Redução de velocidade e aumento de radares reduz número de acidentes, diz estudo

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Robô Troll
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01 Set 2015, 16:30

Redução de velocidade e aumento de radares reduz número de acidentes, diz estudo
Do Auto Esporte


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Marginal (Foto: Marcos Camargo / Editora Globo)

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A quantidade de acidentes fatais ou com sequelas graves aos envolvidos caiu 39% no município de Montgomery (Virginia), nos Estados Unidos, depois que a cidade diminuiu a velocidade máxima de algumas vias e instalou radares fixos e móveis. O estudo foi divulgado pela instituição sem fins lucrativos Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), que avalia a segurança do trânsito norte-americano. Segundo os responsáveis pelo levantamento, se as mesmas medidas tivessem sido implementadas em todo o país, mais de 21 mil mortes ou lesões graves em acidentes de trânsito teriam sido evitadas em 2013.


O estudo analisou o comportamento dos motoristas e índices de acidentes do município de Montgomery, que desde 2007 vem implementando um sistema mais rígido de controle da velocidade máxima dos carros. De lá para cá, a velocidade máxima das ruas daquela cidade caiu para 40 a 56 km/h. Além disso, foram instalados 56 radares fixos, 30 móveis e há seis vans que circulam pela cidade para multar motoristas que infrinjam a legislação.


Os benefícios da fiscalização mais intensa também foi percebido mesmo nas vias que não receberam radares. Segundo o levantamento, depois que alguns trechos tiveram a velocidade máxima reduzida para 56 km/h ou menos, outros locais, cuja velocidade máxima continuou em 64 km/h apresentaram uma redução de 27% na quantidade de acidente fatais ou com lesões graves. “Estamos acostumados a ignorar os avisos de limite de velocidade máxima, mas é um erro pensar que nada pode ser feito para mudar isso. A fiscalização eletrônica é uma das ferramentas que temos à nossa disposição”, afirmou Adrian Lund, presidente do IIHS durante evento em que essas e outras medidas foram debatidas.

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Carro em alta velocidade em estrada (Foto: Shutterstock)

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Os números também são positivos em Montgomery quando comparados aos de cidades próximas que não instalaram radares eletrônicos. A pesquisa aponta que em no município estudado a quantidade de motoristas que ultrapassam a velocidade máxima em alguma via em mais de 16 km/h é 59% menor, em comparação às cidades sem esse tipo de fiscalização. Ainda em comparação a essas cidades, a quantidade de acidentes fatais ou com lesões graves caiu 19% depois do projeto de fiscalização mais rígida. “Radares fazem os motoristas tirarem o pé do acelerador, e sabemos que acidentes em velocidades mais baixas são menos letais. Esse estudo liga os pontos para mostrar que os radares salvam vidas”, explica Lund.


O estudo divulgado pelo IIHS também mostra que parte dos motoristas multados tinha consciência de que havia mais radares pela cidade. Mas, no geral, a maioria reduziu a velocidade depois da implementação do projeto. Entre todos os entrevistados, 95% afirmaram conhecer o novo sistema de fiscalização eletrônica mais rígida. Cerca de 66% afirmaram ter reduzido a velocidade em que trafegam, 62% eram a favor dos novos radares e 59% foram multados por ultrapassar a velocidade máxima em algum trecho. Para o IIHS, “um programa bem administrado e que implante os radares corretamente pode mudar o comportamento dos motoristas e diminuir a possibilidade de acontecer um acidente”.


As vias expressas de Montgomery receberam um sistema de fiscalização ainda mais rígido a partir de 2012. No lugar dos tradicionais radares fixos, a administração pública espalhou aparelhos móveis. Além disso, a localização desses equipamentos muda frequentemente. Sem saber onde estão sendo fiscalizados, os motoristas diminuíram a velocidade dos carros. Assim, a quantidade de acidentes graves ou fatais nesses trechos caiu 30% de lá para cá. “As vias expressas monitoradas eletronicamente forçam os motoristas a controlar a velocidade de seus carros por todo o caminho, em vez de pisar fundo no freio em um lugar específico, e então acelerar de novo”, explica Anne McCartt, vice-presidente do órgão e co-autora do estudo.

