Do Auto Esporte

Fiat Linea Absolute (Foto: Divulgação)
Na Europa, a Fiat já deu adeus ao Linea e apresentou o Aegea, substituto que foi lançado em maio no Salão de Istambul, na Turquia. Mas o sedã não tem previsão de vir ao Brasil. Por aqui, a marca planeja planeja usar a plataforma do Jeep Renegade para fabricar o sucessor, mas isso só em 2017. Enquanto o amanhã não vem, Autoesporte traz para você o teste da linha atual, na versão Absolute, vendida com preço inicial de R$ 72.300 e que apresenta como novidade a central multimídia Uconnect 5. Confira se ele vale a compra.

Fiat Linea Absolute (Foto: Divulgação)
Impressões ao volante
De maneira geral, o Linea é um carro que agrada o motorista. Ele oferece boa ergonomia, suas suspensões (McPherson na dianteira e eixo de torção atrás) são macias e absorvem bem as imperfeições do solo. A direção dá conta do serviço, mas é hidráulica, não elétrica. Graças à grande área envidraçada, a visibilidade é muito boa. O interior tem acabamento em dois tons e detalhes em preto brilhante no console e no painel.
Sob o capô, o sedã permanece com o motor 1.8 flex de 132 cv e 18,9 kgfm. A versão Absolute Dualogic que testamos traz câmbio automatizado de cinco marchas de respostas um pouco lentas. Prova disso está no 0 a 100 km/h, feito em 11,5 segundos. De 60 a 100 km/h, são 6,5 segundos. A agilidade melhora um pouco ao fazer uso das aletas sequenciais, atrás do volante. Como comparativo, o Chevrolet Cruze 1.8 LTZ automático vai um pouquinho mais rápido do que o Fiat até os 100 km/h, em 11,2 segundos. Mas na recuperação de 60 a 100 km/h, o tempo é de 6,9 segundos, ponto para o Linea.

Fiat Linea Absolute (Foto: Divulgação)
Custo-Benefício
A principal novidade do Linea é a central multimídia Uconnect 5. O sistema conta com tela sensível ao toque de cinco polegadas, conexão Bluetooth, entrada USB e comando de voz. Por mais R$ 2.430, a Fiat oferece também o pacote Uconnect Touch Nav, com câmera de ré, e GPS TomTom. A nova central é intuitiva, fácil de usar e de parear celulares.

De série, o Linea Absolute vem com ar-condicionado automático digital, direção hidráulica, trio elétrico, airbag duplo, freio a disco nas quatro rodas com ABS, volante multifuncional com regulagem de altura e profundidade e paddle shift para troca de marchas, faróis com regulagem elétrica de altura, computador de bordo, controle de velocidade de cruzeiro, bancos parcialmente revestidos de couro, comando interno de abertura da tampa do tanque de combustível, abertura elétrica do porta-malas, sensor de estacionamento traseiro com visualizador gráfico e rodas de liga leve de 17”.
Além do kit “Uconnect Touch Nav”, outros opcionais disponíveis são: som hi-fi com subwoofer por R$ 688, kit high tech (retrovisor interno eletrocrômico, sensor crepuscular e sensor de chuva) por R$ 972 e airbags laterais + airbags de janela por R$ 3.377.
Vale a compra?
Não. Apesar de ser um carro gostoso de dirigir, que acolhe bem o motorista e os demais ocupantes e de trazer uma nova central multimídia com interface amigável, o Linea Absolute é caro. E seu câmbio automatizado demora para efetuar trocas e reduções. Por esse valor, dá para comprar dois sedãs com dirigibilidade mais afiada e transmissões mais acertadas, como o Toyota Corolla 1.8 GLi Multidrive de 144 cv e câmbio CVT (R$ 69.990) ou o Honda Civic 1.8 LXS de 140 cv e câmbio manual de seis marchas (R$ 71.900). Ou talvez esperar até 2017...

Fiat Linea Absolute (Foto: Divulgação)
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... olute.html











