Do Auto Esporte

Falha em airbags leva cerca de 50 mil carros a recall (Foto: Thinkstock)
O maior recall de um produto do mundo parece ainda não estar nem perto de seu fim. Segundo a Reuters, a NHTSA, administração de segurança no trânsito dos Estados Unidos, está estudando a ampliação do chamado envolvendo a Takata. O número de airbags da empresa japonesa que precisam ser tirados das ruas gira entre 70 e 90 milhões somente no país norte-americano. Até o momento, mais de 50 milhões de veículos no mundo participaram de recalls envolvendo o defeito no equipamento, que já causou nove mortes nos Estados Unidos.
Uma falha nos airbags da Takata levam ao rompimento dos infladores, que podem explodir com força excessiva e projetar peças de metais contra os ocupantes do veículo, causando lesões graves e até mesmo óbitos.
saiba mais
- CASO TAKATA: ENTENDA O RECALL DE AIRBAGS QUE AFETOU CERCA DE 50 MIL VEÍCULOS NO BRASIL ESTE ANO
- TAKATA ANUNCIA EXPANSÃO DE RECALL, QUE JÁ AFETA 53 MILHÕES DE CARROS
- BOLETIM AUTOESPORTE CBN: FALHA EM AIRBAGS JÁ AFETOU 53 MILHÕES DE VEÍCULOS NO MUNDO
A justificativa para a ampliação do recall seria a de tirar de circulação os infladores fabricados com nitrato de amônio, substância química presente em todos os airbags defeituosos. “Todos os infladores com nitrato de amônio da Takata são objetos de nossa investigação”, disse o porta-voz da NHTSA Gordon Trowbridge para o Autoblog. “De acordo com a ordem de consentimento de novembro [assinada pela Takata], todos esses infladores devem ser recolhidos na falta de provas de que são seguros; e o número pode eventualmente chegar a dezenas de milhões”, completou.
A agência ainda não emitiu comunicado às montadoras requerendo o recall dessas peças, pois ainda não encontrou evidências suficientes para tal. Não se sabe exatamente quantos carros seriam afetados com a medida, já que alguns podem possuir mais de um inflador defeituoso (às vezes a unidade tem até airbags de fabricantes diferentes).
A extensão do recall pode custar bilhões à companhia - que já perdeu 60% no valor de suas ações no último ano - e deve atrasar o processo de reposição em alguns anos. A NHTSA National Highway Traffic Safety Administration estimou que a totalidade desses carros não devem ser consertados até 2019. “Esse problema demorará anos para ser resolvido”, afirmou Trowbridge. Porém, segundo a agência, os que ofereciam maior perigo aos passageiros já foram convocados nos recalls anteriores.
A companhia não respondeu a Reuters diretamente sobre a expansão do recall, mas disse em comunicado que está “comprometida em cooperar com os reguladores e clientes e continuar a tomar ações agressivas para avançar no quesito segurança”. Em novembro do ano passado, a Takata fechou um acordo com a NHTSA se comprometendo a eliminar o nitrato de amônio de seus projetos até 2018 e aceitando uma multa de US$ 70 milhões (R$ 280 milhões).
Causa do defeito
A Coalizão Independente de Testes (ITC em inglês), formada por 10 montadoras, entre as quais BMW, Toyota e GM, divulgou relatório nessa terça-feira informando os resultados das avaliações realizadas com os airbags defeituosos da Takata. A conclusão inicial do grupo é que são três os fatores principais por trás do defeito, todos ligados à umidade. A combinação da falta de componentes químicos que absorvem água, design inadequado e altas temperaturas parecem causar o rompimento.
A umidade já havia sido apontada como um ponto de preocupação em memorandos internos da Takata em 2010. Segundo a Reuters, um documento apontava a apreensão de como controlar a umidade e garantir a segurança dos equipamentos. Um ex-executivo da companhia japonesa disse à Reuters que alguns problemas encontrados nos infladores podem permitir que a umidade contamine o propulsor de nitrato de amônio, o que levaria à ruptura.
saiba mais
- RECALL: CONFIRA TODOS OS VEÍCULOS CONVOCADOS EM 2016
- NOVO MEGARECALL DE AIRBAGS DEVE ATINGIR 5 MILHÕES DE CARROS EM TODO O MUNDO
- RECALL: HONDA FIT E CITY SÃO CHAMADOS NOVAMENTE POR AIRBAG
Os achados ainda não são conclusivos, mas um “importante primeiro passo”, de acordo com o porta-voz da ITC David Kelly. “A ITC vai utilizar esses dados para desenvolver nosso entendimento dessa questão”. A Takata, em resposta, declarou que os resultados são consistentes com os encontrados pela empresa que indicam que “umidade e calor são fatores significantes no pequeno número de infladores que tiveram mau funcionamento”. Agora, a ITC focará em testes também nos infladores utilizados para repor as peças com defeito.
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... s-eua.html






























