CPI do Senado pede quebra de sigilo do presidente da Mitsubishi e convoca ex-presidente da empresa

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09 Jul 2015, 20:30

CPI do Senado pede quebra de sigilo do presidente da Mitsubishi e convoca ex-presidente da empresa
Do Auto Esporte


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Robert Rittscher, presidente da Mitsubishi, presta depoimento a CPI no Senado (Foto: Pedro França/Agência Senado)


A CPI do Senado que investiga suspeitas de manipulação de julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) ouviu nesta quinta-feira (9) o atual presidente da Mitsubishi, Robert Rittscher. Os integrantes da comissão investigam como a empresa conseguiu reduzir uma cobrança que teria que fazer junto ao órgão de R$ 266 milhões previstos inicialmente para menos de R$ 1 milhão. Rittscher negou qualquer tipo de envolvimento com outros investigados, mas os senadores pedirão a quebra dos sigilos telefônico e telemático do executivo, assim como a convocação do ex-presidente da Mitsubishi, Paulo Ferraz.


O Senado instaurou a Comissão Parlamentar de Inquérito depois que a Polícia Federal, o Ministério Público, a Receita Federal e a corregedoria do Ministério da Fazenda deflagraram a operação Zelotes (entenda ao fim deste texto). Além da Mitsubishi, Ford e outras 72 empresas e entidades são investigadas pela suspeita de pagamento de propina para manipular resultados de julgamentos internos do Ministério da Fazenda. Segundo balanços oficiais, a Mitsubishi pode ter sido responsável por prejuízos de R$ 505,33 milhões, enquanto a Ford pode ter responsabilidade por prejuízos de R$ 1,78 bilhão.


Enquanto possuía processos em andamento no Carf, a Mitsubishi repassou para a empresa Marcondes & Mautoni mais de R$ 40 milhões. Rittscher explicou que o valor é referente a “serviços prestados” e afirmou que a documentação referente aos repasses será apresentada à CPI. O pedido de quebra de sigilos do executivo pode ser votado na próxima reunião da CPI.


Em resposta à reportagem de Autoesporte, a assessoria de imprensa da Mitsubishi afirmou que a empresa não irá se pronunciar.

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Operação Zelotes


A Polícia Federal, o Ministério Público, a Receita Federal e a corregedoria do Ministério da Fazenda investigam se Ford, Mitsubishi e outras 72 empresas e entidades pagaram propina para manipular resultados de julgamentos internos do Ministério da Fazenda. A propina seria paga a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), da Ministério da Fazenda, que é a última instância administrativa a que se pode recorrer de cobranças da Receita Federal. Os investigadores identificaram indícios de que as empresas teriam corrompido conselheiros do órgão a fim de anular ou reduzir valores que deveriam ser pagos como punição a infrações impostas pela Receita Federal. As apurações apontam que servidores do órgão repassariam informações privilegiadas para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia. Estes, por sua vez, captariam clientes - as empresas e entidades investigadas - para mediar “facilidades” dentro do processo.


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... presa.html