Investidores processam Volkswagen em R$ 30 bilhões por escândalo de emissões

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Robô Troll
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23 Set 2016, 15:44

Investidores processam Volkswagen em R$ 30 bilhões por escândalo de emissões
Do Auto Esporte


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Motor TDI diesel da Volkswagen (Foto: Divulgação)


Centenas de investidores entraram com processos contra a Volkswagenhttp://revistaautoesporte.globo.com/carros/volkswagen/em relação ao escândalo de fraudes nos testes de emissão de gases poluentes, na Alemanha. Segundo informações do tribunal alemão da cidade de Brunswick, 1.400 processos foram abertos pedindo um total de US$ 9,2 bilhões (R$ 29,5 bilhões) em reparações. Os investidores afirmam que a montadora não alertou-os com antecedência sobre o escândalo, o que culminou em uma substancial perda de capital - o valor das ações da Volkswagencaiu 40% apenas dois dias após a descoberta da fraude, em setembro de 2015.

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Por outro lado, a empresa se manifestou informando que cumpriu com suas obrigações em relação à polêmica mundial dos motores a diesel. "A Volkswagencontinua a acreditar que, de forma compreensível, nós cumprimos com nossas obrigações sob a lei de mercado de capitais e os processos são injustificados," afirmou um porta-voz da montadora ao jornal britânico The Guardian.


A empresa já desembolsou cerca de US$ 20 bilhões em multas e ressarcimento apenas nos Estados Unidos. Analistas afirmam que a conta pode alcançar os US$ 40 bilhões (R$ 126 bilhões) até o final dos processos. A VWse comprometeu em consertar todos os veículos fraudulentos em um ano e fornecer os consumidores com um certificado de conformidade dos motores.


Conforme Autoesporte antecipou, as picapes Amarok vendidas por aqui contam com o dispositivo manipulador, porém testes da Volkswagen apontaram que ele está desativado. O Ibama, porém, não havia aprovado os testes internos da empresa e ainda avalia as medidas a serem tomadas por aqui.

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Volkswagen Amarok (Foto: Pedro Danthas/Volkswagen)


Entenda o caso


Em setembro do ano passado, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos publicou um relatório indicando que a Volkswagenhavia programado 500 mil carros a diesel para que emitisse menos poluentes durante testes ambientais. Isso aconteceria principalmente com a instalação de um software na central eletrônica (ECU) dos carros, que é capaz de perceber quando o veículo estava rodando normalmente e quando está em testes. Nestes casos, o equipamento seria capaz de fazer o motor emitir de 10 a 40 vezes menos poluentes do que o normal.


Depois de realizar investigações internas, o grupo Volkswagenadmitiu que a fraude afetou mais de 11 milhões carros das marcas Volkswagen, Audi, Porschee de outras que não atuam no mercado nacional. No entanto, apenas a Amarokcomercializada aqui foi envolvida no escândalo.


A crise foi tão grave que levou o então CEO do grupo, Martin Winterkorn, a renunciar ao cargo pouco depois. Além disso, o grupo anunciou que destinaria 6,5 bilhões de euros para consertar os carros envolvidos na fraude. Mais recentemente, já em março de 2016, o CEO da Volkswagen dos Estados unidos também renunciou ao cargo, como "mútuo acordo". Em abril, Martin Winterkorn foi considerado um dos líderes mais decepcionantes do mundo pela revista Fortune.

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Volkswagen Amarok (Foto: Pedro Danthas/Volkswagen)


No Brasil


Em outubro do ano passado, o Ibama pediu informações à Volkswagen do Brasil para saber se a montadora também havia vendido por aqui carros equipados com o dispositivo que frauda as emissões. No documento obtido à época por Autoesporte, o órgão explicava que "a Resolução CONAMA nº 230/1997 proíbe o uso de equipamentos que possam reduzir a eficácia do controle de emissão de poluentes e ruído". Por isso, baseado em reportagens publicadas na imprensa a respeito de fraude semelhante em outros mercados, questiona a Volkswagen do Brasil "se houve a produção ou comercialização no Brasil de veículos contendo algum item de ação indesejável, nos mesmos moldes dos dispositivos encontrados nos veículos comercializados nos Estados Unidos da América".


