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Robô Troll
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17 Ago 2015, 19:30

Range Rover Vogue e Sport têm recall no Brasil por falha nas portas
Do CarPlace | Publicado em Mon, 17 Aug 2015 18:13:09 +0000


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A Land Rover anuncia nesta semana no Brasil a realização de um recall envolvendo dois modelos da linha Range Rover. De acordo com a marca, os luxuosos Vogue e Sport estão sendo chamados de volta às concessionárias para reparar uma falha identificada no módulo eletrônico de controle à distância sem chave. O problema pode fazer com que as portas não fechem quando solicitado, com risco de abertura involuntária até mesmo com o veículo em movimento. São ao todo 1.915 exemplares afetados.

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Em nota, a marca esclarece que nenhum acidente ocasionado pela falha foi registrado em solo brasileiro até o momento. No reparo, será feita atualização do software ou, se necessário, troca do módulo. O serviço é gratuito e leva cerca de 2 horas. Informações adicionais estão disponíveis por meio do telefone 0800 0122733, das 8h às 20h, de segunda-feira a sexta-feira.

Chassis dos modelos envolvidos:

Range Rover Vogue ano/modelo 2013 a 2016 numeração entre SALGA2KEXDA000001 e SALGA2DF2FA223058

Range Rover Sport ano/modelo 2014 a 2016 numeração entre SALWA2PF1EA000001 e SALWA2KE8FA620148

Ver a notícia Range Rover Vogue e Sport têm recall no Brasil por falha nas portas diretamente no site CARPLACE.


Fonte: http://carplace.uol.com.br/range-rover- ... as-portas/

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Robô Troll
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18 Ago 2015, 14:30

Honda anuncia recall de 11.922 motos
Do Auto Esporte


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Honda CB650F (Foto: Divulgação)


A Honda anunciou um recall que envolve 11.922 unidades de dez modelos no Brasil. São eles: CTX 700N, CBR 600 RR, XL 700V Transalp, Shadow 750, NC 750X, NC 700X, CB 650F, CBR 650F, CB 600F Hornet e CBR 600F.  A montadora irá convocar os proprietários dos modelos a partir de 28 de agosto.

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Avaliação: CG 160 e Pop 110i



De acordo com a marca, as motos passarão por uma inspeção e, se necessário, a montadora irá substituir gratuitamente o interruptor do relé de partida.


O defeito, segundo a Honda, pode causar o desligamento súbito e irreversível do motor e, em casos extremos, incêndio, o que pode causar danos materiais e lesões graves ou mesmo fatais aos ocupantes e/ou terceiros.


Locais de atendimento e contato: confirme no site www.honda.com.br/recall/motos ou na central de atendimento pelo 0800-701-3432 (segunda a sexta-feira, das 8h às 20h - horário de Brasília) a necessidade do reparo e os endereços das concessionárias.


Lista de chassis envolvidos:


Ano/modelo: 2014 - Versão: CTX 700N ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: JH2RC68Y*EK0 Final de: 00002 até: 00161 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 12/11/2013 FINAL: 29/11/2013


Ano/modelo: 2014 - Versão: CBR 600RR STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: JH2PC409*EK7 Final de: 00004 até: 00173 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 24/10/2013 FINAL: 06/06/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: CBR 600RR ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: JH2PC409*EK7 Final de: 00174 até: 00237 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 21/05/2014 FINAL: 19/06/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: XL 700V Transalp STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RD1410ER2 - Final de: 00001 até: 00600 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 09/01/2014 FINAL: 11/11/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: XL 700V Transalp ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RD1420ER7 Final de: 00001 até: 00540 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 28/01/2014 FINAL: 22/10/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: Shadow 750 STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC5400ER0 Final de: 00001 até: 50071 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL:07/01/2014 FINAL: 26/11/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: Shadow 750 ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC5410ER5 Final de: 00001 até: 50027 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 03/02/2014 FINAL: 03/06/2014


Ano/modelo: 2015- Versão: NC 750X STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC7310FR0 Final de: 00002 até: 00391 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 15/01/2014 FINAL: 30/07/2015


Ano/modelo: 2015 - Versão: NC 750X ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC7320FR0 Final de: 00001 até: 00849 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 15/01/2014 FINAL: 15/07/2015


Ano/modelo: 2014 - Versão: NC 700X STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC6410ER0 Final de: 00603 até: 01528 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 15/01/2014 FINAL: 24/11/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: NC 700X ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC6420ER0 Final de: 00294 até: 00799 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 28/01/2014 FINAL: 28/08/2014


Ano/modelo: 2015 - Versão: CB 650F STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC7700FR0 Final de: 00001 até: 01544 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 26/05/2014 FINAL: 29/07/2015


Ano/modelo: 2015 - Versão: CB 650F ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC7710FR* Final de: 00001 até: 00935 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 26/05/2014 FINAL: 21/07/2015


Ano/modelo: 2015 - Versão: CBR 650F STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2RC7600FR* Final de: 00001 até: 00660 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 14/03/2014 FINAL: 20/07/2015


Ano/modelo: 2015 - Versão: CBR 650F ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial:9C2RC7610FR* Final de: 00001 até: 00724 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 13/03/2014 - FINAL: 15/06/2015


Ano/modelo: 2014 - Versão: CB 600F Hornet STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2PC4210ER0 Final de: 00483 até: 01731 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 11/12/2013 FINAL: 15/10/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: CB 600F Hornet ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2PC4220ER0 Final de: 00303 até: 00917 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 13/01/2014 FINAL: 26/08/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: CBR 600R STD - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2PC4230ER7 Final de: 00003 até: 00602 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 23/01/2014 FINAL: 03/04/2014


Ano/modelo: 2014 - Versão: CBR 600R ABS - CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS Inicial: 9C2PC4240ER0 Final de: 00003 até: 00407 DATA DE PRODUÇÃO INICIAL: 25/03/2014 FINAL: 08/10/2014


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... motos.html

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Léo.Daltoé
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19 Ago 2015, 13:46

Nem sabia da existência dessa CTX 700N.

Enviado do meu XT1097

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Robô Troll
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20 Ago 2015, 13:30

Volvo XC90 tem recall no Brasil por falha que afeta os airbags
Do Auto Esporte


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Novo Volvo XC90 (Foto: Divulgação)

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Conforme Autoesporte havia alertado, o Volvo XC90 mal começou a ser distribuído no Brasil e já está envolvido em um recall. A representação da marca no país confirmou que o modelo de luxo tem um defeito na coluna da terceira fileira de bancos que pode causar lesões graves em caso de acidente. Os reparos das 11 unidades que já foram entregues serão iniciados na próxima segunda-feira (24) e a Volvo pede que os proprietários desses carros não permitam que passageiros ocupem a terceira fileira de bancos até que o serviço seja feito.


Os chassis envolvidos variam de YV1LFA2CCG1007703 a YV1LFA2CCG1007714, mas a Volvo ainda não confirmou quantos carros são afetados. Todas as unidades foram fabricadas entre 18 e 26 de maio deste ano.

