Avaliação: Yamaha NMax 160 chega por R$ 11.390

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31 Mar 2016, 11:57

Avaliação: Yamaha NMax 160 chega por R$ 11.390
Do Auto Esporte


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Yamaha NMax 160 (Foto: Mario Villaescusa/Divulgação)


Durante quase uma década, a Yamaha ficou fora do segmento de scooters no Brasil. O hiato se deu em 2007, quando parou de produzir a Neo 115. Agora, a marca dos três diapasões quer recuperar o tempo “perdido” ao lançar o atual NMax 160 ABS. Sucesso na Europa, o scooter chegará na primeira quinzena de Maio por R$ 11.390. O valor parelho ao praticado pelo concorrente Honda PCX 150, acompanha freios a disco com ABS – não disponível no oponente - e iluminação por LEDs, ambos de série.


Tivemos o primeiro contato com o novo Yamaha no Autódromo Velo Cità (em Mogi-Guaçu, SP). Apesar de não ser o habitat ideal para um scooter, foi possível notar credenciais para agradar a quem busca uma mobilidade urbana ágil. Com o NMax, a Yamaha pretende responder por 20% das vendas entre os scooters compactos, de até 249 cm³.


Compacta e prática


Os scooters nasceram como leituras essencialmente urbanas das Vespas e lambretas surgidas no Pós-Guerra dos anos 40. Hoje, diante de um trânsito caótico nas cidades médias e grandes, ideal é que sejam o mais compacto possível.

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Yamaha NMax 160 (Foto: Yamaha)


Por este olhar, o NMax entrega uma embalagem interessante e esguia. Com 127 kg totais, ele é compacto (tem 74 cm de largura e entre-eixos de 1,35 m) e consegue oferecer um assento longo. Isso, junto de um guidão mais alto que a média, permite que pilotos de diversas estaturas se acomodem bem, podendo ficar com os braços mais (ou menos) esticados. O mesmo ocorre com os pés, que podem tanto ir apoiados nas laterais – no túnel central fica o tanque para 6,6 litros – como com as pernas relaxadas e os “pisantes” apoiados no escudo frontal. Este, por sua vez, traz um amplo porta-objetos na esquerda, com espécie de porta-chaves na direita.


Durante a apresentação, a Yamaha exibiu (com notável orgulho) um NMax “depenado”, de forma a ver seu chassi e toda parte mecânica, normalmente escondidos pelas carenagens. A estrutura tubular, compacta e bem “amarrada” por reforços triangulares, vai conectada a uma balança traseira que acomoda o motor – e que é devidamente fixada junto de coxins.

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Yamaha NMax 160 (Foto: Yamaha)


Além disso, o Nmax mostrou soluções bem sacadas, a exemplo do espaço abaixo do assento, para 25 litros. Nele, é possível acomodar um capacete grande (e fechado), porém de ponta-cabeça, com superfície emborrachada para evitar riscos ou choques. O assento, por sua vez, atua com dobradiça por mola. Isso mantem o banco para o alto, facilitando a acomodação de objetos e compras, por exemplo.


Ao vivo, o desenho do NMax alia arrojo à discrição. A dianteira é o ponto alto e traz três lâmpadas de LED abaixo da compacta “máscara”. Dois diodos luminosos acendem no farol baixo; uma atua simultaneamente ao optar pelo farol alto e são levemente azulados. Embora as laterais e a traseira não cheguem a arrancar suspiros, o acabamento geral é bem cuidado. A exemplo das carenagens com textura, o painel em LCD com lente anti-reflexo e o guidão “forrado” em plástico agradável ao toque.

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Também não há economia no quesito rodas e pneus: com gorduchos aros 13” de alumínio (uma polegada menor que o Honda), o “N” sai com largos 110/70 na dianteira e 130/70 atrás. Junto da suspensão bem acertada, tais borrachudos permitem até mesmo certo arrojo em curvas. Porém, ao inclinar mais, se encontra limitação no escapamento e o descanso lateral, que raspam no solo. Mas, nada que que denuncie contra; afinal se trata de um veículo pacato por natureza – e que se saiu melhor do que o esperado.

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Mecânica afinada


Com pistão de alumínio forjado, a máquina refrigerada a líquido fica em posição baixa e horizontal. Algo que rende baixo centro de gravidade e uma pilotagem amigável. Novidade aparece no cabeçote com variação na abertura das (duas) válvulas de admissão, que melhora o desempenho a partir de 6.000 rpm – um sistema por válvula solenoide, que “desarma” ao retornar as 5.500 rpm. No entanto, em estradas, mesmo com 15,1 cv a 8.000 rpm (2 cv a mais que o PCX), o Nmax deve render médias horárias pouco acima de 100 km/h.


Na prática, a máquina aliada a um atual cambio CVT, permitiu aceleração ágil até os 80 km/h. Segundo a engenharia da Yamaha, a “relação” da transmissão pende para o longo, solução que visa baixas rotações para economia de combustível e conforto de rodagem. Chamou atenção o fato de, ao cortar aceleração, a transmissão desacoplar da embreagem centrífuga de imediato, deixando o Nmax “livre” para continuar deslizando. Seja em descidas ou em retas, o scooter “embala” bem, retomando aceleração de maneira rápida e suave. A troca da correia da transmissão é recomendada para 20 mil km.

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Segundo a marca, é possível chegar a médias de consumo em torno de 40 km/litro. No painel, inclusive, existe medidor de consumo instantâneo, por barras, e também a média em quilômetros por litro.


No quesito freios o scooter se mostrou bem amparado por discos simples de 230 mm nos dois eixos, além de um sistema ABS com eficácia adequada à sua proposta.


Embora não tenhamos encarado obstáculos e buracos, a impressão é de que a suspensão atuará com desenvoltura em nossa malha viária precária. Com 10 cm de curso no garfo dianteiro, traz sistema bichoque traseiro, com 9 cm de curso e molas progressivas – nas quais os elos superiores são quase que juntos, distanciando-se nos inferiores. Além disso, é possível escolher entre sete regulagens de pré-carga da mola.


Racional como se espera de um veículo com filosofia japonesa de construção, o Nmax surpreendeu pela embalagem enxuta e bem aproveitada, acompanhado de um conteúdo acima da média. Com um ano de garantia, tem as opções de cores branco, vermelho ou cinza fosco.

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Fotos: Yamaha NMax 160



 


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... 11390.html