Fontes do mercado dizem que é difícil suplantar o Corolla por conta da versão XLi, que tem preço sugerido de R$ 63.570. O carro de fato surpreende pela falta de equipamentos. Para começar, as rodas não são de liga leve e sim de aço. Seus pneus são menores. Não tem ABS. Diferentemente de todas as outras versões, que têm ar digital, seu ar-condicionado é manual (ufa, pelo menos tem ar!). O banco traseiro não biparte. Economizaram até na luz do para-sol do motorista. Aliás, na versão só o motorista tem vidro elétrico com sistema "um toque" e antiesmagamento. O volante não tem comando do som.
É um Corolla “pé-de-boi” total. Fui perguntar à Toyota o mix de vendas para ver se ele de fato dependia desse carro pelado. Pelos números apresentados, a resposta é não. O XLi responde pela menor fatia do modelo, 5%. Mais da metade das vendas é do XEi (55%), quase um terço é do GLi (30%) e outros 10% compram a superequipada versão Altis, cujo preço é suficiente para migrar para uma categoria mais elevada.
Oferecer um carro assim tão pelado é ruim para a imagem da marca? Pode virar argumento na revenda, na medida em que o comprador irá poderar que “ah, mas por esse preço eu compro um zero”? Pode até ser. Mas pelo visto não é a versão mais barata que faz do Corolla o líder da categoria.
Blog do Luís Perez












