Teste CARPLACE: Punto, Bravo ou 500 Abarth – qual o melhor turbo da Fiat?

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24 Set 2015, 23:30

Teste CARPLACE: Punto, Bravo ou 500 Abarth – qual o melhor turbo da Fiat?
Do CarPlace | Publicado em Thu, 24 Sep 2015 22:30:06 +0000


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Desde o pioneiro 147 a Fiat sempre se destacou por ter versões apimentadas de seus carros. Foi assim com o 147 Rallye, que depois cedeu seu lugar ao Uno SX, que então passou a bola para o 1.5R, que mais tarde se tornaria 1.6R e, por fim, chegaria ao Uno Turbo, em 1994. Pouco tempo depois, a marca italiana também lançaria a versão turbinada do Tempra 2.0 e importaria o Tipo Sedicivalvole, com motor 2.0 16V. Em outra etapa, foi a vez de equipar o Stilo com o motor 2.4 20V do Marea, o que lhe valeu o selo Abarth na carroceria.

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E assim foi até 2009, quando a Fiat retomou sua tradição de carros esportivos com o Punto T-Jet. Era sem dúvida um belo pacote para a época, com motor 1.4 turbo trabalhando com 0,8 a 1,2 bar de pressão para gerar 152 cv e 21,1 kgfm, suspensão e direção enrijecidas, freios reforçados e visual incrementado. O conjunto ficou tão bom que sobrevive até hoje, com algumas mudanças visuais e de eletrônica. Tão bom que até o irmão maior Bravo se apoderou do propulsor e surgiu também em sua versão T-Jet, desta vez com câmbio de seis marchas e o botão “Overbooster” no painel, que eleva o torque de 21,1 para 23,0 kgfm quando acionado – graças à pressão do turbo que sobe de 0,9 para 1,3 bar entre 2.000 e 4.000 rpm ao se manter a válvula waste gate fechada por mais tempo.

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Mas o ápice deste motor, ao menos dos modelos oferecidos no Brasil, veio no ano passado com a estreia do espevitado 500 Abarth. Ele traz um turbo maior no propulsor 1.4, além do comando variável MultiAir. Entre outras mudanças, o resultado chegou a expressivos 167 cv e 23,5 kgfm de torque, sem falar no conjunto todo refeito de suspensão e direção, rodas e pneus e, claro, escape. Dê a partida neste pequenino e parece que acendemos um rojão!

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Reunir os três é mais do que um simples comparativo, pois também temos de dar os méritos à Fiat por ser uma das poucas marcas a investir neste mercado no Brasil – estendendo os parabéns agora também à Renault, com seu muito bem acertado Sandero RS. A escolha entre um dos três não depende somente do gosto pessoal, já que os preços variam bem (especialmente no 500 Abarth, mais sensível a explosão do dólar por ser importado). Mas a conclusão é surpreendente, como veremos a seguir.

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Começando pelo novato Abarth, é o 500 mais invocado que você pode comprar por aqui. A cabine é bem bacana, com bancos tipo concha, volante de base reta, cluster digital e um belo sistema de som da Beats (opcional). Ele arranca rápido, retoma velocidade com vigor e deixa muito carro grande para trás. Na comparação com os irmãos, abre vantagem no 0 a 100 km/h por meio segundo para o Punto e quase um segundo para o Bravo. Também é o mais rígido e baixo de suspensão, sendo o que menos inclina a carroceria nas curvas. Mas, não esqueça, trata-se de um 500, e seu projeto original não prevê utilização esportiva. Então, por mais que a engenharia da Fiat tenha se esforçado na suspensão, o carrinho ainda é estreito e alto, e com entre-eixos curto – sem falar na posição de dirigir elevada para um esportivo. Ele segura bem nas curvas feitas em velocidade, mas não demora a entregar os pontos.

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Entre mais “quente” que o normal e o 500 vai espalhar a frente, para depois escorregar de traseira, fazendo uma entrada de curva em dois tempos. É, divertido, sem dúvidas, mas dá trabalho e você nunca está realmente rápido quanto parece. Fora isso, a direção ganha peso sensivelmente artificial no modo Sport e as frenagens foram as piores do trio, por boa margem. Verdade seja dita, porém: só o Abarth e o Bravo têm controle de estabilidade, o que pode te salvar de uma pancada em caso de abusos. Mas pagar R$ 94 mil num 500? A não ser que você seja muito fã da baratinha e queira exclusividade, fica difícil recomendá-lo após sua última disparada de preço.

