China restringe investimento estrangeiro para fabricação de automóveis

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Ramiel
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30 Dez 2011, 22:16

China restringe investimento estrangeiro para fabricação de automóveis
Da Redação, com agências internacionais
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Chevrolet Volt é mostrado ao chineses durante Salão de Guangzhou. A partir de fevereiro de 2012, estrangeiros só contam com incentivo do governo se investirem em híbridos e elétricos
O governo da China anuncia que vai passar a "desencorajar" o investimento de grupos estrangeiros na indústria automotiva do país. A notícia chega no começo da noite desta sexta-feira (30) ao Brasil, primeiros instantes do último dia de 2011 no outro lado do mundo, através das agências de notícias "Automotive News" e "Bloomberg" e tem o peso de uma bomba. O país é, atualmente, o maior produtor de automóveis e o mercado número 1 do mundo.

Retirada a carga de eufemismo típica do protocolo chinês e a falta de detalhes cruciais do novo plano oficial, fica claro que o período de lua-de-mel entre as fabricantes do país e as marcas estrangeiras chegou ao fim. O objetivo do governo, porém, já foi anunciado e se vale da justificativa de sempre: "proteger a indústria chinesa" e evitar o despejo de carros provenientes de outros países no convidativo mercado local.

Um exemplo típico de como tudo funciona atualmente vem do Grupo Renault-Nissan, que tentava uma aliança com a chinesa Dongfeng para entregar carros da Renault através da marca Nissan no país -- até o momento, todo grupo estrangeiro interessado em produzir e vender na China precisa associar-se a um fabricante local.

Após sete anos, a China vai extinguir o regime automotivo atual, que inclui benesses como tarifas reduzidas na importação de maquinários industriais.

CHINA LIGADA
As novas regras para a indústria automotiva chinesa, bem como para a participação de grupos estrangeiros, começam a valer a partir de 30 de janeiro de 2012 e vão privilegiar fabricantes locais. Embora a atitude e sua justificativa lembrem muito as adotadas pelo governo brasileiro -- que decidiu elevar em 30 pontos percentuais a alíquota do IPI para carros importados que não tenham índice de ao menos 65% de nacionalização, alegando que a entrada massiva de importados estaria prejudicando o equilíbrio da indústria nacional --, o governo chinês abriu uma brecha interessante, através da possibilidade de manter os benefícios para a criação de novas tecnologias, algo que foi deixado de lado por aqui.

Ou seja, mesmo com as novas regras, o investimento estrangeiro em veículos mais eficientes e ecológicos continuará sendo encorajado na China, declarou um membro da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional, ligada ao Ministério do Comércio.

MAIOR MERCADO DO MUNDO
De janeiro a novembro, o mercado de automóveis chinês cresceu 2,6% em relação a 2010. No mesmo período, a venda de carros de passeio cresceu mais de 5%, chegando a 13 milhões de unidades vendidas até o mês passado.

Só para lembrar, o Brasil terá novo recorde histórico para venda de carros este ano, encostando em 3,7 milhões de unidades. Nos Estados Unidos, segundo maior mercado do mundo, o patamar chinês de novembro deverá representar o total de vendas de 2011: 13 milhões de unidades.

Apesar dos números acima e dps bilhões de dólares movimentados por fabricantes estrangeiros no país nos últimos anos, o governo chinês acredita que o crescimento de sua indústria automotiva está aquém do esperado -- se confirmada, a elevação de 2011 seria a pior dos últimos 13 anos. A expectativa é que o mercado de veículos leves (não incluindo, portanto, utilitários e pesados), principal filão do setor, tenha espaço para crescer 40% até o final de 2012, chegando a 27 milhões de unidades.

Além disso, o ministro de Ciência e Tecnologia do país, Wan Gang, afirmou que a China precisa aperfeiçoar o desenvolvimento de modelos híbridos e elétricos, estabelecendo padrões e estudando a fabricação de baterias de capacidade ampliada o quanto antes.

