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Volkswagen T-Cross (Foto: Reprodução)
Demorou um bocado, mas a Volkswagen finalmente vai entrar na disputa dos SUVs. A marca alemã revelou mundialmente nesta quarta-feira (25) o T-Cross. O utilitário esportivo inédito será produzido no Brasil, na Europa e na Ásia, e estreia no primeiro semestre de 2019 para morder uma fatia do segmento que mais cresceu em volume nos últimos anos.
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São vários os adversários que o SUV derivado do Polo e do Virtus vai desafiar. Para citar alguns, temos Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Ford Ecosport, os Renault Captur e Duster, Chevrolet Tracker, entre outros. É uma verdadeira legião de SUVs compactos que vêm tirando vendas de hatches e sedãs médios.
Com o T-Cross, a Volkswagen tem planos ambiciosos e projeta brigar pela liderança, que desde 2015 está concentrada com a dupla HR-V e Renegade. O Kicks também avançou este ano na categoria, tal como o Creta. Em volume, estes são os principais adversários do futuro utilitário da VW, que terá uma gama forte, com motores turbo e muita tecnologia.
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A plataforma
O T-Cross nasce da plataforma modular MQB A0 e tem os mesmos 2,65 metros de entre-eixos do sedã Virtus. São 9 centímetros a mais que a versão dos Europeus, com 2,56 m. O comprimento de 4,19 metros também é maior, assim como a altura de 1,57 metro, 1 mm maior por causa do ajuste de suspensão para as ruas e estradas do Brasil.
Isso ampliou o espaço na cabine, especialmente no banco traseiro, que terá saídas de ventilação, como nas versões turbo do Polo e do Virtus. Curioso é o porta-malas com capacidade de 345 a 390 litros, volume bem menor que os 455 litros do T-Cross europeu. O compartimento é razoavelmente menor que o de HR-V, Creta, Captur e Kicks, todos com cerca de 430 litros, e maior que os bagageiros de Renegade, Ecosport e Tracker.

Volkswagen T-Cross (Foto: Reprodução)
Motores
A Volkswagen é a montadora que mais investiu em motores turbo de baixa cilindrada no Brasil nos últimos anos, e o T-Cross vai se beneficiar disso. O SUV terá versões manual e automática com o motor 1.0 TSI flex de até 128 cv e 20,4 kgfm (o mesmo de Polo e Virtus) e uma opção automática no topo da gama com o motor 1.4 TSI flex de até 150 cv e 25,5 kgfm de torque — esta será batizada de R-Line. A transmissão manual terá cinco marchas e a automática é a Tiptronic de seis velocidades.
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Design
Embora seja o mesmo veículo mundialmente, o T-Cross nacional terá leves diferenças em relação ao europeu até no visual. A dianteira do nacional (e da América do Sul) terá grade e para-choques levemente alterados, enquanto as lanternas apresentarão desenho de luzes diferente. A boa notícia é que ambos terão iluminação diurna e leds.

Volkswagen T-Cross europeu (Foto: Divulgação)
Na cabine, o T-Cross brasileiro terá o suporte para celulares no painel, que estreou no facelift de 2016 da dupla Gol e Voyage, e também foi inserido no Polo e no Virtus. Outro item restrito ao modelo produzido no Paraná será a opção de teto solar panorâmico, descartado no dos europeus.
Equipamentos
Além de trazer apenas motores turbinados, algo que nenhum dos adversários oferece, o T-Cross terá pacotes de equipamentos modernos, que incluirão itens como o quadro de instrumentos em tela digital de 10,2 polegadas. O visor é colorido, configurável e fácil de manusear pelos botões no volante. Pode-se expandir totalmente os mapas do GPS, visualizar os clássicos relógios do conta-giros e do velocímetro, e ver diversos dados de bordo.
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Volkswagen T-Cross europeu (Foto: Divulgação)
Entretanto, a exemplo de Polo e Virtus, a tela atrás do volante deve aparecer apenas na versão topo de linha. Para os modelos mais acessíveis, o equipamento que mais chamará a atenção é a central multimídia com a tela de oito polegadas sensivel ao toque já disponível em vários modelos da VW, como o novo Jetta. Há GPS integrado, as plataformas Android Auto e Apple Carplay e até quatro entradas USB, sendo duas voltadas para os passageiros do banco detrás. Na segurança, haverá controles de estabilidade e tração, ABS e seis airbags. O pacote será realmente farto, para que o T-Cross consiga cumprir o papel de brigar pela liderança do segmento. (Colaborou Guilherme Blanco Muniz)

Volkswagen T-Cross europeu (Foto: Divulgação)

Volkswagen T-Cross europeu (Foto: Divulgação)
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... malas.html