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Passando ao Bravo T-Jet, ele se revela a melhor opção para quem gosta de acelerar, mas não abre mão do conforto. Ele tem o maior espaço interno e porta-malas, enquanto sua suspensão é firme, mas não “bate” tanto quanto a dos outros dois em pisos crocantes. Ele também é o único a ter câmbio de seis marchas, de engates mais precisos (ainda que um pouco duros), e uma direção (elétrica) levinha nas manobras. Em velocidade o volante revela peso um pouco artificial (acrescentado pela tecla do Overbooster), mas o Bravo possui o melhor equilíbrio dos três.

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Com as bitolas mais largas por conta de seu porte médio, o T-Jet ainda recebe mais carga nas molas e amortecedores, além de barras estabilizadoras mais grossas e os pneus mais largos da turma (215/45 R17). Na famosa Estrada dos Romeiros, para onde levamos o trio, o Bravo foi o mais comportado. Menos saídas de frente, transferência de peso equilibrada, pouca inclinação de carroceria e a absorção mais eficiente de impactos – um carro realmente gostoso de rodar. O problema é que, pesando 1.435 kg, o hatch médio exige mais do motor 1.4 turbo. Falta um pouco de força em giros baixos, e depois disso ele vai andar no máximo como um Focus 2.0 Powershift, com a vantagem apenas do zunido da turbina. Mas, tabelado a R$ 81.420, o Bravo T-Jet fica perigosamente perto do VW Golf 1.4 TSI para ter nossa indicação.

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Chegamos então ao Punto T-Jet. O mais antigo do trio ainda tem direção hidráulica e a única assistência eletrônica é o sistema DNA, que permite variar, por uma tecla no console, o mapeamento do acelerador, deixando as respostas mais ágeis no modo Dynamic. Em movimento, o Punto tem um ronquinho saboroso mesmo em baixas rotações (não tanto quanto o Abarth, mas melhor que o do Bravo) e faz bom uso do torque disponível – anda numa boa quando se quer, mas responde rápido para entrar naquela brecha que surgiu no trânsito. Há um certo lag abaixo de 2 mil rpm, portanto convém andar acima disso, mas não é nada que você não possa trabalhar no câmbio. Mesmo sem as marchas iniciais mais curtas do Bravo, o Punto é mais esperto que o irmão.

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Dinamicamente, o Punto também dá as cartas. Não tem a elegância do Bravo e a frente arrasta sem dó nas saídas de curva feitas de pé embaixo, mas é o mais divertido de jogar de um lado para o outro numa subida de serra, com a traseira bem presa e uma agilidade que o Bravo não tem. A suspensão exibe calibração bem firme e a direção é de longe a mais comunicativa, sem falar que a posição de dirigir do Punto também é a melhor dos Fiat nacionais. Falta apenas um jogo de pneus mais adequado, pois os Pirelli P6 205/50 estão aquém da dinâmica do carro – falha, aliás, que acomete os três modelos, embora em menor grau nos outros dois. Assessor técnico da Fiat, o engenheiro Ricardo Dilser reconhece o problema, mas diz que para adotar um jogo de pneus mais moderno teria de ser feito todo um retrabalho de suspensão, o que demandaria tempo e $$$$ de engenharia. Então fica a dica: seja qual for o seu escolhido dentre esses três, vale trocar os sapatos originais por outros mais aderentes.

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E então, como ficamos? Bem, digamos que o Fiat esportivo ideal teria o motor do 500, o câmbio e a suspensão do Bravo e o comportamento e a posição de pilotagem do Punto, além de pneus mais grudentos. Mas como esse carro não existe, nossa escolha ainda recai sobre o Punto. Ele pode não ser a última palavra em modernidade, mas seu design ainda cativa, o motor 1.4 turbo entrega desempenho convincente para seu peso e a tocada é divertida. E tudo, claro, por um preço bem abaixo dos rivais caseiros, a partir de R$ 68.150. Resta agora ver se ele resiste ao Sandero RS!

