Para defender o diesel, montadoras pagaram por testes com humanos e macacos

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Robô Troll
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30 Jan 2018, 11:44

Para defender o diesel, montadoras pagaram por testes com humanos e macacos
Do Auto Esporte


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Escapamento soltando fumaça (Foto: Shutterstock)


Quando o escândalo da fraude em motores a diesel especialmente no grupo Volkswagen parecia estar chegando ao fim, novas revelações fazem o caso ficar ainda pior. Segundo reportagens publicadas pelo jornal norte-americano The New York Times e pelo alemão Süddeutsche Zeitung, três montadoras alemãs financiaram um controverso estudo que tinha como objetivo provar que o diesel não provoca prejuízos à saúde da população. O problema é que os testes consistiam em fazer humanos e macacos inalarem fumaça de carros a diesel para avaliar os impactos na saúde.


Os testes foram feitos em 2015, nos Estados Unidos. A reportagem do The New York Times teve acesso aos relatórios do caso que nunca haviam sido divulgados. Segundo os documentos, 10 macacos foram colocados em ambientes fechados enquanto um Volkswagen New Beetle movido a diesel era testado em uma máquina que simula o uso cotidiano de um carro. Toda a poluição que saía do escapamento era direcionada para a câmara onde os macacos estavam confinados.


Para ficarem as cerca de quatro horas que o teste de inalação de gases durava, os pesquisadores colocaram uma televisão ligada na sala para que os macacos assistissem a animações enquanto eram submetidos ao teste. Em uma segunda etapa, os macados eram obrigado a inalar fumaça do escapamento de uma picape Ford F-250 antiga. O objetivo dos pesquisadores era entender se os impactos à saúde de carros com motores mais antigos era maior do que carros mais modernos.


Para piorar o caso, o jornal alemão Süddeutsche Zeitung revelou nesse domingo que a mesma metodologia foi aplicada em 25 seres humanos considerados saudáveis. Depois de inalar os gases, os humanos e os macacos eram submetidos a testes para avaliar os danos dos testes na saúde.


Como se não bastasse, mais um elemento desqualifica a pesquisa financiada pelas três montadoras. Só depois que os testes foram feitos, os pesquisadores descobriram que os carros da Volkswagen usados durante os testes tinham sido fraudados no escândalo do dieselgate. Ou seja, ainda que os testes apontassem menores danos à saúde por conta da tecnologia aplicada em motores mais modernos, os dados não seriam precisos. Isso porque os carros fraudados emitiam poucos poluentes somente enquanto estavam sendo testados. Ao serem guiados em condições normais, nas ruas, eles voltam a emitir mais poluentes do que o permitido pelas leis de diversos países.


As revelações repercutiram negativamente no governo alemão. Nessa segunda, Steffen Seibert, porta-voz da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que "testes com macacos ou humanos não são eticamente justificáveis. A indignação de muitas pessoas é completamente compreensível".


O próprio presidente do conselho de supervisão da Volkswagen, Hans Dieter Pötsch, afirmou que os testes financiados pela empresa "não são de forma alguma compreensíveis". Já a Daimler e a BMW afirmaram que não foram utilizados nos testes carros fabricados por elas. Mas, o jornal norte-americano pontua que executivos da Volkswagen, Daimler e BMW eram informados sobre os testes e tinham conhecimento sobre a metodologia utilizada


A ministra alemã do meio-ambiente, Barbara Hendricks, chamou o teste de "vil" e "desprezível". "O fato de que parte da indústria aparentemente tentou tirar o crédito de fatos científicos com métodos tão duvidosos torna esse assunto ainda mais horrível", disse.

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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... cacos.html

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Pablo
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31 Jan 2018, 00:19

Só faltou dizer que os macacos eram judeus pra fechar o pacote.

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Robô Troll
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31 Jan 2018, 13:59

Volkswagen suspende executivo no caso de testes com homens e macacos
Do Auto Esporte


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A Volkswagen anunciou nesta terça-feira (30) a suspensão de seu chefe de relações públicas e prometeu que haverá consequências internas para aqueles que permitiram os testes feitos em macacos e humanos para medir o impacto das emissões de gases poluentes, o novo escândalo que sacode a fabricante alemã.


"Thomas Steg foi afastado de suas responsabilidades até que sejam esclarecidos todos os detalhes sobre os acontecimentos", indicou a número um mundial do setor automobilístico em um comunicado, acrescentando que "as investigações internas avançam rapidamente".


