20 anos do lançamento do Chevrolet Vectra B no Brasil

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03 Mar 2016, 22:31

20 anos do lançamento do Chevrolet Vectra B no Brasil
Do Auto Esporte


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20 anos do Chevrolet Vectra B no Brasil (Foto: Autoesporte/Reprodução)


Há exatos 20 anos, a Chevrolet iniciava no Brasil as vendas da segunda geração do Vectra, sedã médio que inovou com seu design e recheio tecnológico. Ele foi o primeiro carro produzido no país a oferecer recursos como airbags frontais, controle de tração, ajuste de áudio no volante e suspensão traseira multilink.

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Em homenagem a ele, separamos a matéria de teste, que foi capa da edição de março de 1996 da revista Autoesporte. O texto é assinado pelo jornalista Bob Sharp. As fotos, de Luca Bassani. Confira a seguir:


Novos Vectra GLS e CD


Felizmente, o antigo panorama de poucos lançamentos e modelos desatualizados está mudando rápido. O Vectra é um dos símbolos dessa nova fase, produzido aqui com 70% de componentes nacionais, em fábrica remodelada que utiliza 73 robôs. Ele chega para disputar uma faixa que inclui Santana, Tempra e alguns importados como Mondeo, Passat e Peugeot 405.


O preço não havia sido anunciado pela GM ao se encerrar esta edição. A versão GLS é equipada com motor 2.0 e oito válvulas, de 110 cv. Na CD, topo de linha, um 2 litros com duplo comando, 16 válvulas e injeção sequencial gera 141 cv a 5.600 rpm.


O estilo deste Vectra segue as últimas tendências mundiais em sedãs familiares. Em particular, o arranjo dos retrovisores externos — uma continuação do capo — é original. O espelho esquerdo, agora convexo, aumenta o campo de visão nesse lado do veículo, embora possa exigir algum tempo para adaptação do motorista.

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20 anos do Chevrolet Vectra B no Brasil (Foto: Autoesporte/Reprodução)


Os faróis possuem refletor duplo coberto por um único vidro e em facho alto acendem-se os quatro focos. A vareta de sustentação do capo foi substituída por duas molas a gás, tornando mais confortável sua abertura e favorecendo a estética.


As dimensões do novo automóvel aumentaram, embora pouco. A melhora do coeficiente de forma aerodinâmica (Cx) sobre o ótimo valor do Vectra antigo, 0,29 contra 0,28, coloca o modelo da GM entre os mais avançados em todo o mundo na sua categoria. Mesmo com área frontal um pouco maior, a carroçaria tem aerodinâmica mais eficiente, em virtude de o produto Cx x área frontal ser menor.


À primeira vista parece ter havido retrocesso em relação ao motor de 16 válvulas do antigo GSi, que produzia 150 cv a 6.000 rpm. Na realidade, com a potência específica menor a faixa de utilização aumentou e se tornou bem mais agradável de dirigir.


O motor "acorda" já a 2.800 rpm, enquanto antes precisava chegar perto de 4.000 rpm para se obter boa aceleração. Por outro lado, o propulsor de oito válvulas decepcionou: perdeu 6 dos 116 cv que tinha antes, fato explicável devido aos novos limites de emissões gasosas. Em compensação, o torque máximo de 17,6 kgfm a 2.600 rpm supera o da versão anterior, o que favoreceria as retomadas, algo essencial diante do aumento de peso do novo GLS em 115 kg.


Parte do cárter é de alumínio fundido e este também é fixado ao câmbio, com função estrutural, a fim de aumentar a rigidez do conjunto e reduzir o nível de vibração. No 16V, a taxa de compressão é a mesma usada na Europa, 10,8, incluindo controle de detonação. As velas têm duração de 60.000 km. Em ambos os motores a ignição é direta, sem distribuidor.

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20 anos do Chevrolet Vectra B no Brasil (Foto: Autoesporte/Reprodução)


Detalhes de motorização à parte, o Vectra chama a atenção pela atualização tecnológica, além da variedade de itens de conveniência e de segurança. O modelo traz novidades absolutas na produção brasileira, como opção de bolsa inflável para motorista e passageiro ao lado (a Fiat anunciou-a apenas para o motorista, no Tipo), controle de tração desligável e ajuste de áudio no volante de direção (estes recursos apenas para o CD).


Outros destaques, presentes em todas as versões: conjunto de pedais desarmável em caso de acidente (minimiza ferimentos nas pernas e nos pés); fixação da parte subabdominal externa do cinto dianteiro (possui retensionador que segura o corpo num impacto) efetuada no próprio banco e não mais na coluna, permitindo posição constante com qualquer regulagem do assento; imobilizador de motor (desativação por transponder na chave).


Nas suspensões, os amortecedores são pressurizados em todas as versões. As maiores mudanças ocorreram na traseira. O novo sistema, totalmente independente, adota um subchassi com braços transversais inferior e superior. Trata-se do primeiro automóvel nacional dentro deste conceito.


A suspensão dianteira foi apenas retocada e permanece basicamente a mesma McPherson. Motor, câmbio, suspensão e caixa de direção também ficam montados no respectivo subchassi. Dessa maneira, as vibrações do motor e do trem rodante são "filtradas", na sua maior parte, por buchas e coxins de borracha, para o que concorre também o comando hidráulico de embreagem — o cabo tradicional sempre é fonte de ruído.