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Discussão em SP


Uma discussão semelhante está acontecendo em São Paulo. Em 2013, a prefeitura local deu início ao “Programa de Proteção à Vida”, como forma de atingir um compromisso firmado pela capital em 2009 e que previa a redução do número de mortes no trânsito em 50% até 2020. A


Desde julho, a velocidade máxima de diversas vias da capital paulista está sendo reduzida. O objetivo final é de que a velocidade máxima de vias comuns seja padronizada em 50 km/h, com algumas poucas exceções em vias expressas.


Em 20 de julho, as Marginais Tietê e Pinheiros sofreram a mais polêmica das alterações, quando as pistas expressas passaram de 90 km/h para 70 km/h, enquanto as expressas foram de 7 km/h para 50 km/h. Os caminhões não podem passar dos 60 km/h nas pistas expressas. De lá para cá, á velocidade máxima de outras importantes avenidas também está sendo alterada.

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Reportagem de Autoesporte mostrou que os motoristas levam cerca de 13 minutos a mais para cruzar toda a pista expressa das marginais com a nova velocidade. Na local, o tempo aumentou em 24 minutos. Por outro lado, estudos da Companhia de Engenharia de Tráfego da capital paulista mostram que a possibilidade de lesões fatais cai de 100% em acidentes acima de 80 km/h para cerca de 50% a 50 km/h.


Por outro lado, Kazuo Nakano, mestre em estruturas urbanas e ambientais pela USP, pondera que a redução de velocidade é uma medida importante, mas com efeito restrito. “Pelo ponto de vista do pedestre, a redução da velocidade ainda pode ter uma resposta muito limitada. Nós precisamos ter melhores sinalizações, melhores calçadas, melhores travessias. A medida em si mesmo tem efeito limitado”, explica.


Segundo balanço oficial da prefeitura, a redução de velocidade nas marginais contribuiu com queda de 20% na quantidade de acidentes sem vítimas e de 29% na quantidade de acidentes com vítimas, em comparação ao mesmo período de 2014. Os atropelamentos caíram 67% no primeiro mês de implantação da medida.

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Arte - matéria marginal (Foto: Autoesporte)


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... studo.html

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Kicksilver
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01 Set 2015, 17:20

Haddad :ogy:

Sempre pensando em prol da população.

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Ramiel
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01 Set 2015, 20:46

Haddad melhor prefeito :pokergusta:

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A_Gaspar
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01 Set 2015, 22:20

Os benefícios da fiscalização mais intensa também foi percebido mesmo nas vias que não receberam radares. Segundo o levantamento, depois que alguns trechos tiveram a velocidade máxima reduzida para 56 km/h ou menos, outros locais, cuja velocidade máxima continuou em 64 km/h apresentaram uma redução de 27% na quantidade de acidente fatais ou com lesões graves.
Como o próprio diz, é muito mais uma questão de fiscalização do que de redução de velocidade. E aqui em SP já temos radar pra cacete.

O mesmo aconteceu com a Lei Seca. Não foi a alteração na lei que fez com que o os motoristas parassem de dirigir bêbados, mas sim as blitz constantes.

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LPRF
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01 Set 2015, 23:28

Questão de educação mesmo.

Brasil é lixo demais :hateogw:
Ex: 1996 Corsa B 1.0 MPFI 60cv MT5 Cinza
Ex: 2007 Fox 1.6 8V 101cv MT5 Prata Reflex
Ex: 2012 Bravo mk2 Essence 1.8 16V 130cv MT5 Preto Vesúvio
Atual: 2010 Focus mk2 GLX 1.6 16V 110cv MT5 Preto Gales
Futuro: Golf mk7 Highline 1.4 TSI 140cv DSG7 Azul Pacífico

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Vittel
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01 Set 2015, 23:33

Nego sangra muito com Haddad :ogy:

Classe média coxinha que só anda de carro pira.
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Clands
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02 Set 2015, 07:35

Fui para SP, peguei a bike e rodei todo maravilhoso na ciclovia vermelha de sangue dos anti.

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Metas até 2020:

Fazer faculdade (feito)
- Fazer intercâmbio : Andertrip Feito, mas acessem o site.
- Ter um bom emprego na área (feito)
- Ter uma casa (feito)
- Comprar um bom carro
- Conhecer 30 países. (23/30).

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rlaranjo
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02 Set 2015, 20:41

Pesquisa revela: Ficar em casa evita ser atropelado em 99% dos casos.

Tomá no cú, Atropelamento na marginal não é acidente, é seleção natural.

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Kicksilver
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02 Set 2015, 20:53

Concordo.

Andar a pé em via expressa :notbad:

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