Segundo o diretor-geral do grupo, Matthias Müller, citado no comunicado, Steg, que era responsável pelas relações públicas e institucionais, pediu para "assumir a responsabilidade total" deste novo escândalo.


Na segunda-feira à noite, ele havia declarado em Bruxelas, de acordo com o jornal Der Spiegel, que os testes com macacos em 2014 revelados pelo New York Times não eram éticos. "Há coisas que simplesmente não se fazem", disse o executivo, acrescentando que haverá consequências.


Ao jornal Bild, Thomas Steg admitiu ter sido informado dos testes destinados a estudar os efeitos das emissões geradas pelos motores a diesel da Volkswagen, que também estão no centro de um escândalo por manipulação de dados para parecem menos poluentes.


Mas ele insistiu que impediu que estes testes fossem realizados em seres humanos, através do EUGT, um organismo de pesquisa financiado pela Volkswagen e seus competidores Daimler, BMW e autopeças da Bosch. "Os pesquisadores americanos queriam fazer testes em voluntários humanos", explicou. "Eu respondi que não podia autorizar e foi decidido fazer o estudo com macacos".


"Este estudo nunca deveria ter sido feito, com homens ou com macacos, o que aconteceu nunca deveria ter acontecido, sinto muito", disse Steg.


Quanto ao estudo científico realizado por um instituto hospitalar em Aachen (oeste) e para o qual 25 pessoas em boa saúde inalaram em 2013 e 2014 dióxido de nitrogênio (NO2), Thomas Steg tentou justificar a lógica, assegurando que os voluntários foram expostos a "níveis muito inferiores aos encontrados em muitos locais de trabalho".


Nenhuma dessas pessoas "sofreu dano algum", garantiu.


No final de 2015, o grupo Volkswagen reconheceu ter equipado 11 milhões de carros a diesel com um programa para falsificar os resultados das medições de gases poluentes.


Um novo escândalo



Além da Volkswagen, as também alemãs Daimler, BMW e Bosch se viram envolvidas no mesmo escândalo. "Daimler distancia-se expressamente do estudo e do EUGT", segundo um porta-voz questionado pela AFP, enquanto BMW negou ter participado.


Os primeiros testes em macacos teriam sido realizados em 2014 em território americano, segundo o New York Times, que relata que os animais eram trancados em frente a desenhos animados e obrigados a respirar a fumaça emitida por um Beetle, o novo fusca, da Volkswagen.


O objetivo era "provar que os veículos a diesel de tecnologia recente são mais limpos que os velhos modelos", aponta o jornal, um argumento usado pelas montadoras para alavancar o mercado americano.


E o caso adquiriu uma nova dimensão nesta segunda, quando o jornal alemão Süddeutsche Zeitung afirmou que estes testes sobre os efeitos de inalação de óxidos de nitrogênio (NOx) também foram realizados com 25 humanos com boa saúde.


A Comissão Europeia expressou nesta terça sua indignação em relação a esses testes. "Estamos impactados pelas notícias como todos os demais", indicou em coletiva de imprensa o porta-voz do executivo comunitário, Margaritis Schinas, que disse esperar que as autoridades alemãs investiguem este novo escândalo em seu setor automotivo.


Na véspera, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, afirmou que tais experiências "são indesculpáveis do ponto de vista ético", exigindo explicações dos grupos envolvidos.


"A confiança da indústria automobilística voltou a ser afetada", declarou o ministro dos Transportes e da Agricultura, Christian Schmidt.


Ele anunciou que as montadoras serão convocadas ante a comissão ministerial responsável pelo 'dieselgate' e intimou as empresas a "cessar imediatamente este tipo de testes".


Mas nenhuma dessas declarações foram suficientes para abafar a polêmica, reavivando a crise de confiança que atinge as grandes construtoras desde a revelação do escândalo da adulteração em grande escala dos motores a diesel.

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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... cacos.html

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Ramiel
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01 Fev 2018, 10:25

Pablo escreveu:
31 Jan 2018, 00:19
Só faltou dizer que os macacos eram judeus pra fechar o pacote.
:nazitroll:

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K.D.R
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01 Fev 2018, 23:52

grande volks. sempre surpreendendo. :notbad:

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Buzz
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08 Fev 2018, 15:48

Tá com dó do macaquinho?

Vai fazer o teste no lugar dele, porra.

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Kicksilver
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23 Fev 2018, 11:09

Buzz escreveu:
08 Fev 2018, 15:48
Tá com dó do macaquinho?

Vai fazer o teste no lugar dele, porra.
Ou não façam tal teste.

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