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Novo Volvo XC90 (Foto: Divulgação)


A marca detectou que os carros apresentam um erro no projeto da coluna D, que fica próxima à terceira fileira de bancos. Assim, em caso de acidente, as bolsas de airbag que protegem esses passageiros não inflarão completamente, permitindo que as pessoas se choquem contra a lateral interna do carro, sem qualquer amortecimento. Nesses casos, há risco de "danos físicos, incluindo lesões graves ou até mesmo fatais"


As falhas em airbags são consideradas das mais graves, segundo especialistas entrevistados por Autoesporte. Isso porque, em caso de acidentes, os passageiros ficam vulneráveis a fraturas múltiplas e lesões graves de cabeça, face, pescoço, tórax e abdômen.


Para corrigir o defeito, a Volvo irá remover os painéis de acabamento interno da coluna D para ajustar o ponto de fixação dessa peça na carroceria. Além disso, será parafusada uma pequena alça plástica no local para garantir que a fixação da peça esteja correta. Assim, em caso de acidente, o painel irá se deslocar da maneira prevista, permitindo o funcionamento completo do airbag.


Os proprietários do XC90 e aqueles que ainda receberão o veículo podem entrar em contato com a empresa pelo telefone 0800 707 7590 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h), ou pelo email sac.volvocars@volvocars.com. O reparo dura 60 minutos.

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Recalls da Volvo no Brasil


Este é o primeiro recall da Volvo em 2015, mas no ano passado a marca convocou outro chamado. Daquela vez, 265 carros dos modelos V40 e V40 CrossCountry foram afetados por uma falha nos sistemas elétrico e eletrônico. Segundo números oficiais do Procon, até agora 228 desses carros foram reparados, o que representa 86% do total. Ou seja, ainda existem 37 unidades dos Volvo V40 e V40 CrossCountry circulando pelas ruas brasileiras com defeitos. Vale lembrar que o Código de Defesa do Consumidor garante que todos os consumidores possam levar seus carros para o reparo gratuito a qualquer momento, mesmo que o recall tenha sido convocado há bastante tempo.


Em 2013, a marca chamou outras 120 unidades dos modelos S60 e XC60, mas só consertou 74 unidades (61%), segundo o órgão de defesa do consumidor. Em 2012, outras 1.883 unidades dos mesmos modelos foram chamadas por falha nos sistemas elétrico e eletrônico e 1.848 unidades (98%) foram reparadas.


Conforme Autoesporte antecipou, 2015 bateu o recorde de quantidade de carros convocados no Brasil. O recorde foi batido em julho, cinco meses antes do momento em que o recorde anterior foi batido em 2014. Com mais este recall, 1.802.031 carros já apresentaram defeito de fabricação somente neste ano.

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Gráfico "Recorde de recalls" de 2008 a 2015 (Foto: Autoesporte)


Direitos do consumidor


O Procon-SP orienta a todos os consumidores envolvidos em campanhas de chamamento a exigirem o comprovante de que o serviço de reparo tenha sido realizado. O documento deve ser conservado e repassado adiante em caso de venda. O direito ao reparo gratuito também é garantido aos proprietários de veículos que foram comercializados mais de uma vez.


Os veículos que não atenderem ao recall e forem reparados em até 12 meses trarão a informação do não atendimento no campo "observações" do próximo Certificado de Registro e Licenciamento (CRLV), conforme determinado pela Portaria Conjunta nº 69 de 15/12/2010, da Secretaria de Direito Econômico e do Diretor do Departamento Nacional de Trânsito.

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Escala de gravidade de recalls (Foto: Autoesporte)


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... rbags.html

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Robô Troll
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26 Ago 2015, 15:30

Recall: 6 em cada 10 carros convocados no Brasil não foram consertados
Do Auto Esporte


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Você sabe se o seu carro tem um defeito de fábrica? E o do seu vizinho, tem? E o carro de um desconhecido que passa por você em um movimentado cruzamento tem um grave defeito? As chances de que todos nós, brasileiros, estejamos expostos a carros com falhas de fabricação no nosso cotidiano é grande. Por outro lado, esse problema é fácil de ser resolvido e, melhor ainda, é grátis.



De 2002 até o começo de agosto de 2015, as montadoras que vendem carros no Brasil já detectaram falhas de fabricação em mais de 8 milhões de carros. Mais precisamente: 8.915.100, segundo dados do Procon do Estado de São Paulo (até 10/08/2015). Só entre janeiro e as primeiras semanas de agosto deste ano, 1.794.221 destes carros foram diagnosticados com esse tipo de problema. Assim, 2015 conquistou o desagradável título de ano em que mais carros foram convocados para recall, conforme Autoesporte adiantou em julho.

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Sempre que uma montadora percebe que seus carros foram fabricados com uma falha que pode colocar a vida da população em risco, é obrigada a convocar um recall. Ou seja: deve comunicar a todos os proprietários que fará uma ampla campanha de reparo da peça com problema. O chamado deve ser nacional, feito nos principais meios de comunicação e não tem data de validade. Isso quer dizer que mesmo que seu carro tenha sido convocado há anos, você ainda deve ir a uma oficina e exigir o reparo. E em hipótese alguma esse serviço pode ser cobrado. “O ideal é que não exista o recall, que não se coloque no mercado de consumo produtos com defeito, que possam causar riscos à segurança e saúde do consumidor. Mas, uma vez isso acontecendo, a norma exige que seja feito o recall”, explica Andréa Arantes, assessora executiva do Procon-SP.



Essa prática está prevista no Código de Defesa do Consumidor desde os anos 1990, mas só a sua existência não faz com que todos os carros deixem de representar um perigo iminente. É preciso fazer mais. Desde 2002, 3.566.638 carros atenderam ao chamado de recall e foram reparados. O número parece alto, mas significa que outros 5.343.850 veículos ainda podem estar em qualquer rua brasileira prestes a apresentar uma falha. Ou seja: 10% da frota nacional de carros tem que ser consertada. (Confira o infográfico ao fim deste texto)


“Isso mostra que temos rodando por aí veículos que colocam em risco a vida, a integridade e a segurança do consumidor”, diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Já para a representante do Procon, isso mostra que as campanhas de recall no Brasil precisam ser melhor trabalhadas. “Sempre pode ser mais efetivo. O que a gente vê é que o recall é feito nos moldes determinados legalmente, mas muitas vezes não alcança os consumidores”, explica Andréa.

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Recorde adiantado: Brasil bateu recorde de carros chamados para recall em 2015, mas índice de atendimentos tem caído. Números até 10/08/2015 (Foto: Autoesporte)


A média de carros reparados desde 2002 gira em torno de 60% a cada ano, mas 2004, 2011, 2013 e 2014 registram médias entre 24% e 46% de atendimento. Ou seja, apenas 3 em cada 10 carros convocados nesses anos já não representa mais risco. Para Mariana Tornero, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), esse índice “é baixo porque se é um defeito que pode causar algum dano à saúde e à segurança da pessoa, tinha que ser perto dos 100% [de reparo]”. E isso acontece apesar de a lei exigir que as montadoras divulguem os recalls em campanhas de TV, rádio, jornais e na internet.


