Estava eu redigindo uma nota sobre a linha 2013 da Volkswagen (sim, já há carros da marca nos desejando feliz ano-modelo novo...) quando me deparei com a velha e boa Parati. Parati??? Sim, ela existe. Mas por quê?
Lá se vão seis anos do lançamento da SpaceFox, misto de perua e minivan, que tinha tudo para tirar de linha a Parati, não sem antes agradecê-la pelos bons serviços prestados ao longo de todos esses anos.
Tinha. Mas ela continua em linha, firme e forte, robusta como foi concebida, com base na terceira geração do Gol. Em uma versão regular e outra chamada Surf, sintomaticamente, parece estar no mercado em movimento que na aviação se chama “modo idle”. Seus preços começam em R$ 42.420.

Sim, ela ainda existe!
Problema é que, robusta e ágil que é, costuma ser um dos modelos preferidos para furtos e roubos (o que eleva o preço do seguro às alturas), mas sem nenhum outro apelo emocional. Experimente fazer a cotação de um seguro para uma Parati. Você vai desistir rapidinho.
Tudo bem, a Volks vai argumentar que é a terceira perua derivada de compacto mais vendida do mercado. No ano passado inteiro foram 4.835 unidades, contra 22.852 da família Palio Weekend e 20.502 da “irmã” SpaceFox (sem contabilizar as 1.646 unidades da SpaceCross; a marca junta Fox e CrossFox, mas não faz o mesmo com as peruas...).
Também estão no mercado, mas atrás da Parati, Hyundai i30 SW (3.957 unidades em 2011) e Peugeot 207 SW (3.135). Ah, a Parati também pode ser vista engrossando a frota das polícias país afora. Ou seja, é um carro de polícia e bandido.
E para o consumidor comum, o que será da Parati? Com a palavra, a Volkswagen.
Por: Luís Perez às 10h53
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