por Gustavo Henrique Ruffo - Publicado na edição nº 48 (dez/2011)Kia Rio
Preço estimado
R$ 50 mil
Motor
1.4 de 106 cv
Praticamente com entre-eixos de carro médio, o novo Kia Rio, que ironicamente nunca pôs as rodas oficialmente no Brasil, chega em 2012 para dar à marca um representante no apetitoso segmento dos compactos premium. Penalizado pelo IPI mais alto, o carro terá de vir para cá com um preço talvez pouco competitivo, mas a estratégia da Kia é seduzir o consumidor com outros argumentos, como o conteúdo respeitável, a garantia de 5 anos, o estilo atraente e um consumo misto, entre cidade e estrada, de apenas 19,6 km/l, segundo dados de fábrica.
Essa proeza é obra de um motor 1.4 de 106 cv e de baixa fricção, que evita que a potência se perca em forma de calor. Este motor é aparentado do 1.6 que já equipa Soul, Cerato e o Hyundai Veloster. Todos eles são da família Gamma, que se destaca tanto pelo consumo baixo quanto pelo bom desempenho.
Ainda segundo a Kia, o Rio acelera de 0 a 100 km/h em 11,5 s, tempo exatamente igual ao obtido pela C/D com o Renault Fluence em nossos testes. O desempenho, mesmo com um motor 0,6 litro menor, também parece ser o de um médio, com a vantagem de peso e de consumo significativamente menores. Além de ser um carro completo, possivelmente até com os freios ABS que a Kia hesitou em oferecer no Picanto, o que realmente vai destacar o Rio da concorrência é seu espaço interno, de longe o melhor da categoria.
Tão bom que poderia ter sido levemente sacrificado em prol de um porta-malas mais generoso. Com 288 litros, ele é menor que o de modelos como Volkswagen Gol e Fiat Uno, ambos de categoria inferior. Se o desempenho e o consumo colocam um sorriso na cara de qualquer cliente, a dinâmica do modelo deixa algumas coisas a desejar. A direção, em nossa avaliação, mostrou uma certa demora na resposta que nos incomodou, mas não é nada que o fará desistir da compra.
Já andamos no Kia Rio, confira!
O MAIS LEGAL
Se conseguir evitar a alta de IPI (construindo uma fábrica em Salto, no interior de São Paulo, por exemplo), a Kia venderá aos brasileiros um carro econômico, completo, de boa figura e que não fica a dever em
nada a seus concorrentes nacionais. Pelo contrário: deve ajudá-los a oferecer mais e se tornarem mais competitivos.
Fonte: Car and Driver Brasil