A comunicação individualizada é fundamental e muitas vezes não é feita."

Andréa Arantes, assessora executiva do Procon-SP



Assim como as especialistas consultadas são unânimes sobre a gravidade que o baixo índice de atendimento aos recalls representa, todas concordam que os órgãos de defesa do consumidor e as montadoras precisam melhorar as formas de contato com a população. “A comunicação no Brasil é feita de maneira a esclarecer que o consumidor faça o reparo, mas os riscos de não realizar não são colocados de maneira transparente. Eles sempre usam eufemismos, tentando não chocar tanto. Eu acho que nesse formato talvez o consumidor não entenda a urgência de fazer aquela reparação”, explica Mariana. Visão semelhante é compartilhada por Maria Inês, da Proteste.



Entrar em contato diretamente com cada consumidor afetado seria uma alternativa. “A comunicação individualizada é fundamental e muitas vezes não é feita. Não há exigência legal, mas ela é importantíssima. Nós percebemos baixos índices de atendimento pelo fato de o consumidor ou não ter tido conhecimento ou não dar a importância que deveria ser dada”, diz a representante do Procon. A comunicação individual e mais efetiva poderia ser feita por mensagens de texto, email ou ligações telefônicas, por exemplo.

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Bom exemplo: Suzuki já consertou cerca de 80% dos Jimny convocados para recall em 2014 (Foto: Autoesporte)


Contato direto


Entramos em contato com todas as montadoras que convocaram recall no Brasil em 2015 para saber quais são as práticas adotadas para tornar a comunicação do chamado mais efetiva. Das 27 empresas, somente duas afirmaram fazer contato por telefone como padrão: Ferrari e Suzuki. É fácil entender porque a empresa que importa os esportivos italianos adota essa medida: em 2015, vendeu sete carros no Brasil e convocou para recall somente um (que já está em processo de reparo). Já a Suzuki, vendeu 1.561 carros até junho e convocou outros 255.

 


Das 27 montadoras, somente duas costumam ligar para todos os consumidores em caso de recall



É verdade que essas empresas lidam com um universo pequeno de carros, se comparado com marcas maiores. Mas, alguns casos são emblemáticos e podem servir de bons exemplos. Em 2010, a Suzuki convocou 154 unidades do modelo SX4 e, até agora, reparou 151 deles. “Quando chega o momento em que tem uma estagnação da curva de recall, a gente faz um intensivo com a rede de concessionários e também tentamos contatar os clientes que ainda não fizeram o recall. Faz parte do nosso ‘enxoval básico’ de recall”, explica Alexandre Zuccato, gerente de pós-venda da Suzuki. No ano passado, a empresa convocou outras 2.833 unidades do jipinho Jimny e até agora cerca de 80% dos carros foram reparados.



Dados do Procon mostram que empresas de maior porte também convocaram chamados de volumes parecidos, mas consertaram percentuais muito menores: a Chevrolet chamou 2.701 unidades do Omega, mas números oficiais mostram que nenhum carro foi reparado; já a BMW convocou 2.060 unidades de 11 modelos, também sem índice de reparo até o momento.



O órgão atualiza sua base de dados a partir de informações das próprias montadoras. Por isso, entramos em contato com todas as marcas que convocaram recall neste ano, mas poucas demonstraram ter acompanhamento constante da quantidade de carros reparados. A Chevrolet não respondeu aos nossos questionamentos, enquanto a BMW explicou que não teria a quantidade atualizada de carros efetivamente reparados neste ano no prazo de uma semana dado pela reportagem. “Eles tem esses dados, mas eles não querem tornar público. São eles que sabem a quantidade de veículos que colocaram no mercado”, comenta Maria Inês. As outras sete empresas que nos responderam explicaram que atuam seguindo apenas as exigências legais e, em poucos casos, enviando correspondências. Outras 16 montadoras nem responderam aos questionamentos da reportagem. (Confira a íntegra da resposta da BMW ao final do texto)

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De 01/01/2015 a 10/08/2015 (Foto: Autoesporte)


Responsabilidade



Apesar de o Código de Defesa do Consumidor (CDC) não exigir expressamente que as montadoras entrem em contato individualmente com seus clientes, essa medida pode ser exigida caso os recalls não sejam considerados efetivos. “A comunicação individual é mais uma ferramenta importante que as empresas deveriam fazer uso, independente de haver ou não exigência legal. O próprio CDC, ao falar que é um principio da relação de consumo o consumidor ter a informação, ser educado, já deixa isso implícito. Então, é uma questão de postura das empresas quanto ao atendimento ao CDC“, explica Andréa. A representante do Idec tem opinião semelhante: “[a lei] não exige que seja uma convocação direcionada, mas se [a empresa] tem consciência de quem são os consumidores, pode buscar uma comunicação mais direcionada para atingir mais consumidores”, diz Mariana.



Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), engrossa o coro das especialistas que acreditam na necessidade de uma comunicação mais efetiva, e explica que as empresas têm dificuldades em localizar donos de carros usados. “O recall pode ser mais efetivo se nós conseguirmos aqui no Brasil um banco de dados que consolide as informações dos atuais proprietários dos veículos. Hoje, a grande dificuldade para se buscar uma maior eficiência e eficácia no recall é justamente porque nós, montadoras, só sabemos o nome do primeiro comprador”, diz.



A proposta é boa, mas pode demorar a sair do papel. Em 2010, o Denatran publicou portaria prevendo a criação de uma base de dados semelhante. A intenção era a de que as montadoras informassem quais veículos atenderam aos recalls. Com essa informação no Renavam dos carros, seria possível identificar veículos que ainda têm defeitos na hora da revenda, por exemplo. A medida entraria em vigor no início de 2011, mas quatro anos se passaram e a ferramenta ainda não está em funcionamento. O banco de dados seria importante não só para que os órgãos de defesa do consumidor tivessem acesso a mais dados, mas para que o consumidor pudesse ser mais cobrado a levar o carro à oficina. Afinal, quando um veículo não reparado é vendido, o perigo silencioso é empurrado para as mãos de outra pessoa.


Mais de 900 mil carros foram convocados no Brasil em 2015 por falhas no airbag



Consumidores que se sentirem desamparados devem exigir seus direitos nas lojas e, em último caso, acionar os órgãos de defesa do consumidor. A servidora pública Erika Catão levou seu New Fiesta 2012 para uma oficina autorizada da Ford de Recife quando percebeu que as portas de seu carro não estavam fechando direito. Ela conta que gastou “entre R$ 400 e R$ 500” com o reparo, mas descobriu algumas semanas depois que a falha motivou o recall de mais de 215 mil carros da marca. Agora, Erika garante que vai exigir o reembolso do valor e considera entrar na Justiça para ser ressarcida. O consumidor nunca deve arcar com esses gastos, mas se for aberto um recall por conta da mesma falha depois que o serviço foi executado, a montadora é obrigada a devolver o dinheiro integralmente. “É importante que o consumidor saiba que ele não pode sofrer nenhum tipo de prejuízo em razão de um problema que foi gerado pela própria montadora. O que ele gastou deve ser ressarcido”, garante Andréa, do Procon.