Ao testar esta segunda geração do Vectra, no campo de provas de Cruz Alta, constatou-se que ele ganhou em precisão e previsibilidade, alcançando excelente nível de conforto e silêncio. O GLS está equipado com pneus de medida 185/70 R14, ligeiramente mais altos do que os 185/ 65 R14 usados antes. O CD adotou o aro 15 do antigo GSi, mas o perfil subiu de 60 para 65 e a classificação de velocidade agora é "V", para 240 km/h (era "H", 210 km/h).


Ainda no CD, a direção assistida dispõe de válvula especial que, na posição de rodas em linha reta, confere maior "peso" ao volante. Porém, os pneus mais largos (195 mm) aumentam um pouco os impactos transmitidos pelo piso. A presença de rodas fixadas por cinco parafusos na versão CD (quatro na GLS), associada a freios incomumente potentes, com enormes discos ventilados de 288 mm de diâmetro à frente e de 268 mm atrás, são indícios de que poderá haver, no futuro, um motor  V de 2,5 litros, como na Europa.


Isso, mais os pistões de pinça medindo 57 mm de diâmetro (52 mm, no GLS), confere ao topo de linha alta capacidade de desaceleração. E comum a todas as versões o câmbio manual com relações de marcha próximas entre si, antes exclusivo do descontinuado esportivo GSi (permanece a opção de câmbio automático de quatro marchas apenas para o CD). Assim, a velocidade máxima continua a ser obtida em quinta, só que agora os motores ultrapassam as respectivas rotações de potência máxima.

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20 anos do Chevrolet Vectra B no Brasil (Foto: Autoesporte/Reprodução)


Trata-se, obviamente, de decisão da fábrica que visa conferir maior agilidade possível ao novo modelo. Por outro lado, o eficiente isolamento de ruído e vibrações mascara com eficiência o encurtamento do câmbio, evitando incômodo nas viagens por estradas.


Para o motorista, a identidade da marca revela-se de imediato ao entrar e sentar. A qualidade do volante, o grafismo dos instrumentos, os comandos na coluna de direção, os interruptores, o toque agradável da alavanca de câmbio. Logo se percebe, porém, que sonoridade interna é mais baixa e que a espuma dos bancos ficou mais germânica, algo dura.


No GLS há um segundo e útil porta-objetos no espaço que seria ocupado pelo airbag do passageiro. Em todas as versões cada porta possui seu porta-objetos e na CD há dois porta-copos escamoteáveis no painel, além de outros dois na tampa do porta-luvas.


Os encostos do banco traseiro bipartido podem agora ser travados a partir do interior do porta-malas. O sistema de bolsas infláveis (a gás argônio e não nitrogênio) atua a partir de disparo de carga pirotécnica (explosivo) que também serve para retensionar os cintos.


Outro ponto a destacar no sistema elétrico: ele é interligado, permitindo funções compartilhadas, como condicionar o intervalo de intermitência dos limpadores de parabrisa à velocidade do veículo. O controle remoto para o travamento das portas funciona por emissão de ondas de rádio, mais cômodo, já que dispensa mirar um ponto fixo.


O uso do controle de tração, no Brasil, é restrito a condições de lama na pista  ou estradas não pavimentadas. Assim mesmo, pôde-se sentir sua atuação acelerando, por exemplo, com uma roda no acostamento e outra no asfalto. Nesse caso, o freio da roda que tende a patinar é acionado automaticamente, transferindo a maior parte da tração para aquela com maior aderência.


No caso de se partir da imobilidade com forte aceleração, a patinagem simultânea das rodas dianteiras motrizes é contida por meio de corte de injeção de combustível em um cilindro do motor, reduzindo por momentos a potência.


Em resumo, o novo Vectra reúne um pacote tecnológico de respeito, certamente apreciado pelo consumidor. O que não gostamos nele? A perna do cinto, que contém o fecho, é mole; os encostos de cabeça deveriam ser vazados; impossibilidade de volante ajustável e airbag ao mesmo tempo. Também não veio, lamentavelmente, com as luzes repetidoras laterais do modelo Opel original. Em contrapartida, o terceiro encosto de cabeça atrás pode ser abaixado para facilitar a visibilidade. Isso contribui para a segurança, que em seu todo merece nota 10.


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... rasil.html

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K.D.R
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04 Mar 2016, 11:55

Todo poderoso vectrão. :ogy:

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rlaranjo
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04 Mar 2016, 14:31

Todo mecanico queria um.

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Kicksilver
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04 Mar 2016, 15:19

Carreta.

Na época era :ogy:

Bons tempos da Chevrolet.

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Ramiel
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04 Mar 2016, 15:45

Meu pai teve um GLS e um GL. Ele dizia q o GL era tenso de parar, tinha tambor atrás.

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LPRF
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06 Mar 2016, 11:48

Pai teve um CD 2.0 16V :ogy:

seg D :pokergusta:

Depois as japas fizeram o favor de gourmetizar o seg C :hateogw:


Essa parada do cinto fixado no banco é :ogy:
Ex: 1996 Corsa B 1.0 MPFI 60cv MT5 Cinza
Ex: 2007 Fox 1.6 8V 101cv MT5 Prata Reflex
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Futuro: Golf mk7 Highline 1.4 TSI 140cv DSG7 Azul Pacífico

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Buzz
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06 Mar 2016, 16:30

Continua bonito até hoje. :notbad:

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Kicksilver
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07 Mar 2016, 00:51

Bons tempos.

Chevrolet tinha linha massa.

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