Quase 100 mil bicicletas compartilhadas devem chegar a São Paulo até o final de 2018

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Robô Troll
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04 Mai 2018, 10:32

Quase 100 mil bicicletas compartilhadas devem chegar a São Paulo até o final de 2018
Do Auto Esporte


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A Mobike já está presente em (Foto: Divulgação)


 


São Paulo entrou, definitivamente, na mira das empresas de compartilhamento de bicicletas. Até hoje, o projeto mais conhecido na cidade é o Bike Sampa, presente na cidade desde 2012 e que até 2016 atingiu cerca de 8% do território paulistano, contando com 259 estações e mais de 1.500 bicicletas.


A novidade é que, nos último meses, a Prefeitura da cidade credenciou cinco novas empresas que prestam esse serviço. Juntas, a Yellow, Serttel, Bikefacil, Mobike e Trunfo pretendem disponibilizar mais de 100 mil novas bikes até o final do ano.


Desde 2014, o sistema de bicicletas compartilhadas em São Paulo é garantido pelo Plano Diretor Estratégico como parte integrante do sistema cicloviário da cidade. Já sua regularização e outras especificações para exploração econômica pelas empresas interessadas é feita pelo decreto municipal 57.889/2017. Importante lembrar que, atualmente, o preço máximo que pode ser cobrado do usuário por viagem não pode ultrapassar o valor de duas passagens de ônibus, ou seja, R$ 8.

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Bike Sampa (Foto: Alexandre Izo)


 


 


De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), a região da cidade com maior demanda de bikes compartilhadas é a central. Mas as áreas mais periféricas ainda sofrem com a grande carência desse serviço. Quanto ao perfil dos usuários, os homens ainda são maioria: eles representam 71% enquanto as usuárias mulheres são 29%. De todo o modo, ao longo desses anos, as bicicletas vem tomando cada vez mais espaço na rotina dos paulistanos. 


Estação para quê?



A grande novidade é que algumas das novas empresas cadastradas credenciadas pela prefeitura usarão bikes que não precisarão de estação específica para serem devolvidas pelos usuários. De acordo com o decreto normativo, a única restrição é que elas não sejam deixadas em locais que prejudiquem a passagem de pedestres do transporte urbano.


A Mobike é uma das empresas que têm essa proposta. Presente em mais de 200 cidades de 15 países do mundo, a marca é forte na China e deve chegar ao Brasil até o final do ano. Apostando na localização das bikes por GPS, a ideia é que o serviço seja disponibilizado por aplicativo de smartphone. O usuário cadastrado receberá seu QR Code no próprio dispositivo e, com ele, poderá destravar o cadeado do veículo. O serviço tem seu funcionamento semelhante às plataformas de compartilhamento de carros.


“Para que as cidades sejam realmente inteligentes é preciso não apenas inovações e melhorias, mas um plano de compartilhamento econômico interligado ao trânsporte público que seja capaz de poupar o uso de trens e ônibus”, declara Chris Martin, vice-presidente de expansão internacional da Mobike.


Segundo o executivo, a ideia é que as bikes compartilhadas sejam usadas pelo maior número de pessoas ao longo do dia. “Assim, os usuário usem as bicicletas principalmente para percorrer distâncias menores, como para ir à estação de metrô. Isso otimiza o seu tempo”, diz Martin.


É claro que é inevitável pensar sobre a possibilidade das bicicletas serem furtadas, já que os ciclistas poderão deixá-las em qualquer local da cidade. Porém, de acordo com a própria Mobike, isso já é esperado. Por isso a ideia é trazer à cidade o maior número possível de exemplares, além de investir em peças mais difíceis de serem desmontadas e revendidas.