Com leis sendo aprimoradas e novas ferramentas sendo criadas ou não, os recalls de carros no Brasil podem ser mais efetivos. Para isso, porém, todos - sociedade, empresas e órgãos de defesa do consumidor - devem se unir com o objetivo de tirar os riscos que carros defeituosos representam nas ruas do país. “A consciência dos fornecedores foi ampliando no sentido de realização do recall ao longo do tempo. Talvez os consumidores não tenham ainda a noção da importância de cumprir com o chamamento. Então, eu acho que os dois lados têm culpa: um que achou que iria manchar a própria imagem e outro que achou que não era necessário”, afirma Mariana, do Idec. “Tem que haver uma fiscalização rigorosa. Todos tem que conversar, é uma cadeia de responsabilidade. E todos saem perdendo”, finaliza Maria Inês. (Colaboraram Alexandre Izo e Renato Bonfim)


Íntegra da resposta da BMW


"O BMW Group Brasil trata como prioridade a identificação de qualquer problema que possa comprometer a segurança dos motoristas e ocupantes dos veículos e atua com agilidade para a sua resolução, o que envolve a comunicação ampla e efetiva com o cliente, respeitando as exigências legais. Esta é uma preocupação da empresa em nível mundial e tem como objetivo garantir que a frota circulante das marcas BMW, MINI e BMW Motorrad sempre oferecerão o máximo de segurança e qualidade."

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Recall x frota: quantidade de carros convocados em 2015 supera as frotas de Norte, Nordeste e Mato Grosso do Sul, somadas (Foto: Autoesporte)

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Os riscos à saúde: entenda como cada tipo de defeito pode afetar sua saúde e a segurança do seu carro (Foto: Autoesporte)


 


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... tados.html

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Kicksilver
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27 Ago 2015, 01:18

Eu levei o Fiesta pro recall do freio. :haters:

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Robô Troll
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27 Ago 2015, 11:30

Guia de recall: tudo o que você precisa saber antes de consertar seu carro
Do Auto Esporte


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Campanha Atenda ao recall (Foto: Autoesporte)


Apesar do nome complicado, o recall nada mais é do a convocação para reparo de carros têm algum defeito de fabricação que possa gerar um risco à saúde ou segurança. Como o Brasil tem batido recorde atrás de recorde na quantidade de carros convocados, preparamos um guia com as principais dúvidas sobre o assunto. Assim, você se informa sobre os seus direitos para garantir que seu carro (ou de um parente, amigo, vizinho...) seja consertado e deixe de representar um risco nas ruas brasileiras. Afinal, mais de 5 milhões de carros ainda podem estar circulando pelas ruas do país com algum defeito de fabricação.


Depois de ler nossas dicas, verifique se seu carro foi convocado em algum recall recente nas notícias que publicamos (http://glo.bo/1EX46v6). Você também pode fazer uma pesquisa no site do Denatran (acesse http://bit.ly/1CATar9, clique em Consulta Recall, digite o número do chassi do seu carro e o código de verificação) ou pesquisar na base de dados do Minisério da Justiça (http://bit.ly/1gxTwop).

Especial Recalls


Quando um problema é considerado caso de recall?


As montadoras devem convocar um recall sempre que perceberem uma falha no processo de produção que implique em algum defeito nos carros que foram vendidos. Esses defeitos devem representar algum risco à saúde ou segurança do motorista, passageiros, pedestres ou passageiros de outros carros. O conserto de outros defeitos, que não representem tais riscos, também podem ser de responsabilidade das montadoras, mas não obrigam que essas empresas façam um comunicado de recall.



Como as montadoras devem agir em caso de recall?


Elas são obrigadas a informar o problema aos consumidores e às autoridades. Órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e o Ministério da Justiça devem ser comunicados o quanto antes. Em seguida, elas são obrigadas a publicar as informações sobre o recall em publicações de grande circulação, como TVs, rádios e jornais. Além disso, o comunicado deve sempre ficar acessível nos sites das empresas



O conserto do recall é sempre gratuito?


Sempre. Como a empresa está reconhecendo que cometeu um grave erro que nem deveria ter ido para o mercado, o consumidor não pode ter custo com o reparo.



O recall do meu carro foi convocado há meses, ainda posso fazer o reparo?


Pode porque o recall não tem prazo de validade. Se o chamado foi feito e você não viu ou não pôde levar seu veículo na época, entre em contato com a montadora o quanto antes. Ela será obrigada a fazer o reparo sem custo.



Mesmo se eu não tiver em dia com as revisões na autorizada, tenho direito a fazer o recall de graça?


Sim. As montadoras não podem fazer esse tipo de exigência para realizar o reparo do recall.



Eu perco a garantia do carro se não fizer o recall?


Não perde, pois assim quem estaria sendo punido é você. O consumidor não pode ter nenhuma implicação negativa por conta de não levar o carro para o recall. Afinal, a culpa foi da montadora e não dele. Mas, é importante lembrar que mesmo que seu carro tenha as manutenções em dia, sua segurança não estará em dia se o recall não for feito.


Meu carro tem um defeito, mas não sei se é caso de recall. O que devo fazer?


Você pode consultar no site do Ministério da Justiça ou no do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) se o veículo foi alvo de recall. Também é importante entrar em contato com a montadora e informar o problema o quanto antes.


Meu carro tem um defeito e acho que é caso de recall. O que devo fazer?


Primeiramente é preciso alertar a montadora sobre o problema do seu veículo. Em seguida, você pode fazer uma denúncia em órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. Essas instituições se baseiam em relatos dos próprios consumidores para investigar possíveis falhas dos produtos. Eles também podem ser responsáveis por exigir que o recall seja feito.


As montadoras são penalizadas por fazer recall?


Elas podem ser. O Código de Defesa do Consumidor prevê que as empresas sejam punidas com multas de até R$ 3 milhões por irregularidades nos recalls. No entanto, em poucos casos essas multas são aplicadas no Brasil. Um caso emblemático é o da Fiat, querecebeu a multa máxima por conta de um defeito nas rodas do hatch Stilo. Em casos mais graves, a empresa pode ser obrigada a suspender a produção do carro defeituoso.


E se não fizer e acontecer um acidente, de quem é a culpa?


A montadora poderá ser responsabilizada, pois ela não deveria ter colocado o veículo com defeito no mercado. Mas, se a publicidade dada ao recall pelo fabricante foi ampla e ostensiva, o proprietário também poderá ser responsabilizado.


Se eu fizer o reparo em uma oficina não autorizada e mesmo assim a falha persistir e ocorrer um acidente, a responsabilidade continua sendo da marca?


Se a montadora autorizou por escrito o consumidor a fazer o reparo naquela oficina, ela ainda é responsável. Caso contrário, a marca pode alegar que a responsabilidade é de quem fez o reparo. Os consertos devem ser sempre feitos em oficinas autorizadas pelas marcas.


O que eu devo fazer se a marca não tiver a peça em estoque?


Procure os órgãos de defesa do consumidor e informe o problema. Os especialistas explicam que o consumidor não pode enfrentar dificuldades para efetuar o reparo. Isso também vale para a demora na conclusão dos serviços.


