A revista alemã Auto Motor und Sport concluiu um teste de longa duração com um exemplar do Golf Variant 2.0 TDI diesel equipado com a transmissão automática de dupla embreagem DSG de seis velocidades.
Segundo a reportagem, até os 50.000 km tudo correu muito bem, especialmente a transmissão, que respondia de forma muito rápida, o que resultava em grande agilidade ao modelo. Eles relatam que percebia-se pequenas falhas e trancos nas saídas, mas era algo menor. Entretanto, com o avançar da quilometragem - especialmente acima dos dos 50.000 km - essas falhas começaram a se intensificar.
Segundo a publicação alemã, a saída em aclives com o Golf tornou-se algo complicado e perigoso, pois, para evitar que o carro voltasse ao se tirar o pé do freio, era necessário acelerar muito, mais do que o recomendável. Entretanto, a caixa DSG fazia o acoplamento das engrenagens e logo o carro dava um tranco para frente. A situação fica ainda pior com o sistema Start-Stop ligado.
Outro ponto negativo da transmissão DSG apontada pela Auto Motor und Sport é o fato de exigir manutenção muito cara e frequente. A opção DSG já é cara, 1.900 euros, mas exige uma inspeção e troca de óleo a cada 60.000, que custa no mínimo 440 euros. E mesmo com a revisão em dia, os trancos e as falhas especialmente nas marchas mais baixas continuaram a piorar, tanto em modo manual quanto automático.
O resultado é que a revista considera que não vale a pena pagar o preço do DSG, e que é melhor investir o seu valor em opcionais mais interessantes, como bancos aquecidos, ou o sistema Discovery Pro de infotainmet.
Conclusões
O teste de longa duração de 100.000 km do Golf Variant foi um relativo sucesso, com muitos aspectos positivos, e apenas três pontos negativos: trancos aumentando no DSG-6 com o avanço da quilometragem; hesitação nas saídas em decorrência de falhas de funcionamento no câmbio DSG; ausência de abertura parcial da tampa do porta-malas.
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