A China planeja ter, até 2015, 1 milhão de carros elétricos rodando em suas ruas. No Brasil, não há qualquer movimento em direção ao desenvolvimento de tecnologias alternativas, nem qualquer cobrança para a melhoria dos padrões atuais de segurança e motorização dos carros de passeio -- para veículos pesados, porém, houve a adoção de novo padrão, similar ao Euro-5, que forçou a indústria a melhorar seus produtos.

FORÇAS ESTRANGEIRAS
Líderes de mercado, General Motors, Volkswagen, Toyota e Ford têm atuado há anos na China aliadas a joint-ventures locais. Ainda dependente do governo nos Estados Unidos, a GM chegou a transferir o comando de sua divisão internacional para a China, de modo a fortalecer suas ações no país, onde atua em conjunto com as locais Saic e Wuling.

"Esperamos que as novas definições tenham o mínimo de impacto negativo para os planos da GM", declarou Dayna Hart, porta-voz da marca na China, em declaração à "Automotive News".

A Volkswagen segue estratégia semelhante e coloca a China como prioridade dentro do plano de tornar-se a maior fabricante de automóveis do mundo até 2018, mas não quis comentar a nova regulação chinesa.

http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/12 ... oveis.jhtm

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fernando_tw
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31 Dez 2011, 13:57

E nem precisam, né? Já sugaram todo o Know How que acharam necessário, inclusive como fazer porcarias e vendê-las caras, para emergentes sul americanos de língua portuguesa. Imagem

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luiz jorge
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31 Dez 2011, 14:25

Enquanto não forem detalhadas quais são as medidas que o Governo chinês vai tomar sobre a questão, não dá para comentar nada.
Opinião de hater vale tanto quanto o cocô do cavalo do zorro

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Kicksilver
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31 Dez 2011, 14:39

luiz jorge escreveu:Enquanto não forem detalhadas quais são as medidas que o Governo chinês vai tomar sobre a questão, não dá para comentar nada.
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p_h
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01 Jan 2012, 07:52

O negócio é o seguinte: a China sempre estimulou o capital estrangeiro, com incentivo e ações de promoção à importação e produção local. Toda empresa que quisesse investir na China, encontrava muitas opções de investimento e apoio do governo. Parece bizarro, já que a China é um país de política complicada (a Ásia em geral morre de medo da China), mas na parte econômica, ainda que tivessem exigências como a criação de JV para produzir no país, oferecem alternativas interessantes ao investidor. O que ocorrerá agora é um freio nestes incentivos.

Esta medida não foi feita simplesmente para proteger o próprio mercado, tem um caráter ambientalista também. Não é uma medida exclusiva para a indústria automobilistica, mas vários outros setores poluentes, como produtores de carvão e silício policristalino. A China tem recebido forte pressão de outros países neste aspecto (reduzir poluição). Os setores menos poluentes, por outro lado, receberão incentivo à vinda de empresas estrangeiras (só que isso ninguém noticiou né? melhor ser conveniente e falar que a medida é meramente "protecionista").

Outro detalhe, o fabricante que se dispor a investir em tecnologia "verde" continuará com os mesmos benefícios de antes. Para as fábricas que já estão instaladas na China e possuem o know-how neste sentido, não irá mudar nada. Quem vai ter dificuldade são as empresas que não se instalaram em território chinês.

Vale lembrar que há um interesse econômico da China em tecnologia verde, já que ela quer se tornar a maior produtora de EVs do mundo. Os chineses tem reservas gigantescas de terra rara e lítio. O governo chinês financiará com dinheiro público vários projetos de veículos elétricos chineses.

Ou seja, não tem absolutamente nada a ver com a medida patética feita aqui no Brasil. O país sequer tem indústria automobilistica. Estão protegendo as multinacionais estrangeiras delas mesmas. E as custas de prejudicar o negócio dos outros.

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Kicksilver
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01 Jan 2012, 09:46

Pelo menos eles tem alguma noção da poluição que eles emitem né...

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HateSeeker
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01 Jan 2012, 11:00

A china é o país mais :fuckthat: do mundo.
são fodas hahaaha.
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