Se a montadora não tiver a peça em estoque, posso fazer em uma oficina não autorizada?


Não. O reparo só deve ser feito em oficinas autorizadas da montadora.


E se eu mandar uma oficina de confiança consertar um problema e a montadora convocar um recall depois? Posso exigir o reembolso?


Nesse caso, você deve exigir o reembolso. Mas, isso só se aplica para casos em que o recall ainda não havia sido convocado. Afinal, trata-se de uma demora da montadora em reconhecer o erro. Se o recall tiver sido convocado, faça o reparo em uma oficina autorizada.


Como eu posso descobrir se o carro usado que vou comprar foi convocado e atendeu a algum recall ?


É possível saber se o veículo esteve envolvido em algum recall no site do Ministério da Justiça ou no do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Além disso, todas as empresas devem deixar informações sobre todos os recalls em seus proprio sites. Essas páginas podem ser boas fontes de informação para você. Sempre que o reparo é feito, a montadora entrega um comprovante ao proprietário. Então, você deve exigir esse comprovante antes de fechar o negócio.


Tenho direito a carro reserva se o meu tiver que ficar por muito tempo na oficina para fazer o reparo?


As montadoras devem oferecer alternativas sempre que o carro tiver que ficar por muito tempo parado. Mesmo que ela não te forneça um carro reserva, ela deve oferecer uma alternativa, como corridas de taxi, por exemplo.

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Recall x frota: quantidade de carros convocados em 2015 supera as frotas de Norte, Nordeste e Mato Grosso do Sul, somadas (Foto: Autoesporte)


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... carro.html

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28 Ago 2015, 09:30

Latin NCAP anuncia regras mais rígidas para 2016; cinco estrelas só com ESP
Do CarPlace | Publicado em Thu, 27 Aug 2015 22:10:33 +0000


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O LatinNCAP anunciou nesta quinta-feira (27) que a partir de janeiro de 2016 entram em vigor as novas regras para os crash tests. Responsável pela segurança dos carros vendidos na América Latina, o instituto também informou que para obter a classificação máxima de cinco de estrelas serão obrigatórios controle de estabilidade e aprovação em três tipos de crash tests.

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Além disso, o órgão também anunciou que haverá premiações especiais para automóveis que incorporem novas tecnologias destinadas e melhorar a segurança dos ocupantes. Chamados de “prêmios de tecnologia avançada”, eles serão entregues a veículos que tenham sistemas como o de frenagem de emergência, por exemplo. Proteção para pedestres e dispositivos e prometem reduzir as lesões em caso de atropelamento também serão premiados.

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Com as normas mais rígidas, para obter cinco estrelas a partir do ano que vem será obrigatório estar equipado com controle de estabilidade – item que será obrigatório na Argentina a partir de 2018 – e ser aprovado nos três testes de impacto: frontal, lateral e contra um poste.

Ver a notícia Latin NCAP anuncia regras mais rígidas para 2016; cinco estrelas só com ESP diretamente no site CARPLACE.


Fonte: http://carplace.uol.com.br/latinncap-an ... o-com-esp/

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28 Ago 2015, 09:38

Corolla nunca terá 5* :lol:

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28 Ago 2015, 17:30

Recall: “Punições mais severas fariam as empresas terem mais cuidado”
Do Auto Esporte


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O precesso de recall evoluiu muito no Brasil nas últimas duas décadas, mas ainda pode ser aprimorado. E aumentar o rigor das punições às montadoras que não cumprem com o dever de reparar seus carros defeituosos pode ser o próximo passo para melhorar a eficácia das campanhas. Essa é a opinião de Vidal Serrano Nunes, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo. Já Adriana Cerqueira, Promotora de Justiça do MP-SP, acredita que a comunicação dos recalls no Brasil precisa ser aprimorada.

Especial recalls


Reportagem publicada por Autoesporte mostrou quedesde 2002 quase 9 milhões de carros já foram convocados para recalls no Brasil para reparar defeitos de fabricação que geram risco à saúde e segurança da população. Mas, até agora, somente 3,5 milhões de carros foram efetivamente reparados. Ou seja, ainda há mais de 5,3 milhões de veículos com defeitos circulando pelas ruas de todo o país. Esse número equivale a mais do que as frotas dos estados do Centro-Oeste e do município do Rio de Janeiro, somadas. (Confira o infográfico ao fim deste texto)

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De 01/01/2015 a 10/08/2015 (Foto: Autoesporte)


Para Vidal, o fato de que a quantidade de carros convocados no Brasil aumentou nos últimos anos não é necessariamente um problema. Ele acredita que esses dados mostram maior preocupação das empresas em detectar e comunicar uma falha aos consumidores. Mas a maneira como elas agem depois da comunicação do recall deve melhorar. Além disso, a Justiça deveria punir mais rigorosamente as montadoras que descumprem suas obrigações. “O recall por si não isenta a empresa de outras consequências na relação com o consumidor. Não existe uma fórmula pré-estabelecida [para o chamado do recall], mas os meios escolhidos devem estar aptos aos objetivos estabelecidos”, explica. Ou seja, se a falha atinge um número muito grande de consumidores, a montadora deve comunicar o defeito em mais meios de comunicação ou de maneira mais ampla. “Se você quer atingir um milhão de pessoas não dá para você fazer só uma nota na internet”, pondera.



Para ele, o aviso sobre as falhas também deveria ser proporcional ao risco que elas geram. Assim, problemas que podem gerar acidentes mais graves devem motivar um empenho maior das montadoras em garantir que todos os consumidores sejam devidamente alertados. “Se não acontecer, isso pode ser objeto de questionamento e de investigações. Se tem alguma falha que possa causar uma explosão do veículo, é obrigação da empresa fazer uma perseguição mais específica e ir atrás de quem não atendeu [ao recall]", diz Vidal.



Os recalls convocados no Brasil em 2015 foram motivados por defeitos em dez sistemas diferentes dos carros. Desses sistemas, cinco afetam mais de 50% dos carros convocados neste ano e podem causar lesões consideradas de extrema gravidade por especialistas em medicina do tráfego (Confira os infográficos ao lado e ao fim deste texto). Atualmente, recalls desse tipo são comunicados seguindo as mesmas regras que outros de menor potencial de lesão à população.



Dano moral



Além dessas mudanças na postura das montadoras, o Procurador acredita que a Justiça deveria punir com mais rigor as empresas que não comunicam como deveriam. “Um dos problemas que a gente pode identificar como falta de eficiência é que as indenizações aqui ainda são pequenas. O dano moral fixado em patamares mais adequados seria o passo que iria mexer com esse mercado. É fundamental que isso aconteça”, explica. O especialista em direito do consumidor garante que as empresas refletirão mais sobre os problemas de seus processos produtivos se souberem que podem ser condenadas a pagar indenizações por danos morais e materiais mais caras. “Deveria ser uma condenação grave para a empresa de tal modo que ela iria no dia seguinte sair caçando os outros clientes para corrigir”, explica.



