Fica de cara porque achava que as estradas brasileiras não tinham nem pavimentação, ou fica de cara porque acham melhor que o que eles tem no país de origem? É uma pergunta a se fazer. (mesmo que, de fato, precise concordar que a conservação das estradas pedagiadas de SP seja boa)tomsa2 escreveu:A gringaiada que eu conheço quando vem aqui fica de cara com as nossas estradas. Não vêem diferença significativa com relação às estradas deles.
A gringaiada gosta muito do Brasil num geral quando vem pra cá e elogiam várias coisas. Não sei exatamente o pq. Será que não vem para cá pensando que é igual Cuba, mas descobrem que é igual ao México? (embora o governo seja realmente mais pró-Raul Castro do que pró-Barack Obama)
Concordo neste ponto.tomsa2 escreveu:Com relação aos pedágios, apesar de pagarmos muitos impostos sou favorável. Não acho que uma tiazinha que mora na periferia de Diadema, mãe de 3 filhos que cuida deles sem apoio do pai tenha que pagar por estradas de excelente qualidade para que o bonitão aqui vá passear de Malibu no fim de semana. Quisessem isentar caminhões vá lá. Mas carros têm que pagar pedágio para não onerar as pessoas que não têm carros ou mesmo para não onerar aqueles que têm carros mas não utilizam tal estrutura.
O problema é que a tiazinha acaba pagando indiretamente. Quando pega um ônibus, é cobrado sobre o combustível que o movimenta o CIDE (um imposto geral, mas entre os objetivos está o financiamento de rodovias), que por sua vez, é compensado na tarifa que ela paga para usar o serviço.
Para piorar, é provavel que em breve ela comece a pagar diretamente pelas estradas que ela - teoricamente - não usa. Existe um PL em trânsito que quer que o CIDE seja tributado em embalagens. Sempre que for no mercado e comprar arroz, leite, refrigerante, detergente ou qualquer coisa que venha embalada estará embutido.
A maior questão do pedágio é o preço. Deveria ser coisa de centavos, mas são dezenas de reais.
Antes havia uma taxa destinada exclusivamente para estradas, a TRU. Graças à ela, a maior parte da nossa malha rodoviaria foi construida. Quando o acabou com ela, a solução foi passar as rodovias para a mão de concessionárias, que tem toda a liberdade para cobrar o quanto quiserem (e realmente fazem isso). E cobrar um imposto a mais em cima do combustível.
Além da confusão causada pelas concessionárias e já mencionada acima, não deveria existir CIDE sobre nenhum combustível. Combustível é necessário para movimentar o ônibus que leva 40 pessoas para o trabalho e para movimentar o caminhão que traz a cesta básica de centenas. É uma arrecadação que o governo deveria se abster pelo bem da sociedade.
É... tá difícil o negócio aqui na América Socialista! A metropolitana de Caracas parece ter sido bem executada, uma pena que estejam deixando ao vento. Junto com a Cidade do México e Santiago, eram as 3 cidades da AL com melhor sistema de movimentação de veículos. Só Santiago parece estar com grandes investimentos do governo em infra-estrutura. Se bem que não foi SP que interditaram duas marginais em menos de 6 meses porque pedaços de pontes estavam caindo?tomsa2 escreveu:Com relação a Caracas, uma das principais vias da cidade que sai em direção ao aeroporto está fechada pois tem uma grande ponte a ponto de ruir. A infra da Venezuela foi pro saco faz tempo.