Por Daniel Messeder

Fotos: Rafael Munhoz
Ficha técnica: Fiat 500 Abarth

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 1.368 cm3, 16 válvulas, turbo e intercooler, comando variável na admissão, gasolina; Potência: 167 cv a 5.500 rpm; Torque: 23,5 kgfm a 3.000 rpm; Transmissão: câmbio manual de cinco marchas, tração dianteira; Direção: elétrica;Suspensão: independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira; Freios: discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS; Rodas: liga-leve aro 16″ com pneus 195/45 R16; Peso: 1.164 kg; Capacidades: porta-malas 185 litros, tanque 35 litros; Dimensões:comprimento 3.667 mm, largura 1.627 mm, altura 1.490 mm, entreeixos 2.300 mm
Medições CARPLACE

Aceleração

0 a 60 km/h: 4,2 s

0 a 80 km/h: 6,1 s

0 a 100 km/h: 9,0 s

Retomada

40 a 100 km/h em 3a marcha: 8,3 s

80 a 120 km/h em 4a marcha: 7,3 s

Frenagem

100 km/h a 0: 45,5 m

80 km/h a 0: 28,5 m

60 km/h a 0: 15,8 m

Consumo

Ciclo cidade: 9,7 km/l

Ciclo estrada:  13,0 km/l
Ficha técnica: Fiat Bravo T-Jet

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 1.368 cm3, 16 válvulas, turbo e intercooler, comando variável na admissão, gasolina; Potência: 152 cv a 5.500 rpm; Torque: 21,1 kgfm de 2.250 a 4.500 rpm; Transmissão: câmbio manual de seis marchas, tração dianteira; Direção: elétrica; Suspensão: independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira; Freios: discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS; Rodas: liga-leve aro 17″ com pneus 215/45 R17; Peso: 1.435 kg; Capacidades: porta-malas 400 litros, tanque 58 litros; Dimensões: comprimento 4.373 mm, largura 1.792 mm, altura 1.488 mm, entreeixos 2.602 mm
Medições CARPLACE

Aceleração

0 a 60 km/h: 4,6 s

0 a 80 km/h: 6,8 s

0 a 100 km/h: 9,9 s

Retomada

40 a 100 km/h em 3a marcha: 7,9 s

80 a 120 km/h em 4a marcha: 8,1 s

Frenagem

100 km/h a 0: 40,9 m

80 km/h a 0: 26,6 m

60 km/h a 0: 14,9 m

Consumo

Ciclo cidade: 9,2 km/l

Ciclo estrada: 12,6 km/l
Ficha técnica: Fiat Punto T-Jet

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 1.368 cm3, 16 válvulas, turbo e intercooler, comando variável na admissão, gasolina; Potência: 152 cv a 5.500 rpm; Torque: 21,1 kgfm de 2.250 a 4.500 rpm; Transmissão: câmbio manual de cinco marchas, tração dianteira; Direção: hidráulica; Suspensão: independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira; Freios: discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS; Rodas: liga-leve aro 17″ com pneus 205/50 R17; Peso: 1.263 kg; Capacidades: porta-malas 280 litros, tanque 60 litros; Dimensões: comprimento 4.065 mm, largura 1.727 mm, altura 1.501 mm, entreeixos 2.510 mm
Medições CARPLACE

Aceleração

0 a 60 km/h: 4,3 s

0 a 80 km/h: 6,4 s

0 a 100 km/h: 9,5 s

Retomada

40 a 100 km/h em 3a marcha: 8,5 s

80 a 120 km/h em 4a marcha: 7,6 s

Frenagem

100 km/h a 0: 40,5 m

80 km/h a 0: 26,8 m

60 km/h a 0: 15,1 m

Consumo

Ciclo cidade: 9,5 km/l

Ciclo estrada: 12,5 km/l
Galeria de fotos:



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Ver a notícia Teste CARPLACE: Punto, Bravo ou 500 Abarth – qual o melhor turbo da Fiat? diretamente no site CARPLACE.


Fonte: http://carplace.uol.com.br/teste-carpla ... 00-abarth/

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Buzz
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26 Set 2015, 19:59

Mesmo com o motor mais avançado e sendo bem leve, a diferença de tempo do 500 para os outros é muito pequena.
Nem de longe paga o preço absurdamente maior.
Decepção esse Abarth.

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RockMaan
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26 Set 2015, 21:21

Concordo com a escolha do Punto dentre os 3.

Mas nunca que vale 10k a mais que um Sandero RS.

500 Abarth a 94 mil nem comento.

O Bravo nem tá tão viajado, deve ser bom de dirigir e tal mas pagar seguro de esportivo e ter performance de médio civil é dose.

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Kicksilver
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27 Set 2015, 11:07

Desempenho bundinha demais esses 3. Focus civil papa :lol:

E, como é bonito esse Bravo. :notbad: :ogy:

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Buzz
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28 Set 2015, 21:20

Esse facelift aí. :pff:

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