As condenações seriam aplicadas caso um acidente fosse causado por um defeito que motivou um recall. Isso porque a montadora continua sendo responsabilizada por eventuais acidentes, mesmo que já tenha convocado o recall. “Essa indenização não vai levar em conta só o infortúnio do acidente, como vai considerar a falta de zelo da empresa com as medidas adequadas. Depois que você tiver condenações assim, esse mercado sofre um chacoalhão”, garante.

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Recorde adiantado: Brasil bateu recorde de carros chamados para recall em 2015, mas índice de atendimentos tem caído (Foto: Autoesporte)






Falhas de comunicação



Além de maior empenho das montadoras para convocar os consumidores para os reparos gratuitos, a forma como esses problemas são relatados pode ser melhorada. Essa é a opinião dos especialistas consultados por Autoesporte em reportagem publicada nesta semana e também a da Promotora de Justiça Adriana Cerqueira, do Ministério Público de São Paulo. “Cabe à gente analisar se o dever de informar o recall está sendo atendido de uma forma eficiente para o consumidor”, diz.



A especialista critica o fato de que atualmente as empresas comunicam quais são os chassis que podem ter o defeito. Assim, a responsabilidade de descobrir quais carros estão envolvidos no chamado recai no consumidor. Outro fator que deve ser revisto é a comunicação do recall diretamente ao proprietário, por ligação telefônica, por exemplo, mesmo que ele tenha comprado o veículo seminovo e não seja o primeiro dono. “As montadoras alegam que o carro já foi vendido para outras pessoas e elas não têm o contato do proprietário atual. Mas, a gente tem que ver um empenho da empresa em localizar o proprietário”, garante a Promotora.



Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), acredita que um novo banco de dados dos carros usados poderia resolver esse problema: “O recall pode ser mais efetivo se nós conseguirmos aqui no Brasil um banco de dados que consolide as informações dos atuais proprietários dos veículos. Hoje, a grande dificuldade para se buscar uma maior eficiência e eficácia no recall é justamente porque nós, montadoras, só sabemos o nome do primeiro comprador”, diz. Mas, um sistema semelhante foi proposto pelo Denatran em 2010 e até agora não saiu do papel.

 

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Suzuki já consertou 80% dos Jimny convocados


Autoesporte apurou que das 27 montadoras que convocaram recall recentemente no país, apenas duas costumam entrar em contato com os consumidores por telefone: Suzuki e Ferrari. O resultado é que ambas alcançam índices de reparo dos carros muito superiores à média do mercado. Por outro lado, recalls convocados em 2014 por empresas maiores, como Chevrolet e BMW, constam no sistema do Procon como se nenhum carro tivesse sido reparado. “Recall de 0% de atendimento não é um recall”, critica a Promotora.



Como esses dados não são atualizados com periodicidade, entramos em contato com ambas as empresas. A Chevrolet não respondeu aos questionamentos da reportagem e a BMW explicou que não teria a quantidade atualizada de carros efetivamente reparados neste ano no prazo de uma semana dado pela reportagem. “Eles tem esses dados, mas eles não querem tornar público. São eles que sabem a quantidade de veículos que colocaram no mercado”, diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.



Íntegra da resposta da BMW


"O BMW Group Brasil trata como prioridade a identificação de qualquer problema que possa comprometer a segurança dos motoristas e ocupantes dos veículos e atua com agilidade para a sua resolução, o que envolve a comunicação ampla e efetiva com o cliente, respeitando as exigências legais. Esta é uma preocupação da empresa em nível mundial e tem como objetivo garantir que a frota circulante das marcas BMW, MINI e BMW Motorrad sempre oferecerão o máximo de segurança e qualidade."

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Os riscos à saúde: entenda como cada tipo de defeito pode afetar sua saúde e a segurança do seu carro (Foto: Autoesporte)

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Recall x frota: quantidade de carros convocados em 2015 supera as frotas de Norte, Nordeste e Mato Grosso do Sul, somadas (Foto: Autoesporte)


 


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... idado.html

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Kicksilver
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31 Ago 2015, 01:28

Acho burrice dar nota por ítens de segurança passiva.

Tinha que ser uma classificação a parte. O que vale são os números do teste em sí.

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Ramiel
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31 Ago 2015, 08:20

Eu acho justo :keep:

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31 Ago 2015, 13:58

É.

Aí tu porra de frente, com seu carro 11/16 e ESP contra um 16/16 sem ESP.

Vai significar muita coisa pra vc essa estrela extra.

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Ramiel
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31 Ago 2015, 14:14

Se tá no range q o NCAP estipulou então tá garantido :keep:

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LPRF
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31 Ago 2015, 14:29

Pois é, não atoa focus mk2 >>> fieston mx
Ai bota o nacional e o peso do focus e tá feito o estrago


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Ramiel
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31 Ago 2015, 14:36

Bravo então :ogy:

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01 Set 2015, 15:44

Latin Ncap. :ogy:

E já vejo que nesse overlap de 40% vai ter muito carro bombando.

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Kicksilver
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01 Set 2015, 17:49

Fieston Titanium 4*
Up 5*

Só que um tem ESP, o outro não

:notbad:

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LPRF
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01 Set 2015, 18:15

Ramiel escreveu:Bravo então :ogy:
Achei que gostava de fail


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Ramiel
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01 Set 2015, 19:00

Kicksilver escreveu:Fieston Titanium 4*
Up 5*

Só que um tem ESP, o outro não

:notbad:
Ecosport brasileira tem 5* :keep:

E o problema do Up não é só o ESP :hateogwbaby:

-- Adicionado em 01 Set 2015 18:00 --
LPRF escreveu:
Ramiel escreveu:Bravo então :ogy:
Achei que gostava de fail


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Justamente. E pesadão ainda :ogy:

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Robô Troll
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04 Set 2015, 17:30

Nova Mitsubishi L200 ganha 4 estrelas em teste de segurança na Europa
Do Auto Esporte


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Mitsubishi L200 (Foto: Divulgação)


A nova Mitsubishi L200 recebeu quatro estrelas no teste da Euro NCAP, instituição que avalia a segurança dos veículos fabricados na Europa. A picape quatro portas cabine dupla passou por diversas simulações de batidas laterais e frontais, mas não atingiu a nota máxima. Segundo a organização, a picape só não recebeu cinco estrelas por não ser equipada com um sistema de freios de emergência autônomo. A nova L200 deverá ser produzida no Brasil no ano que vem.

saiba mais

Além de uma nota geral, a instituição avalia a segurança de passageiros adultos, crianças e até de pedestres, além do pacote de segurança do carro, que inclui itens como cinto de segurança e controle de tração e estabilidade. A picape da Mitsubishi recebeu 81% de aprovação no teste para adultos, 84% para crianças, 76% para pedestres e 64% para o sistema de segurança. “No teste de batida frontal, não havia grande deformação da carroceria. A picape foi penalizada porque a proteção dos joelhos, do fêmur e da pelve foi considerada marginal”.


