32,2 s

Retomada 40-80 km/h (3ª marcha): 6,7 s

Retomada 60-100 km/h (4ª marcha): 9,4 s

Retomada 80-120 km/h (5ª marcha): 14,6 s

Frenagem 100 km/h: 44,1 metros

Frenagem 80 km/h: 28,1 m

Frenagem 60 km/h: 15,9 m



Consumo (com etanol)

Urbano: 7,4 km/l

Rodoviário: 10,3 km/l


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... anual.html

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RockMaan
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24 Jun 2015, 22:26

11s :notbad:

PAcote de equipamentos legal também.

Boa opção mesmo.

Por 71k, vale mais a pena que o Renegado/HIV básicos, até porque o Honda está com longo prazo de entrega, a versão MT mal existe e nem RLL tem.

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Kicksilver
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25 Jun 2015, 08:51

Manual :hahalol:

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P.A.
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25 Jun 2015, 09:25

MT por MT levo Duster por 56 :hahalol:

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geniallis
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25 Jun 2015, 11:36

Manuel por 71k :hateogw: :hateogw: :hateogw: :hateogw:

11s :hateogw: :hateogw: :hateogw: :hateogw:
VW Gol 1.0 / 8v / 55cv / 2001
Honda Fit 1.4 / 8v / 80cv / 2005
VW Polo 1.6 / 8v / 104cv/ 2007
Hyundai i30 2.0 / 16v / 145cv / 2009
Hyundai Azera 3.3 / 24v / 245cv / 2009
Honda Fit 1.4 / 8v / 100cv / 2012

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Kicksilver
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25 Jun 2015, 15:10

Caro esse Manuel hein.

O que ele faz de especial?

Enviado de meu Nexus 5 usando Tapatalk

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geniallis
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25 Jun 2015, 15:16

Kicksilver escreveu:Caro esse Manuel hein.

O que ele faz de especial?

Enviado de meu Nexus 5 usando Tapatalk
Esse carro não tem absolutamente nada de interessante. Nem o preço é atrativo.
VW Gol 1.0 / 8v / 55cv / 2001
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Buzz
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25 Jun 2015, 15:21

RockMaan escreveu:11s :notbad:

PAcote de equipamentos legal também.

Boa opção mesmo.

Por 71k, vale mais a pena que o Renegado/HIV básicos, até porque o Honda está com longo prazo de entrega, a versão MT mal existe e nem RLL tem.
Sim, mas acho que ninguém leva Renegado/HIV básicos.

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