Testamos o Mercedes-AMG GT C Roadster, um carrão de mais de R$ 1 milhão para o dia a dia

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Robô Troll
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21 Abr 2018, 17:40

Testamos o Mercedes-AMG GT C Roadster, um carrão de mais de R$ 1 milhão para o dia a dia
Do Auto Esporte


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Mercedes AMG (Foto: )


Convenhamos que o AMG GT C Roadster não é nada acessível – e nem estou falando do preço, que cruza a barreira do R$ 1 milhão! Afinal, é difícil imaginar um conversível desses no trânsito paulistano, com motos driblando retrovisores e buracos torturando a suspensão. Mas qual é o lugar ideal para colocar 557 cv de potência à prova? Na Alemanha, é claro (e, por isso, fomos até lá).


Se você pensa que vida de jornalista automotivo é glamourosa, com viagens e carrões, é porque não viu a nossa chegada ao aeroporto de Paderborn. Explico: nos eventos, todos os modelos ficam estacionados, só à espera dos motoristas para o teste, que (quase) disputam a tapas as chaves. No fim das contas, consegui o poderoso “sem teto” na cor amarela Solarbeam que já desejava desde o avião.

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“Nossa, até que esse porta-malas tem espaço, né?”, digo a um colega brasileiro, que também se surpreendeu com a capacidade do esportivo. São 165 litros, suficientes para abocanhar sem nenhum sufoco duas bagagens de mão e talvez mais que isso. Entretanto, é melhor dedicar cinco minutos para fazer aquecimentos antes de entrar na cabine, pois a altura de 1,26 metro exige contorcionismos.


Jogo a perna direita para dentro do carro, busco apoio na coluna do para-brisa, manobro o quadril para acertar o banco e... depois de algumas tentativas, finalmente fui “abraçado” pelo AMG GT C Roadster. Preciso dizer que o motorista fica lá embaixo, bem próximo ao assoalho (e do asfalto), com pernas esticadas? Só que o desconforto acaba aí, pois até a coluna de direção possui ajustes elétricos.


Esqueça qualquer peça de plástico: no acabamento, há couro legítimo, fibra de carbono, alumínio e camurça sintética alcântara por todos os lados. Como “só” refinamento não basta – senão, você compraria um S 65 AMG –, o Mercedes recompensa o investimento de sete dígitos com cinco diferentes modos de condução, amortecedores de rigidez variável e até ajustes do ruído que sai pelo escapamento.

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Segundo a marca, a velocidade máxima é de até 316 km/h


 

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Saídas de ar nos bancos garantem passeios com teto abaixado até no frio


 


 


Em termos de construção, o supesportivo arranca sorrisos de qualquer engenheiro. O motor fica antes do eixo, em posição dianteira-central, enquanto o câmbio automático de dupla embreagem com sete marchas está na parte de trás. Além da boa divisão dos 1.660 kg, com 47% do peso na frente e 53% na traseira, há detalhes, como a lubrificação por cárter seco, que baixam o centro de gravidade.


Para traduzir melhor, o AMG GT C Roadster promete ser bom para @#&*! Mas só há um jeito de tirar a prova: dando partida – na verdade, duas, pois dá para apertar um botão no painel, ou girar a chave sob o apoio de braço do console central. E basta o primeiro rugido dos quatro litros de deslocamento sendo preenchidos por gasolina e chamas para arrepiar a pele de quem está perto.


Se na opção “civilizada” o modelo já assusta, escolher a personalidade mais agressiva (Race) até parece provocação à própria sorte. Aliás, o modo de condução destinado às pistas só está disponível nas versões GT S, GT C e GT R. Apesar de chegar aos 100 km/h em 3,7 segundos e acelerar até os 316 km/h, meus primeiros minutos à bordo foram limitados a 50 km/h pelas ruas alemãs.

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Por incrível que pareça, bastaram algumas voltas para me acostumar às dimensões de transatlântico e, com um pouco de força de vontade, já me sentia  dirigindo um “modesto” E 63 AMG. Parte do mérito é da direção eletro-hidráulica (ultra) direta, que aponta o gigantesco capô ao mínimo toque no volante. Entretanto, o eixo traseiro esterçante, que facilita  manobras no dia a dia e melhora a estabilidade a partir dos 100 km/h, também dá uma mãozinha.


Estava ansioso para acelerar em rodovia e, por isso, me certifiquei que tudo sairia perfeito. Nem mesmo o frio de 12°C em pleno outono me fez subir a capota produzida com três camadas de tecido e, para acompanhar a melodia dos oito canecos, escolhi uma música à altura para tocar no equipamento de som da grife alemã Burmester com 20 alto-falantes.


A voz do GPS me indicou a alça de acesso, preparei o pé direito e... trânsito! Acostumado com a caótica Marginal Pinheiros, em São Paulo (SP), durante horário de pico, nem deveria me abater. O problema é que, àquela altura da viagem, meus sonhos de Autobahnen sem limites de velocidade foram por água abaixo. Me restou fuçar no controle de velocidade adaptativo e na confusa central multimídia, que não possui tela sensível ao toque.