Assista ao vídeo e veja como foi realizado o teste:




Outros carros também foram avaliados pela Euro NCAP. São eles: Volvo XC90, Audi Q7, Renault Kadjar, Ford Galaxy, Ford S-MAX, Volkswagen Touran, Toyota Avensis e o Mazda CX-3. Dos oito modelos, sete receberam nota máxima, ou seja, cinco estrelas. Apenas a L200 e CX-3 receberam uma estrela a menos. Os modelos que se sairam melhor foram o Volvo XC90, que chegou em agosto no Brasil, e o Audi Q7, que chega por aqui em outubro.


O XC90 recebeu 97% de aprovação no teste para adultos, 87% para crianças, 72% para pedestres e 100% para o sistema de segurança. Já o Q7, recebeu 94% de aprovação no teste para adultos, 88% para crianças, 70% para pedestres e 76% para o sistema de segurança.


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... uropa.html

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Robô Troll
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08 Set 2015, 09:30

Consumidores acham que recalls não são bem divulgados no Brasil, diz pesquisa
Do Auto Esporte


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A grande maioria dos consumidores entrevistados por Autoesporte em uma pesquisa online criticam a maneira como a comunicação dos recalls é feita no Brasil. O levantamento foi feito pelo site Reclame Aqui, parceiro de Autoesporte, com pessoas que registraram reclamações contra montadoras naquele portal entre 2014 e julho de 2015. Essa crítica é semelhante à de especialistas entrevistados pela reportagem. Para eles, as montadoras deveriam melhorar a maneira como avisam aos clientes quando descobrem uma falha de fabricação em seus carros.


Segundo o levantamento, 75,4% dos consumidores entrevistados consideram que os recalls de carros no Brasil não são bem divulgados. Para eles, faltam anúncios na mídia e contato direto por parte das montadoras. Os outros 24,6% dos entrevistados acham que a comunicação feita por canais como televisão, rádio, jornais e notícias de internet é suficiente.

Especial Recalls


Entre essas mídias, a televisão é responsável pelo maior alcance dos comunicados de recall: 30% afirmaram ter visto um comunicado desse tipo pela TV, enquanto 26,2% souberam por notícias da internet. O boca a boca foi mais efetivo do que outras mídias, já que 7,3% souberam dos recalls por avisos de conhecidos, enquanto 6,3% viram em notas de jornais e 1,7% nas programações de rádio.


A pesquisa ouviu 1.596 consumidores, entre 18 e mais de 65 anos de idade, em todo o país. Todos os entrevistados fazem parte do banco de dados do site Reclame Aqui, onde registraram reclamações contra montadoras entre 2014 e julho de 2015.


Importância do recall


A importância de que os avisos de recall cheguem a mais consumidores fica mais clara quando 91,1% dos entrevistados dizem ficar preocupados quando sabem de recall. Para eles, o reparo deve ser feito com urgência. Outros 5,5% dizem se preocupar com os recalls, mas não acreditam que o conserto deve ser feito com rapidez. Para 2,7%, os chamados não geram preocupação. Esse sentimento de urgência motiva os consumidores a alertar conhecidos sobre os recalls: 89,2% dizem espalhar essa informação.


Apesar de terem consciência do risco que um recall representa, nem todos os consumidores têm interesse espontâneo em saber se o próprio carro tem um defeito de fábrica. Segundo a pesquisa, 83,6% dos entrevistados se preocupam em saber se o carro está listado em uma convocação, enquanto 16,3% dizem não se preocupar.

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Atendimento na oficina


Os consumidores que tiveram um carro convocado para reparo gratuito foram, no geral, bem atendidos pelos funcionários das concessionárias (50,5% dos entrevistados), enquanto 32,3% dizem terem sido bem atendidos em algumas ocasiões. Para 17,2% o atendimento não foi satisfatório.


Mas, muitos relatam ter enfrentado dificuldades para conseguir, finalmente, eliminar o risco que o defeito em questão representava. Para 35,9%, o recall não pôde ser concluído porque a oficina autorizada pelas montadoras não tinham a peça em estoque. Outros 16,7% tiveram dificuldades na etapa anterior, para agendar o recall, enquanto 15% não poderiam deixar o veículo na oficina pelo tempo que era exigido.


Apesar da falta de peças, o recall deve sempre ser feito em uma oficina autorizada da marca, conforme Autoesporte explicou no Guia de Recall. Já quem tiver dificuldades em agendar um reparo ou descobrir que a montadora não têm as peças necessárias em estoque deve entrar em contato com os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, para registrar uma queixa. Isso também vale para quem enfrentar demora na conclusão do serviço.

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Falha de comunicação


Especialistas ouvidos por Autoesporte concordam que a comunicação dos recalls no país deve ser aprimorada para que esses procedimentos sejam efetivos. Levantamente realizado pela reportagem mostrou que de 2002 até o início de agosto de 2015, cerca de 9 milhões de carros já foram convocados. Essa quantidade é superior às frotas das regiões Norte, Nordeste e do estado do Mato Grosso do Sul, somadas. Desses, pouco mais de 3,5 milhões já foram reparados, enquanto outros 5,3 milhões ainda circulam pelo país com defeito. Confira os infográficos ao fim desse texto.


Para Mariana Tornero, advogada do Idec, as montadoras deveriam ser mais claras e transparentes na comunicação dos recalls para que os consumidores entendam corretamente os riscos a que estão expostos. Já Andréa Arantes, do Procon, acredita que a comunicação individualizada (por telefone, por exemplo) é fundamental, mas raramente é feita. Tese semelhante édefendida pela Promotora de Justiça Adriana Cerqueira, do Ministério Público de São Paulo.


Já Vidal Serrano Nunes, Procurador de Justiça do MP-SP, acredita que as montadoras mudariam de postura caso a Justiça aplicasse punições mais rigorosas em casos de recalls que não são realizados com a efetividade que se espera.

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Recorde adiantado: Brasil bateu recorde de carros chamados para recall em 2015, mas índice de atendimentos tem caído (Foto: Autoesporte)

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Recall x frota: quantidade de carros convocados em 2015 supera as frotas de Norte, Nordeste e Mato Grosso do Sul, somadas (Foto: Autoesporte)


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... quisa.html

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08 Set 2015, 15:15

Do Fiesta foi dibas.

Fui informado por carta, e na css o serviço foi feito sem questionamentos.

Ford :haters: :ogy:

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Robô Troll
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08 Set 2015, 17:30

Recall: Jeep chama Renegade nos EUA por invasão hacker
Do Auto Esporte


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Jeep Renegade (Foto: Divulgação)


A polêmica sobre as brechas nos sistemas de entretenimento em alguns carros norte-americanos, que permitem invsão hacker teve mais um desdobramento nos últimos dias. A Jeep convocou no final da última semana um recall de 7.810 unidades do Renegade vendidas nos Estados Unidos para corrigir o defeito. Segundo a assessoria de imprensa da Jeep, esse recall não afeta as unidades vendidas no Brasil, que não são equipadas com a tecnologia em questão.