No final do mesmo mês, a Volkswagen do Brasil emitiu uma nota confirmando que 17.057 unidades da picape, todas equipadas com motor 2.0 turbodiesel, possuem o mesmo software que fraudou os testes de emissões nos Estados Unidos e Europa. Como consequência, o Ibama multou a empresa em R$ 50 milhões no início de novembro. Em seguida, no mesmo mês, foi a vez de o Procon de São Paulo multar a Volkswagen em mais R$ 8.333.927,79, além de exigir que seja feito um recall "para retirar o dispositivo" que altera os níveis de emissões enquanto o carro está em testes.


Em março deste ano, o Ministério da Justiça abriu um processo administrativo contra a Volkswagen para apurar a venda das Amarokfraudadas por aqui. Por enquanto, este caso ainda está no período de defesa da montadora. Caso seja condenada, a Volkswagen do Brasil pode ser multada novamente em até pouco mais de R$ 8,5 milhões.


Em abril, Autoesporte antecipou com exclusividade que testes internos da Volkswagen do Brasil mostravam que o dispositivo não estava ativo nas picapes vendidas no Brasil. Logo, elas não estariam com os índices de emissões manipulados. Algumas semanas depois, a empresa divulgou um comunicado público confirmando estas informações. No entanto, em entrevista à Autoesporte, Márcio Freitas, diretor de qualidade ambiental do Ibama, afirmou: “os testes podem ser rejeitados ou considerados não suficientes, podemos pedir alguma complementação. Isso está em análise. É o Ibama que vai especificar como esses testes devem ser feitos. Não é a fábrica que indica, somos nós”.


Além disso, Freitas negou que o Ibama tivesse ignorado um projeto de Termo de Ajustamento de Conduta proposto pela empresa. “Não é verdade. O Ibama sempre deu retorno dizendo que não aceitava o TAC naquelas condições. O TAC foi proposto em uma reunião e nessa própria reunião o Ibama não aceitou. Isso não é verdade”, disse em entrevista.


Chassis envolvidos


Amarok ano-modelo 2011 - Chassis não sequenciais: de BA000257 até BA000338


Amarok ano-modelo 2011 - Chassis não sequenciais: de B8000200 até B8082605


Amarok ano-modelo 2012 - Chassis não sequenciais: de CA001950 até CA026145


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... ssoes.html

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Ramiel
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24 Set 2016, 19:18

Mas é óbvio né?

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Kicksilver
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26 Set 2016, 05:20

Complô tá foda hein, querem derrubar a VAG de qualquer jeito.

Mas, nunca serão. :haters:

:ogy:

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LPRF
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26 Set 2016, 20:27

Aí a VAG vai lá e compra mais uma marca para o império. :keep:

Podia ser a Opel. Imagina, design Opel, mecânica VAG, ficaria tudo na Alemanha :ogy:
Ex: 1996 Corsa B 1.0 MPFI 60cv MT5 Cinza
Ex: 2007 Fox 1.6 8V 101cv MT5 Prata Reflex
Ex: 2012 Bravo mk2 Essence 1.8 16V 130cv MT5 Preto Vesúvio
Atual: 2010 Focus mk2 GLX 1.6 16V 110cv MT5 Preto Gales
Futuro: Golf mk7 Highline 1.4 TSI 140cv DSG7 Azul Pacífico

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AlvoErrado2
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26 Set 2016, 21:43

Design by VW (Rip Opel). :okay:

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Kicksilver
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29 Set 2016, 00:45

AlvoErrado2 escreveu:Design by VW (Rip Opel). :okay:
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:keep:

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