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Apesar dos 4,55 m de comprimento, o esportivo pesa apenas 1.660 kg


 

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Genética: como em outros Mercedes, a "telinha" não é sensível ao toque


 


“Eita, cadê aquele congestionamento?”, me perguntei depois de algum tempo. Já estava tão acostumado à vida mansa que nem percebi que a lentidão havia acabado totalmente. Fiz o sinal da cruz, pedi perdão pelos meus pecados (inclusive por ter me rendido à tentação do modo Comfort e da suspensão menos nervosa) e, sem pensar em mais nada, cravei o pé com toda a força no pedal do acelerador.


Entre ronco do motor, assovios dos turbos e pipocos no escapamento, o ponteiro do velocímetro subiu antes mesmo do meu coração ameaçar sair pela boca. Em experiências anteriores, já provei carros que me faziam brigar ao volante para acelerar, só que o GT C Roadster transforma isso em algo absolutamente simples. Viajar a 120 km/h é tão fácil quanto ultrapassar os limites permitidos por lei.


Em algumas retomadas, até provoquei os absurdos 69,3 kgfm de torque (que estão disponíveis de 1.900 rpm a 6.750 rpm) com as borboletas para trocas de marchas. Mas quer saber? Hoje, a eletrônica faz esse trabalho muito melhor que eu! E se, ainda assim, você ainda quiser brincar com o modo manual, é só apertar o botão “M” no console central e elevar os giros à vontade, sem nenhuma intromissão.

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Na Europa, o consumo é de até 6,6 km/l na cidade


 

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Nas versões GT C, os turbos rendem até 1,25 bar


 


 


Tive muita diversão a céu aberto, até que o inevitável aconteceu: as primeiras gotas começaram a encharcar o para-brisas. Por sorte, eu continuava protegido pelo ar rápido que passava sobre minha cabeça – ao menos até acessar outra estrada e, é claro, reduzir a velocidade. “Fecha, fecha, fecha!”, eu implorava já no acostamento, só esperando os segundos de acionamento elétrico do teto de lona.


Depois de quase uma tarde inteira ao volante do GT C Roadster, o GPS interrompeu a música outra vez para alertar que meu destino estava próximo e, com isso, o teste do “amarelinho”. Entretanto, antes de dizer adeus ao meu bom companheiro de viagem, aproveitei para cruzar algumas vilas tipicamente germânicas, com direito a ruas estreitas e crianças acenando para ouvir o barulho do motor.

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Apesar da santíssima trindade (vulgo Audi, BMW e Mercedes-Benz) ser tão popular por lá quanto a nossa dupla tupiniquim VW Gol e Fiat Uno, foram poucos os alemães que resistiram à tentação de admirar o “meu” esportivo durante o curto passeio. Não bastasse a carroceria "cor de sol" e a chamativa grade Panamericana já tradicional dos modelos AMG, os para-lamas ainda são 5,7 centímetros mais bojudos que nas versões de entrada.


Sabe quando você tenta acordar pela manhã e fica pensando nas consequências de jogar tudo para o alto? Na hora de entregar as chaves para o pessoal da Mercedes-AMG, só imaginei quanto me custaria uma fuga pela Alemanha a bordo do conversível – talvez eu devesse ter escolhido uma cor menos chamativa. Para nós, brasileiros, um carro desses é praticamente uma escolha irracional, mas, por lá, pareceu uma opção tão possível...


Ficha técnica



Motor: Dianteiro, longitudinal, V8, 4.0, 32V, comando duplo, biturbo, injeção direta de gasolina

Potência: 557 cv a 5.750 rpm

Torque: 69,3 kgfm a 1.900 rpm

Câmbio: Automático de 7 marchas e dupla embreagem, tração traseira

Direção: Eletro-hidráulica

Suspensão: Indep. duplos braços triangulares

Freios: Discos ventilados

Pneus: 265/35 R19 (diant.) e 305/30 R20 (tras.)

Dimensões: Compr.: 4,55 m/ Largura: 2,00 m/ Altura: 1,26 m/Entre-eixos: 2,63 m

Tanque: 65 litros

Porta-malas: 165 litros (fabricante)

Peso: 1.660 kg

Central multimídia: 8,4 pol., não sensível ao toque

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Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/te ... a-dia.html

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rlaranjo
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23 Abr 2018, 08:03

Outra dessas reportagens esquisitas só com fotos de divulgacao. Isso me dói.

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Ramiel
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23 Abr 2018, 09:08

rlaranjo escreveu:
23 Abr 2018, 08:03
Outra dessas reportagens esquisitas só com fotos de divulgacao. Isso me dói.
Qdo li "um carrão" no título já desconfiei :hateogwbaby:

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23 Abr 2018, 09:34

rlaranjo escreveu:
23 Abr 2018, 08:03
Outra dessas reportagens esquisitas só com fotos de divulgacao. Isso me dói.
Pare de falar mal de nossas simulações avaliações e testes reais, sérios e competentes. :trollgif:

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rlaranjo
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23 Abr 2018, 10:02

Nunca me esqueci de uma dessas reportagens do AutoEsporte, apócrifa (nao tinha nome do jornalista), e pesquisando achei o texto IDENTICO em espanhol em outro site.

Jornalista sao tudo uns soldados do demonio mesmo.

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Buzz
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25 Abr 2018, 16:25

Quem vai deixar de comprar um 911 pra levar isso daí? :hahalol:

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