Especial recalls


A brecha na segurança dos carros foi divulgada pela revista de tecnologia Wired, que fez um curioso teste. Enquanto um jornalista dirigia carros do grupo FCA, especialistas em tecnologia tentavam invadir os comandos do veículo remotamente, a 15 quilômetros de distância. Até que conseguiram. Inicialmente, os hackes somente mudaram algumas configurações do ar-condicionado e do sistema de som. Até que decidiram mexer na transmissão do carro e foram capazes de desativar o sistema de freios do Cherokee testado.

saiba mais

Menos de uma semana depois da publicação, o grupo FCA, que também controla montadoras como Fiat, Dodge, Chrysler e Ram, convocou um recall de 1,4 milhão de carros. O objetivo era consertar a brecha que tornava os modelos Dodge Viper, Charger, Challenger, Ram 1500, 2500, 3500, 4500, 5500, Jeep Cherokee, Grand Cherokee, Dodge Durango, Chrysler 200 e 300 vulneráveis aos ataques. Mais de um mês depois da primeira convocação, a Jeep incluiu as novas 7.810 unidades do Renegade fabricadas entre 18 de setembro de 2014 e 25 de junho de 2015.


As unidades do modelo recém-lançado são equipadas com um sistema específico de entretenimento, capaz de acessar a internet. Segundo o grupo, essa é a funcionalidade que abriu uma brecha aos hackers. Essa tecnologia não é vendida no Brasil. A empresa também explica que mais da metade dos Renegade convocados ainda não foram entregues aos proprietários, então os reparos serão feitos ainda no pátio das lojas.


Os consumidores que já receberam o carro serão notificados e receberão um pen drive, que deve ser conectado ao sistema multimídia. Isso será o suficiente para atualizar o sistema e reverter a falha na segurança. A empresa também disponibilizará a atualização em seu site e nas oficinas autorizadas da marca, sempre sem custo ao consumidor. Segundo a FCA, não foram registrados outros casos de ataques hacker ou acidentes motivados por essas invasões além daquele feito pela reportagem.

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Recorde adiantado: Brasil bateu recorde de carros chamados para recall em 2015, mas índice de atendimentos tem caído (Foto: Autoesporte)

Recalls da FCA no Brasil


Recalls no Brasil


Esse tem sido um ano de muitos recalls das empresas do grupo FCA não só em mercados internacionais, como no brasileiro. Somente neste ano, a Jeep já covocou sete chamados por aqui, totalizando mais de 8 mil carros de três modelos (Grand Cherokee, Cherokee e Durango). As falhas são nos sistemas elétrico/eletrônico, de airbag e de combustível.


Outras marcas do grupo também convocaram vários recalls no Brasil em 2015. O maior deles é da Fiat, que foi convocado em julho e afetou 62.301 carros dos modelos Grand Siena e Fiorino, que tinham defeito no sistema de direção. A Chrysler convocou 511 unidades do 300C e 478 do Town & Country por uma falha no sistema elétrico/eletrônico, além de outras 1.439 unidades do 300C por falha nos airbags.


Já a Dodge chamou 1.853 unidades do Journey (falha no sistema elétrico/eletrônico), 2.570 unidades da picape Ram 2500 (falha no sistema de combustível) e mais 4.456 unidades da Ram 2500 (falha no sistema de airbag).


Considerando todas as marcas que vendem carros no país, o mercado brasileiro bateu um recorde na quantidade de carros convocados para recalls em 2015. O índice de 2014, que também havia registrado um recorde, foi superado em julho, cinco meses mais cedo do que no ano passado. Até agora, quase 1,8 milhão de carros já foram convocados para recalls nesse ano.

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Falha de comunicação


Pior do que a grande quantidade de carros convocados no país é que poucos são efetivamente reparados. Isso é resultado de um conjunto de falhas em todo o processo de recalls no Brasil, envolvendo montadoras, órgãos de defesa do consumidor e os próprios consumidores.


Levantamente realizado por Autoesporte mostra que cerca de 9 milhões de carros foram convocados para recall no Brasil entre 2002 e 2015. Essa quantidade já é superior às frotas das regiões Norte, Nordeste e do estado do Mato Grosso do Sul, somadas. Desses, pouco mais de 3,5 milhões já foram reparados, enquanto outros 5,3 milhões ainda circulam pelo país com defeito. É como se todos os carros dos estados do Centro-Oeste e do município do Rio de Janeiro circulassem pelas ruas com um defeito que representa risco à saúde e segurança da população. Confira os infográficos ao fim desse texto.


Especialistas ouvidos por Autoesporte concordam que a comunicação dos recalls no país deve ser aprimorada para que esses procedimentos sejam efetivos. Para Mariana Tornero, advogada do Idec, as montadoras deveriam ser mais claras e transparentes na comunicação dos recalls para que os consumidores entendam corretamente os riscos a que estão expostos. Já Andréa Arantes, do Procon, acredita que a comunicação individualizada (por telefone, por exemplo) é fundamental, mas raramente é feita.


Tese semelhante é defendida pela Promotora de Justiça Adriana Cerqueira, do Ministério Público de São Paulo. Já Vidal Serrano Nunes, Procurador de Justiça do MP-SP, acredita que as montadoras mudariam de postura caso a Justiça aplicasse punições mais rigorosas em casos de recalls que não são realizados com a efetividade que se espera.


Uma pesquisa feita por Autoesporte em parceria com o site Reclame Aqui mostrou que a grande maioria dos consumidores ouvidos considera que os recalls não são bem comunicados no país. Para eles, falta comunicação direta por parte das montadoras. A opinião é compartilhada pelos especialistas consultados pela reportagem. Além disso, muitos desses consumidores relataram terem enfrentado dificuldades para conseguir fazer o reparo do carro.

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Recall x frota: quantidade de carros convocados em 2015 supera as frotas de Norte, Nordeste e Mato Grosso do Sul, somadas (Foto: Autoesporte)

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Os riscos à saúde: entenda como cada tipo de defeito pode afetar sua saúde e a segurança do seu carro (Foto: Autoesporte)


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... acker.html

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Robô Troll
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15 Set 2015, 19:30

Recall: Honda Fit tem 14 mil unidades envolvidas em falha da central eletrônica
Do Auto Esporte


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Honda Fit 2016 (Foto: Divulgação)


A Honda anunciou hoje (15) o recall de 13.965 unidades do Fit equipados com câmbio CVT por uma problema na Unidade de Controle Eletrônica (ECU). Segundo a empresa, uma falha na programação do software responsável por controlar a transmissão automática pode levar á quebra do eixo da polia motora, o que interrompe a tração do veículo. "A situação pode ser um dos fatores para eventual colisão que, em situações extremas, poderá causar danos materiais e lesões físicas aos ocupantes e/ou terceiros", afirma o comunicado.


A convocação envolve os modelos Honda Fit ano/modelo 2015 com numerações de chassis de 200031 até 258686, fabricados entre 27/01/2014 até 22/04/2015.


A marca chama os proprietários dos veículos envolvidos a comparecerem imediatamente a uma das concessionárias autorizadas da marca para a atualização do software. O atendimento pode ser feito em qualquer concessionária da marca. Mais informações estão disponíveis no site da Honda ou pelo telefone 0800-701-3432 (disponível de segunda a sexta-feira, das 08h às 20h).


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... onica.html

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