Do Auto Esporte

Volkswagen Amarok (Foto: Pedro Danthas/Volkswagen)
A Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, defendeu na última quinta-feira (22) que Volkswagen faça recall da Amarok para atualização do software que frauda emissões de poluentes. Na quarta-feira (21), a montadora revelou que 17.057 unidades da picape fabricadas em 2011 e 2012 equipadas com o motor 2.0 turbodiesel possuem o mesmo software usado para fraudar emissões em testes governamentais realizados nos Estados Unidos e Europa.
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Para a Proteste, o recall deve ser convocado em janeiro, assim como será feito com os veículos afetados pelo problema na Europa. Em nota oficial, a Volkswagen afirmou que a partir do primeiro tirmestre de 2016 enviará cartas aos proprietários dos carros afetados, mas não usou o termo recall. O Procon-SP, órgão governamental de atendimento ao consumidor que também contabiliza recalls, ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Origem da fraude
O escândalo de emissões veio à tona em setembro, quando a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos divulgou um relatório que acusava a Volkswagen de fraudar testes de emissões em carros com o motor a diesel EA189. O órgão explicou que os carros tinham dispositivos eletrônicos, os softwares, que diminuíam a quantidade de poluentes emitidos pelo motor somente quando o carro estava em testes de homologação feito por autoridades. Assim, em uso normal eles emitiam de 10 a 40 vezes mais poluentes.
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Como afeta o consumidor
A Volkswagen afirma que, tecnicamente, a aplicação desse software não afeta a segurança nem a funcionalidade do veículo. Embora diretamente ele não seja capaz de envolver a picape em acidentes, há um debate que considera, por exemplo, como o aumento do nível de poluição pode causar mortes indiretamente. De acordo com um estudo do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT), cerca de 150 mil pessoas poderiam morrer por causa da poluição até 2050 se motores diesel fossem liberados em veículos de menor porte no Brasil.
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Contatada pela Autoesporte, a Proteste afirmou que isso não isenta a montadora de convocar recall. Em primeiro lugar, a associação considera que os consumidores lesados poderiam acionar a justiça e pedir ressarcimento por terem sido enganados sobre o nível de emissões das picapes que compraram. Em segundo lugar a Proteste argumenta que, para informar o maior número de consumidores possível, a marca é obrigada por lei a fazer um comunicado público informando detalhes sobre o reparo.
A rigor, uma montadora deve convocar um recall quando detectar que seus carros foram fabricados com uma falha que pode colocar a vida da população em risco. Por lei, o chamado deve ser nacional, divulgado nos principais meios de comunicação e não tem data de validade. Confira os números de chassis das Amarok envolvidas aqui.
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... marok.html

