Opinião: Paris é uma festa. Mas seu Salão do Automóvel, não mais

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Robô Troll
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02 Out 2018, 17:11

Opinião: Paris é uma festa. Mas seu Salão do Automóvel, não mais
Do Auto Esporte


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Salão de Paris 2018 (Foto: Michelle Ferreira / Autoesporte)


Os portões do charmoso Mondial, ou Paris Motor Show, foram abertos hoje para dois dias de cobertura de imprensa, e a partir de quinta-feira estarão à disposição do público que chega geralmente de metrô, na estação Porte de Versailles. Quem conhece apenas salões brasileiros certamente se assusta com o gigantismo da exposição francesa, com vários pavilhões espalhados por uma área extensa, repleta de escadas e esteiras rolantes para aliviar o cansaço dos visitantes. Mas algo estanho acontece com a edição deste ano, que comemora 120 anos em um clima de perplexidade com tantas ausências importantes.


Gigantes como Volkswagen, General Motors, Ford, Fiat e Nissan preferiram ficar de fora da exposição francesa. Estamos falando do terceiro maior mercado automotivo da Europa e o sexto do mundo, um dos berços da indústria automobilística. A essas quatro gigantes se somam marcas importantes como as japonesas Mitsubishi, Mazda e Subaru, a americana Jeep, a italiana Alfa Romeo e até a alemã Opel, hoje controlada pelos franceses da Peugeot-Citroën (PSA). A sueca Volvo também ficou de fora, como vem fazendo com todos os outros salões internacionais. Chinesa, apenas uma, a GAC, além de uma surpresa vietnamita, a Vin Fast.

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Muitos fabricantes artesanais de esportivos, que povoam o Salão de Genebra, na Suíça, também não acharam conveniente gastar uma pequena fortuna para ter um estande no Salão de Paris. Estima-se que cada marca gaste mais de 1 milhão de euros para a “operação salão”, incluindo aluguel, montagem do estande, logística, modelos, segurança, limpeza, refeições, brindes e tudo o mais que envolve essas quase duas semanas de evento. As marcas locais, como a Renault, que ficam com os maiores espaços, pagam 800 mil euros apenas de aluguel. Nesse ponto, a grandiosidade de eventos como os de Paris e Frankfurt joga contra, ao contrário de salões mais compactos como o de Genebra.


O custo elevado de expor nesses eventos faz com que muitas montadoras optem por alguns salões importantes, não mais todos. Não dá para fugir dos eventos chineses, mercado que mais cresce no mundo. Mas dos outros países, a fuga é inevitável. Vale lembrar que as empresas automotivas vivem um momento financeiro apertado por conta dos altos investimentos necessários em eletrificação, automação, conectividade e outras tendências das quais não se pode mais fugir. Isso acaba sacrificando um pouco as verbas de marketing e eventos.

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Mas há um elemento ainda mais importante que está tirando o peso dos salões automotivos: a era digital. Antes, esses pontos de encontro eram a chance de juntar executivos de várias partes do mundo para um proveitoso networking. E os dias de público eram uma vitrine formidável para as novidades de cada marca. Hoje, dá para promover um grande lançamento de forma virtual. E há eventos que permitem muito mais networking do que os salões, como a CES de Las Vegas, maior feira de tecnologia do mundo. Para as marcas de carros de sonho, é mais barato e produtivo expor suas novidades em eventos exclusivos e focados, como os festivais de Goodwood (Inglaterra) ou Pebble Beach, na Califórnia (EUA). Este, por sinal, atraiu 11 modelos inéditos em agosto último, um recorde para eventos de pequeno porte, que duram apenas um final de semana.


Os grandes salões automotivos estão em crise e seus organizadores sabem disso. Até agora, as tentativas de recuperar relevância têm sido inúteis. O de Paris deste ano teve os dias reduzidos de 16 para 11, para reduzir os custos. O de Detroit do ano que vem terá (salvo raras exceções) apenas as marcas norte-americanas. Em 2020 ele vai mudar de janeiro para julho, para tentar atrair mais montadoras longe do inverno glacial daquela região. O fato é que se essa fuga de marcas não for revertida, acabará inviabilizando alguns eventos centenários do setor. A conferir.


Glauco Lucena escreve neste espaço às terças. Jornalista com 28 anos de experiência no setor automotivo, foi redator-chefe de Autoesporte até 2013 e gerente de imprensa da Jeep. Hoje é consultor automotivo e mantém o site AutoBuzz.

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Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Bl ... -mais.html

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Ramiel
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17 Out 2018, 05:53

Tb, Paris virou inimiga nº 1 dos carros e montadora francesa é td uma bosta...

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Johnnie Walker
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17 Out 2018, 08:30

Todo mundo que odeia o meu carro, é idiota. Todo mundo que me odeia, é feio.

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rlaranjo
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17 Out 2018, 17:34

Isso eu posso confirmar. Paris tá quase Brasil.

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Pablo
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18 Out 2018, 01:20

:lol:

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RockMaan
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18 Out 2018, 22:08

PJW metendo a real como sempre

Bizarros esses relatos do tripadvisor :hateogw:

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p_h
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28 Out 2018, 17:37

rlaranjo escreveu:
17 Out 2018, 17:34
Isso eu posso confirmar. Paris tá quase Brasil.
Que nada, Paris foi enriquecida culturalmente!!!

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AlvoErrado2
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28 Out 2018, 21:05

p_h escreveu:
28 Out 2018, 17:37
rlaranjo escreveu:
17 Out 2018, 17:34
Isso eu posso confirmar. Paris tá quase Brasil.
Que nada, Paris foi enriquecida culturalmente!!!
Paris estará 90% árabe nos próximos anos. :trollbanguela:

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