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Chris Martin, vice-presidente de expansão internacional da Mobike (Foto: Reprodução)


 


Com essa plano desenhado, a Mobike pretende começar a trazer suas bicicletas no próximo semestre para São Paulo, porém, ainda não divulgou quantas bikes serão disponibilizadas na cidade. A empresa também contará com uma equipe responsável por recolher os veículos com defeito e monitorar sua localização. “É muito valioso para nós poder trabalhar em conjunto com a administração da cidade, pois podemos dividir dados sobre criminalidade e vandalismo em São Paulo e ajudar a identificar possibilidade de melhorias na estrutura, inclusive sobre a necessidade de ciclofaixas”, comenta Chris Martin.


Invasão amarela



Outra empresa que também está chegando em São Paulo e quer espalhar suas bikes pela cidade sem a necessidade de estações específicas é a Yellow. Na liderança da empresa estão Eduardo Musa, que esteve à frente da Caloi por mais de 15 anos, Ariel Lambrecht e Renato Freitas – fundadores da 99, aplicativo de mobilidade urbana e primeira startup unicórnio brasileira.

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Yellow deve trazer mais de 20 mil bicicletas à São Paulo entre junho e dezembro de 2018 (Foto: Divulgação)


 


A ideia é colocar nas ruas entre julho e dezembro deste ano mais de 20 mil bicicletas, porém, a longo prazo, a pretensão é ainda maior: aumentar sua frota para 100 mil. As bicicletas são feitas para aguentar o impacto do uso constante. Os quadros são aço serão mais baratos e mais resistentes, e o pneu, sem câmara de ar, reduz o  custo com manutenção, já que ele não fura.


As magrelas terão um funcionamento parecido com a da empresa concorrente, equipadas de cadeados inteligentes que só serão desativados por meio de QR Code, além de sistema de GPS que ajudará o usuário a localizar a bike mais próxima. Além disso, uma equipe também ficará disponível para monitorar as bicicletas e levá-las à manutenção.


Renato Freitas, fundador responsável pela área de Tecnologia da empresa, ressalta a importância de São Paulo para a implementação inicial do projeto. “A cidadeuma  tem estrutura legal para bicicletas, um bom número de ciclovias e as pessoas já estão acostumadas com outros aplicativos de compartilhamento. Aqui existe uma cultura de bicicletas muito forte”, comenta o entrevistado. A ideia é avaliar a recepção do aplicativo na cidade paulistana e, dependendo do resultado, expandir para outros locais do país.


Ele também cita o foco nas chamadas “primeira e última milha” das viagens urbanas. A ideia é que as pessoas usem as bikes no primeiro e no último quilômetro de seus trajetos do dia a dia em vez de andarem a pé. “Esse projeto só consegue funcionar normalmente se houver dezenas de milhares de bicicletas nas ruas”, diz Freitas.


A Yellow também trabalhará em parceria com a prefeitura da cidade. Sobre o assunto, Renato diz: “A aproximação com o poder público traz bastante benefício, pois podemos melhorar a qualidade do serviço e deixá-lo mais seguro, rápido e barato para as pessoas”. 


Para Freitas, o compartilhamento representa o futuro. “Hoje existe uma lacuna de disponibilidade de transporte e é uma tendência que as pessoas usem um transporte ativo”, diz ele, completando: “Um levantamento feito pela SPC Brasil e CNDL mostrou que para 79% dos brasileiros, o compartilhamento de bens torna a vida mais fácil e funcional e 68% se imaginam participando do consumo colaborativo nos próximos dois anos. A ideia é que se a pessoa usar a bicicleta, é um carro a menos na rua”.

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Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... -2018.html

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rlaranjo
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07 Mai 2018, 15:28

Mais uma idéia de girico que não vai dar em nada mas vai arrumar um jeito de tomar uns trocados da prefeitura.

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Johnnie Walker
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07 Mai 2018, 15:57

:cat:
Todo mundo que odeia o meu carro, é idiota. Todo mundo que me odeia, é feio.

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Ramiel
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08 Mai 2018, 08:23

Essa bicicletas vão desaparecer rapidinho...

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p_h
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08 Mai 2018, 22:17

Compartilhar bicicleta???

Em SP???

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